terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Capítulo 9 - "A menina, eu acho que sou o pai da menina!"

Sábado, Novembro de 2014

Júnior: Você tem uma filha? - perguntou parecendo estar tão surpreso quanto eu. 
 Acho que eu fiz alguma coisa muito ruim contra Deus, porque a coisa que eu realmente pedi para não acontecer está acontecendo nesse momento. O que eu mais temia era encontrar com o Júnior junto com a Malu. Eu me preparei para agir calmamente para um encontro sozinha com ele, não com a Malu perto. Não dá para ficar calma vendo os dois se conhecendo pela primeira vez, sem saber da grande relação que existe entre eles. Com o peso da culpa nas costas por ser a pessoa que está privando os dois de saber a verdade e de ter uma relação tão bonita.
Júlia:
Vem aqui, amor. - falei ignorando sua pergunta, engolindo mais uma vez em seco e relutantemente tirando os olhos dele e olhando para a Malu. Fique calma Júlia, não conte sobre a Malu.
Malu:
O papai do Davi vai leva ele pra passea, dexa eu ir tabém? - perguntou ainda perto do Júnior.
Júlia:
N-não, nós vamos pra casa agora. Vem! - o nervosismo já estava me consumindo. A Malu percebeu o quanto eu estava falando sério e veio pra perto de mim com um semblante triste.
Júnior:
Vai fugir como fez da última vez? - perguntou depois de ter ficado observando a conversa entre eu e a Maria.
Júlia:
Não s-sei do que você está falando. - respondi gaguejando.
Júnior:
Sabe sim. Eu sei que tu me viu no restaurante em Barcelona semanas atrás.
Júlia: J-junior eu realmente não sei do que você esta falando. - continuei tentando mentir e querendo desesperadamente desaparecer junto com a Malu. Por favor Deus, me ajude! - Acho que você me confundiu com outra pessoa.
Júnior: Apesar de não te ver a muito tempo, tenho bastante certeza que era você lá. Mas isso não importa agora, você não respondeu a minha pergunta: Essa menininha é sua filha? - perguntou com o sembrante um pouco surpreso e apontou pra Malu que estava falando sobre algo com o Davi.
Júlia: É- é sim! Minha filha! - queria tanto poder dizer "Nossa" no lugar de "Minha". Mas eu não posso!! - Não sabia que você também tinha um filho. - esse era um fato que eu não estava conseguindo digerir. O Davi, filho da Carol, também era filho dele. E o pior de tudo isso era que a Malu e ele praticamente tinham a mesma idade. 
Júnior: Como tu iria saber né, sumiu do mapa junto com a sua irmã logo depois daquelas férias. - respondeu dando uma risadinha irônica no final. Aí! Eu com certeza merecia essa. - Finalmente vai me deixar saber qual foi o motivo de isso tudo que aconteceu? Eu realmente estou curioso e confuso pra saber o que levou você a desaparecer depois de tudo que a gente viveu junto naquelas férias. - se você soubesse não iria me perdoar. Tudo que eu mais queria era poder dizer, mas eu não posso.
Júlia: Eu não...
Carol: Graças a Deus que você achou eles. - disse chegando e me interrompendo me fazendo suspirar de alívio. Eu que agradeço por você ter chegado. - Ué, já chegou Juninho?! Pensei que iria vir mais tarde. - sorriu e os se cumprimentaram. Os dois tiveram um filho juntos. Será que eles são casados ou existe algo entre eles? 
 Minha cabeça estava rodando com tantos pensamentos.
Júnior:
Resolvi pegar ele agora já que estava sem nada pra fazer. - falou ainda olhando para mim e eu desviei o olhar e apertei um pouco a mão da Malu que estava segurando.
Carol:
Ah sim. Deixa eu te apresentar a Júlia, minha amiga. - sorriu.
Júnior:
Já nos conhecemos!
Carol: Já? - olhou pra mim com um olhar de confusão e eu assenti.
Júlia:
Sim, mas já faz bastante tempo que não temos mais contato um com o outro. - respondi evitando olhar para ele. Preciso sair daqui e levar a Malu comigo. 
Carol: Ah, não imaginava! - sorriu.
Júlia: Cah, eu vou ter que ir embora agora. Esqueci que marquei de sair com a minha mãe daqui a pouco. - menti.
Carol: Sério?! Então tá, vou aproveitar pra pegar uma carona com o Juninho de volta para o hotel. Se importa Júnior? - olhou pra ele perguntando e o mesmo concordou. Ele ainda estava com os olhos fixos em mim e na Malu. - Adorei nosso dia, Julinha! Próxima vez que eu vim pra cá ou você ir pra Barcelona de novo vamos repetir. - sorriu e veio dar um abraço em mim e na Malu. O Júnior, que ouviu a parte que ela falou de Barcelona, levantou a sobrancelha e fez uma cara de "Eu sábia", já que isso só confirmou o que ele disse anteriormente. 
Júlia: Vamos sim, Cah! Me avisa quando chegar em Barça. - ela assentiu. - Tchau, loirinho. Amei conhecer você! - fui obrigada a chegar um pouco mais perto do Júnior para poder abraçar o Davi.
Davi: Tchau tia, eu também gostei de brincar com você e com a Malu. - me deu um beijo no rosto. - Tchau, Malu!
Malu: Xau, Davi! Outo dia voxê leva seu dinossaulo pra bincar com a minha banca de neve tá bom?! - o Davi concordou e eu, junto com a Carol, e até o Júnior demos risada da combinação estranha dos brinquedos. Preciso sair logo daqui ou o peso da culpa me fará fazer algo que eu não posso fazer.
Júlia: Tchau Júnior! Foi bom te rever depois de tanto tempo. - eu realmente não sei se isso foi totalmente mentira. De qualquer forma eu disse já arrastando a Malu pra passar por ele em direção ao estacionamento,mas o mesmo me segurou de leve pelo braço me fazendo parar e em seguida engolir em seco de tensão. 
Júnior: Também gostei de finalmente te rever de novo e dessa vez você não vai fugir tão fácil sem me dar uma explicação. - disse sussurrando. - Vou pegar seu número com a Carol pra gente se falar, tudo bem? - disse um pouco mais alto pra Carol ouvir e os dois olharam pra mim esperando minha respostas. Fui obrigada a aceitar, mesmo querendo desesperadamente desaparecer como antes. 
Júlia: Tudo bem! Boa viagem de volta amanhã pra vocês. - sorri amarelo.
Júnior: Obrigado! Tchau princesa, Malu. - abaixou e deu um beijo no rosto dela. Aí, Jesus! Meus olhos encheram de lágrimas e fui obrigada a olhar pra longe dessa cena.
Malu: Tchau, papai do Davi! - sorriu. Eu realmente me odeio nesse momento. Peguei ela no colo e saí rápido de lá murmurando um tchau mais uma vez, enquanto uma lágrima relutante caía em meu rosto. Limpei o rosto, procurei a chave do carro na bolsa e o destravei quando cheguei nele. Prendi a Malu na cadeirinha fechei a porta e entrei na frente. Coloquei um DVD de desenho qualquer sem mesmo a Malu pedi e aproveitei a distração dela para encostar minha cabeça no volante e tentar me acalmar. Por que disso tudo, meu Deus?! Parece até que estou sendo castigada pelo destino. Qual era a chance de eu fazer uma amiga que acabaria sendo mãe do filho do meu Júnior de anos atrás, mesmo pai da minha filha. Isso só pode ser castigo! Ouvi a voz do Davi do lado de fora do carro, levantei a cabeça, e o vi no ombro do Júnior passando um pouco distante do meu carro junto com a Carol. Os três pararam perto de um carro preto e o Júnior e o Davi gargalharam de algo antes de entrar atrás da Carol e o carro deu partida. Acho que eu não me enganei na minha intuição de que ele seria um bom pai, vendo ele com o Davi dá pra perceber de cara esse fato. Aquele momento  com a Malu também demonstrou isso, os dois ficaram tão lindos juntos. Perdida em pensamentos nem percebi que lágrimas rolaram pelo meu rosto e eu não conseguia controla-las. Busquei meu celular na minha bolsa e liguei para a minha mãe que atendeu logo no primeiro toque. 
Marcela: Júlia? Aconteceu alguma coisa? Tô com um sentimento estranho há horas. - já dizia o ditado: intuição de mãe nunca erra!
Júlia: Mãe! - funguei tentando parar as lágrimas sem sucesso. - O Júnior apareceu!
Marcela: Aí, minha filha! Sábia que estava acontecendo algo. - suspirou. - Ele te viu? Viu a Maria?
Júlia: Sim! - solucei baixinho com medo da Malu escutar por cima do som do desenho. - Ele-Ele tem um filho, mãe! Um filho quase da mesma idade da Malu. - sussurrei e a ouvi soltar um suspiro de surpresa. 
Marcela: Meu Deus, Júlia! Como assim?! Espera aí, filha. - escutei ela murmurando com alguém. - Amor, eu e seu pai vamos te buscar. Não quero que você pegue a estrada nesse estado. Fique onde está, estamos saindo de casa. - só fiz concordar, disse que estava dentro do carro junto com a Malu no estacionamento do parque e desliguei. Meu peito estava apertado e no fundo eu sabia que esse dia ainda não terminou. 


Neymar Jr. ON

Davi: Papai, voxê vai me leva onde agola? - perguntou depois que saímos do parque e entramos no carro junto com o Big e a mãe dele. 
Júnior: Vamos no boliche junto com os seus tios. - respondi ainda com a cabeça meia aeria por causa do encontro com a Júlia. Nunca iria imaginar que a amiga da Carol que mora em Madri era a minha Júlia das férias inesquecível de anos atrás. Mano, a surpresa que tive quando a vi não tem explicação e muito menos a de quando soube que ela já era mãe. Olha só pra gente, somos pais e se não fosse por esse detalhe seria como se o tempo não tivesse passado. Ela continua a mesma de anos atrás, claro que um pouco mais gostosa. Eu disse que era ela no restaurando em Barça, é impossível confudi-lá com qualquer outra pessoa. Tive a impressão que ela queria fugir igual fez lá, só que dessa vez fiz questão de pegar o contato dela. Dessa vez não vai dar, Júlia. - Cah, me passa o número da Júlia antes que você esqueça.
Carol: Juro que fiquei surpresa por saber que vocês se conhecem. - riu pegando o celular e procurando o contato da Júlia. - Ela nunca disse que te conhecia.
Júnior: Faz anos que a gente não se falava, ela e a irmã dela sumiu do mapa depois que nos conhecemos.
Carol: Ah, você conhece a Sarah também? - assenti salvando o número da Júlia. - Sabia que ela mora lá em Barcelona? Pertinho do seu condomínio.
Júnior: Sábia não! - respondi um pouco surpreso por não ter encontrado com ela ainda. - O Gil vai gostar de saber disso. - ri imaginando.
Carol: Por que?
Júnior: Ele e os moleques conhecem elas também e o Gil e a Sarah tiveram um caso naquela época. Vai que ele ainda é gamado nela secretamente. - rimos. 
Carol: Mas pelo o que sei a Sarah namora agora, então acho que não vai rolar um remember. - riu.
Júnior: E a Júlia? Namora também? - perguntei curioso. 
Carol: Não!
Júnior: Não é casada com o pai da filha dela?
Carol: Ela disse que ele não é presente.
Júnior: Ah sim. - pensei um pouco sobre e gostei de saber que ela é solteira. Não sei porque, já que eu não sou infelizmente. 
Big: Chegamos no hotel, Júninho! - disse estacionando na frente do mesmo. A Carol se despediu da gente e eu junto com o Davi e o Big seguimos para o boliche onde os moleques já estavam esperando. 


Domingo, Novembro de 2014

 Já era tarde quando chegamos no hotel depois do boliche e do jantar. Acabou que nem deu para jogar na cara dos caras que eu estava certo sobre ser a Júlia no restaurante em Barça e contar que à vi hoje. Nesse momento eu, Jota, Gil e João, os únicos que vieram junto comigo pra Madrid já que o restante voltou para o Brasil semana passada junto com a minha mãe, Rafa e a Bruna, estamos no restaurando do hotel tomando o café da manhã. A Carol e o Davi ainda não desceram do quarto.
Júnior: Ae, preciso contar pra vocês o que aconteceu comigo ontem quando fui buscar o Davi com a Carol. - eu disse depois de tomar um gole do meu suco. - Lembram que ela foi se encontrar com uma amiga que mora aqui em Madrid?
Jota: Sim! Você a viu? É gata? Descobriu que já pegou? - riu e os outros dois acompanharam. 
Júnior: O pior é que já, Mano! A amiga da Carol é a Júlia. - falei sorrindo.
Gil: Tá de brincadeira? Sério?! - disse com cara de surpresa.
Júnior: Muito sério!
João: Então ela ainda mora aqui?
Júnior: Mora e a Carol disse que a Sarah, irmã dela, mora lá em Barcelona perto de casa. - ri olhando para o Cebola que ficou mais surpreso ainda. 
Jota: Caralho, mano! Que mundo pequeno. - riu. - Então era elas mesmo naquele dia no restaurante?!
Júnior: Eu falei que era né e vocês não acreditaram.
Gil: É claro que duvidamos, com esse mundo gigante a chance de serem elas não era grande.
Júnior: Mas era elas! E o pior vocês ainda não sabem o que descobri ontem quando a vi.
João: Diz aí!
Júnior: Ela é mãe! - falei ainda meio surpreso com esse fato. - Tem uma filha do tamanho do Davi.
Jota: Mentira?! Caralho, mano! - repetiu a mesma frase de antes em um tom surpreso e eu ri. 
Gil: Você viu a menina? Falou com a Júlia?
Júnior: Falei! Quando cheguei lá encontrei só o Davi brincando com a menininha e logo depois a Júlia chegou, acho que estava procurando pelo os dois, e a garota chamou ela de mãe. - respondi lembrando do tamanho de surpresa e choque que levei naquele momento. 
João: Que loucura! Três anos depois e vocês dois sendo pais. - riu.
Jota: Se a história fosse diferente poderia até ter sido sua filha agora, Júninho. - gargalhou junto com o Gil e o João. Eu até poderia ter achado graça também, mas o que ele disse se instalou na minha cabeça como um furacão. "Poderia ser sua filha agora." Eu tô ficando louco ou isso pode ser realmente real?! Não pode ser, só pode ser paranóia da minha cabeça. Não é possível! É possível sim, cara! - O que ouve, Major? Ficou sério do nada.
Júnior: Só estou pensando no que você falou. - falei ainda meio aério. 
Gil: Vish! Te conheço bem e já imagino o que está pensando. - riu. - Tire sua cabeça disso, a Júlia deve está casada com o pai da menina agora. Sem chances de você ser o pai! - o pior é que ele está errado.
Júnior: Eu perguntei a Carol se ela era casada. - engoli em seco tentando conter o nervosismo. - Ela disse que não! Disse também que a Júlia falou que o pai da filha dela não era presente. - respondi e os três lentamente deixaram o queixo cair de surpresa. 
Jota&João: Puta merda! - sussurraram ao mesmo tempo.
Júnior: Me falem que só pode ser coisa da minha cabeça. Que isso não tem a possibilidade de ser verdade. - falei tenso olhando para o meu café que já estava esquecido faz tempo na minha frente.
Gil: Para ae, vamos manter a calma! - suspirou. - Pra ter o mínimo de certeza é preciso saber a idade certa da menina. Você sabe? - me olhou.
Júnior: Não! Mas não vou ficar aqui sem descobrir, a Carol deve saber, vou perguntar a ela. - disse já levantando da mesa e indo em direção ao lobe do hotel para o elevador. Os três me seguiram sem dizer nada. O caminho até o andar da Carol pareceu durar anos e minha cabeça não parava de pensar sobre essa possibilidade. Será que essa menina é minha filha? Se sim, por que a Júlia não me disse. Ela fugiu! Esse foi o motivo do desaparecimento dela? Mas por que? Nem esperei a porta do elevador abrir completamente pra sair em direção a porta do quarto da Carol e bater na mesma. 
Carol: Oi, bom dia pra vocês! - disse quando abriu a porta sorrindo. 
Júnior: Preciso conversar com você, agora! - falei sério com os moleques atrás de mim.
Carol: Tá! - parou de sorri e ficou com uma expressão confusa. - Entrem! - abriu mais a porta e nós entramos. 
Davi: Pai! Já acordei! - pulou da cama e me abraçou pela cintura. 
Júnior: Oi, filho! - beijei sua testa. - Os seus tios vão levar você pra tomar café lá em baixo, no restaurante, beleza?! - ele assentiu e eu olhei para os caras. - Leva ele lá pra mim? Preciso conversar com a Cah sozinho.
Gil: Claro, Júninho! Vamos lá, meu parcerinho. - pegou a mão do Davi, deu uma batida no meu ombro e saiu do quarto. O Jota e o João fizeram o mesmo e saíram atrás deles.
Carol: O que aconteceu? - perguntou sentando na beira da cama depois de ter observado tudo ainda confusa. 
Júnior: Quero te perguntar algo que surgiu na minha cabeça sobre a Júlia. - coloquei as mãos no bolso da calça e andei pelo quarto sem a menor vontade de sentar e ficar parado. Meu corpo estava carregado de tensão. - Na verdade eu nem sei se você sabe certamente sobre isso.
Carol: Diz aí! Se eu souber te respondo.
Júnior: Você disse ontem que a Júlia te disse que o pai da filha dela não é presente, certo?!
Carol: Sim, foi isso mesmo que ela me disse. - assentiu ainda com confusão no rosto. 
Júnior: Você sabe a idade certa da menina? Da filha da Júlia? - perguntei prendendo a respiração. Por favor, Deus! Na verdade eu nem sei o que quero ouvir ela responder.
Carol: Quando perguntei eu lembro que a Malu e o Davi tinham quase a mesma idade. Ela disse que tinha... - tentou lembrar. - 2 anos e 9 meses. - fiquei em silêncio fazendo as contas e quando enfim cheguei a conclusão minhas pernas falharam e fui obrigado a sentar na cadeira no canto do quarto. Caralho! A menina tem grandes chances de ser minha. Minha filha! Fruto do nosso momento, inesquecível por mim, naquelas férias. Um misto de emoção estava passando por dentro de mim. Surpresa! Choque! Felicidade! Tristeza! Medo! Ódio! Confusão! Amor! Sim, muito Amor! - Júnior, você tá bem? Tá passando mal? - perguntou levantando da cama e chegando perto de mim.
Júnior: C-carol... - fiz uma pausa para engolir em seco. - A menina, eu acho que sou o pai da menina! - falei e observei sua cara de preocupação virar uma de surpresa. 


Neymar Jr. OFF

 Eu realmente me desliguei dos acontecimentos depois que encerrei a ligação com a minha mãe. Nem percebi o tempo que passou para eles chegarem onde eu e a Maria estava e muito menos como nós duas fomos parar no carro do meu pai junto com ele e a minha mãe. A única coisa que escutei ao fundo além dos meus pensamentos foi meu pai conversando com a Malu para distraí-la e a minha mãe dizendo que mais tarde ia dar um jeito de alguém buscar meu carro, que presumi ter ficado no estacionamento do parque. Pra falar a verdade, uma fala da Malu na conversa com o meu pai só serviu para intensificar meu estado. 
Malu: Vovô, o Davi tem um papai. Po que eu não tenho tabem?! - Não me pergunte o que meu pai ou a minha mãe respondeu, eu não sei. Depois de ouvir isso eu me encolhi mais ainda no banco do passageiro e pressionei a cabeça no joelho enquanto mais e mais lágrimas escorriam pelo meu rosto. 
  
                                     (...)


 No Domingo acordei com o toque do meu celular e parecia que eu não tinha dormido nem uma hora. Poderia até ter sido verdade, visto que ontem logo após chegar em casa, contar tudo para os meus pais, deixar a Malu aos cuidado da minha mãe e se trancar no meu quarto não consegui pegar no sono de jeito nenhum. Ou seja, passei grande parte da noite em claro só perdida em pensamentos com a cabeça a mil. Sobre a conversa com os meus pais ontem quando cheguei, passamos a maior parte dela tentando assimilar tudo que aconteceu e descobrimos. 

FlashBack On

Dennis: Nos conta direito como aconteceu, minha filha. - pediu depois que chegamos em casa, deixamos a Maria com a Rosa e entramos no seu escritório junto com mamãe. 
Júlia: Eu não sei! - funguei precionando as mãos nos olhos tentando parar as lágrimas que já não eram tanto, mas ainda caía algumas. - Fiquei tão surpresa quanto vocês por dar de cara com ele, do nada, e ainda por cima dele ser o pai do Davi, filho de uma amiga aleatória que fiz em Barcelona. Como isso é possível?! Só pode ser castigo, não tem outra explicação. - suspirei. 
Marcela: Acho que apenas chegou a tão temida hora, minha querida. Apesar de ter passado tanto tempo eu te avisei que essa hora ia chegar. - sentou ao meu lado, em uma cadeira em frente à mesa do meu pai, e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. 
Júlia: Mas tinha que ser desse jeito, mãe?! Logo da pior maneira que poderia ser e que a que eu tinha mais medo?! - olhei pra ela sussurrando. 
Marcela: Infelizmente não escolhemos essas coisas, Julinha. - suspirou. 
Dennis: Então ele já pai e tem um filho com a sua amiga? - entrou na conversa depois de ter ficado apenas escutando. 
Júlia: Sim! Um loirinho lindo. - sorri fraco lembrando do Davi. - Além de um pai, minha filha também tem um irmão que nem sabe do vínculo entre eles. E eles passaram o dia todo brincando junto, não foi atoa que se epegaram de cara um no outro. - minha mãe riu ainda fazendo carinho em mim. - Vendo a situação deles, me faz me senti como um monstro.
Marcela: Não diz isso, minha filha. Você sabe o motivo que a fez fazer tudo isso.
Dennis: É esse detalhe que não entra na minha cabeça. - levantou da cadeira e eu e a minha mãe olhamos para ele. - Se o Neymar Jr. tem um filho quase da mesma idade da Malu, por que aquele homem não fez a mesma coisa com a mãe dele o que fez com você Júlia?!

FlashBack OFF


 Essa foi uma pergunta do meu pai que todos nós não tinhamos uma resposta e o que a gente mais queria era saber.
 Depois de me situar sobre meu estado e perceber que estava com enxaqueca, estendi a mão para pegar meu celular na mesinha de cabeceira da cama, olhei no visor e não conheci o número que estava me ligando. Atendi e só depois percebi a única pessoa que poderia ser.
Xxx: Júlia?! Você não esqueceu de me contar algo à anos atrás?! - Junior! Merda, merda, merda... - Não vai me responder, Júlia?! - perguntou em um tom forte e sério depois que não consegui dizer nada.
Júlia: J-Júnior, o q-que...
Júnior: Não começa com os seus joguinhos agora. Apenas me diz o que eu quero saber, a menina é minha filha? - ele descobriu. Meu maior medo se tornou realidade e não tem como eu fazer nada. - Quer saber, eu quero olhar na tua cara quando você me responder isso. Me diz um lugar pra gente se encontrar, sem arranjar desculpas. Dessa vez eu não vou deixar você escapar dessa, sem chances.
Júlia: E-eu não...
Júnior: Você decide, ou me diz um lugar e me encontra lá ou eu mesmo vou achar o endereço da sua casa e vou aí. Te garanto que essa última opção sera muito pior. - me enterrompeu mais uma vez.
Júlia: T-ta! - concordei depois de não achar uma saída dessa situação. Acho que chegou a hora! - Me encontra no mesmo parque de ontem daqui uma hora. - suspirei com todo o corpo tremendo. - Acho que está na hora de eu te dar algumas explicações. - murmurei. 
Júnior: Já passou da hora, eu merecia elas a 3 anos atrás! - afirmou. - Te encontro lá! - e desligou sem mais. 



By Vic: 

 Eu voltei, não sei se é pra ficar. Mas estou aqui, porque minha criatividade voltou a funcionar. (Sim, era pra ler como se tivesse cantando haha). Brincadeira a parte, consegui gente. Vocês não sabem o quanto foi difícil terminar esse capítulo e de tanto tentar e não sair nada até desisti. Mas aí, semana passada deu vontade de dar uma olhada nas postagem e me voltou a vontade de escrever. Acabei terminando de escrever esse e o próximo capítulo todo de uma só vez. Amo quando isso acontece, poderia ser sempre assim. Não sei se ainda tem alguém visitando essa fic, mas não custa nada postar né. Bjs!! 





























sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Olá, pessoal!!

Estou fazendo esse poste para explicar para vocês o porque de eu ainda não ter postado o próximo capítulo.
O primeiro motivo é por falta de idéias para o desenvolvimento da história á partir do ponto que parei. Eu cheguei a digitar um pedaço do capítulo, mas chegou em uma parte que estou sem criatividade para continuar. 
E para piorar a situação estou em um período de férias, viagens, carnaval e etc. Por causa disso acabo ficando sem tempo para escrever.
Não quero postar um capítulo ruim para vocês, então não sei quando vou conseguir postar. Vai depender da criatividade e da disponibilidade de tempo. 
Espero que vocês entendam. Bjs! ♡

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Capítulo 8 - " Mamãe, olha o papai do Davi. "

A week later

Sexta, Novembro de 2014

 Uma semana se passou e com á graça de Deus foi totalmente tranquila. O Júnior não tentou vir atrás de mim e não ouvi nenhuma notícia dele. Acho que ele está bem feliz com a namorada dele, a Bruna, e não quiz perder tempo comigo. Essa foi uma das coisas que não saiu dos meus pensamentos essa semana. Tive a impressão que conheço essa tal Bruna de algum lugar, mas não estou lembrada. E quem diria hein?! O Neymar, tão galinha naquelas férias, namorando. Você quer o que Júlia? Que ele estivesse solteiro esse tempo todo? Apesar disso me encomodar um pouco, não sei por que, se isso foi o que o impediu de vir atrás de mim acho até bom. Menos chances dele saber da Maria. Voltando ao assunto dessa semana que passou, usei esse tempo de tranquilidade para me preparar para o que pode acontecer, como meu pai pediu. Não só eu, mas minha família inteira se preparou. Não sabemos se vai acontecer algo ou não, mas é melhor estarmos preparados. Quero saber o que fazer se um dia eu e o Júnior nos esbarrar de novo, saber ficar calma e não soltar de cara da Malu. Só peço a Deus que se um dia isso acontecer, ele me de tempo de pensar bem e contar eu mesmo, da melhor forma, sobre a nossa filha.
 Nesse exato momento são 15:15 da tarde e eu estou no hospital. Mas infelizmente hoje é um daqueles dias de tédio, que eu não tenho muitos pacientes para atender. Então até dar 16:30, horário que termina meu expediente, estou analisando as fichas e fazendo anotações sobre alguns dos meus pacientes. 
Helena: Dr. Júlia? - bateu na porta e abriu um pouco.
Júlia: Oi, Helena. - fechei uma ficha que tinha terminado de ler.
Helena: Estão te chamando da ala da emergência. Parece que é um dos seus pacientes.
Júlia: Tá bom! Estou indo lá. - ela assentiu e saiu. Quardei rapidamente os papéis que eu estava usando, vesti meu jaleco, saí da minha sala e peguei o elevador.
Jéssica: Oi! Já está indo pra casa? - ela já estava dentro do elevador. 
Júlia: Quem derá! Apareceu uma emergência pra me tirar do tédio. E você?
Jessica: Vou ver um paciente no segundo andar. Também estou no tédio hoje.
Júlia: Vai sair que horas?
Jéssica: 16:30. Você também né? - assenti e o elevador chegou no segundo andar. - Vamos ir em um barzinho hoje.
Júlia: Ah, vamos?! Não estou sabendo. - ri.
Jéssica: Sim. Vamos marcar o horário por mensagens mais tarde. Beijo. - saiu e eu balancei a cabeça rindo. Terminei de descer direto para a emergência e assim que cheguei avistei o enfermeiro junto com uma mulher que estava sentada em uma maca. Não lembro quando atendi ela. ( Como sempre, imaginem a conversa em espanhol)
Júlia: Boa tarde! Me passa o prontuário. - pedi para o enfermeiro, ele me entregou, li rapidamente e vi que o nome do paciente era Isabel. - Oi, senhora Isabel!
Isabel: Oi, Doutora Júlia. - tentou sorri, mas não conseguiu e fez careta de dor quando levantou o braço. 
Júlia: O que houve?
Isabel: Eu fui pegar um balde cheio de água e senti um estalo no braço e logo depois começou a doer. Eu esqueci que quando eu vim tirar o gesso na semana passada você disse que não era pra pegar peso. - agora lembrei dela. Deslocou o braço em uma queda e faz duas semanas que ela virou minha paciente.
Júlia: Deixa eu dar uma olhada. - coloquei as luvas, cheguei perto e comecei a tocar seu braço em diferentes lugares. Em alguns lugares ela fazia cara de dor e em outros não. - Acho que seu braço deslocou de novo, mas não está quebrado. Por precaução vou pedir um raio X. Está doendo muito?
Isabel: Um pouco. Doeu mais no momento em que houve o estalo.
Júlia: Ok. - virei para o enfermeiro. - Peça um raio X pra mim e chame a Ortopedista para dar uma olhada. Quando estiver pronto me avise, estarei na minha sala. - ele assentiu. - Isabel, o enfermeiro irá te levar para fazer o raio X e depois eu voltarei para te ver, tá bom?
Isabel: Tá, doutora. - saí de lá e voltei para a minha sala. Procurei a ficha dela e depois de achar comecei a analisar. Uns 15 minutos depois o enfermeiro veio me avisar que o raio X já estava pronto, então voltei para onde a Isabel estava.
Júlia: Voltei! - sorri para ela. - Vamos dar uma olhada nas consequências do que você aprontou.
Isabel: Espero que não seja nada grave. - sorriu meio sem graça. 
Júlia: Deixa eu ver o raio X. - pedi ao enfermeiro, que me entregou e eu estendi na direção da luz para ver melhor. - Bom, como eu disse anteriormente, não parece ter nada quebrado. Você levou para a Orto da uma olhada? - ele concordou e falou que a mesma disse que também não viu nenhuma fratura, só um deslocamento. - Isabel, tenho uma notícia boa e má para a senhora.
Isabel: Meu Deus, pode falar doutora.
Júlia: A boa é que realmente não houve nada muito grave com seu braço. - ela suspirou de alívio. - Mas, a má é que todo progresso que fizemos foi perdido e o deslocamento voltou no mesmo grau do começo.
Isabel: Isso significa começar os tratamentos tudo de novo?
Júlia: Infelizmente sim! Vamos ter que voltar a fazer os mesmos exercícios do começo e além disso seu braço vai ter que voltar a ficar imobilizado.
Isabel: Maldita hora que fui pegar aquele balde.
Júlia: Para isso não acontecer de novo a senhora tem que levar a sério quando digo que não pode fazer esforços grandes com o braço. Porque se não levar, o seu braço será sempre prejudicado e chegará o momento que o mesmo não irá aguentar e vai acontecer algo mais grave.
Isabel: Eu sei doutora. É que eu realmente esqueci do que você disse. Foi coisa do momento mesmo. É tão difícil ficar impossibilitada de fazer algo.
Júlia: Eu sei como é. - suspirei. - Mas tenta a parti de agora lembrar o quanto irá de prejudicar, tá bom? - ela concordou. - Vou prescrever um remédio para a senhora tomar, mas só toma quando a dor estiver insuportável.
Isabel: Está bem!
Júlia: Providência uma tipoia para imobilizar o braço dela, por favor. - pedi para o enfermeiro, ele concordou e saiu. - Isabel, você precisa voltar aqui na semana que vem para começar a fazer os exercícios. Não vamos começar hoje porque o deslocamento está muito recente e porque a senhora está com dor, tudo bem? - ela assentiu. - Veio alguém junto com você para te ajudar a voltar pra casa?
Isabel: Meu marido está me esperando na sala de espera. - assenti. O enfermeiro voltou com a tipoia, ajeitei o braço da Isabel e depois de tentar alguns movimentos coloquei nela. 
Júlia: Pronto! Agora que está imobilizado e se você não fizer movimentos bruscos, acredito que a dor irá diminuir.
Isabel: Obrigada doutora.
Júlia: Na próxima coloca o maridão pra pegar o balde e outras coisas pesadas hein. - rimos.
Isabel: Pode deixar. Obrigada mais uma vez. Até breve.
Júlia: Não tem de que. Tchau, até semana que vem. - sorri e ela saiu acompanhada pelo enfermeiro. Peguei meu celular no bolso do meu jaleco e vi que era quase 16:30. Então, voltei para a minha sala, arrumei algumas coisas, peguei minha bolsa, saí da sala e depois de trancar a porta peguei o elevador e desci direto para o estacionamento.
Xxx: Júlia! - ouvi alguém me chamando e quando olhei era a Jéssica. 
Júlia: Oi! Pensei que já tinha saído.
Jéssica: Meu carro decidiu que hoje é um bom dia para descansar e não quer pegar. - bufou e eu gargalhei. - Ri porque não é com você. Me dá uma carona.
Júlia: Claro. Vai deixar o carro aqui? - destravei o meu e entramos.
Jéssica: Quer que eu faça o que? Leve ele nas costa?
Júlia: Não, porque você é uma égua e não jumenta. - rimos. - Estou perguntando se vai ligar para o reboque?
Jéssica: Vou! - depois de colocarmos o cinto, dei partida e ela pegou o celular para ligar. - Então, falando sobre o rolê hoje. Vamos ir em algum barzinho da Plaza Santa Ana. - disse quando terminou a ligação.
Júlia: Não tem nenhum em mente?
Jéssica: Não, vamos escolher quando chegar lá. Qualquer um lá é bom.
Júlia: É! Também é difícil achar um que não esteja lotado.
Jéssica: Quando chegar lá a gente ver qual está menos ué. - assenti. 
Júlia: Que horas?
Jéssica: Às 20:30 ou 21:00. Por aí...
Júlia: Ok! - concordei e meu celular começou a tocar. Sarah! Atendi e coloquei no viva-voz. - Oi!
Sarah: Eai maninha! Já saiu do hospital?
Júlia: Já! Estou indo pra casa.
Jéssica: Mas primeiro vai me deixar na minha house.
Júlia: Infelizmente! - revirei os olhos e ela riu.
Sarah: Quem é?
Jéssica: Quem mais? A rainha, é claro.
Júlia: Menos Jéssica, bem menos. - rimos.
Sarah: Só podia ser. Tem carro mais não ou?
Jéssica: Tenho, mas hoje fiquei com vontade de usar minha motorista particular.
Júlia: Fica com gracinha que dá próxima vez que aquela sua lata velha te deixar na mão te deixo se virar. - rimos.
Jéssica: Você não faria isso, my friend.
Sarah: Ah, essa daí faria sim. - rimos.
Júlia: Eu faria!
Jéssica: Sei que sim, do jeito que é desnaturada. - riu e eu apontei o dedo do meio pra ela.
Júlia: Mudando de assunto, como vai você e o Fe, Sarah?
Sarah: Ele ainda não está agindo do mesmo jeito que era antes, mas está tudo bem. - suspirou. Dois dias depois que ele e eu nos falamos, ele foi ver ela e depois de conversarem se acertaram. Mas pelo visto não se acertaram tanto como eu pensava. 
Júlia: Como ele está agindo?
Sarah: Ah, não conversa muito comigo e passa mais tempo distante.
Jéssica: Deve ser porque a coisa toda ainda está recente. Depois passa. - a Jéssica já sabe de tudo que rolou.
Sarah: Tomara! E o Júnior, Júlia?
Jéssica: Ele deu algum sinal?
Júlia: Graças ao bom Deus, não! Acho que ele não ficou tão chocado em me ver como pensei ter visto.
Sarah: Duvido muito disso.
Jéssica: Também! Ele deve ter te procurado e não te achou.
Júlia: Que continue assim. - murmurei. Falamos mais um pouco sobre isso, elas fazendo suposições, e depois trocamos de assunto.
Sarah: Eai, vão sair hoje?
Jéssica: Claro que sim. Sexta sem lei - riu e eu revirei os olhos rindo também. 
Júlia: Vamos em algum bar da Plaza Santa Ana. Espero que uma pessoinha aí não me faça virar babá. - elas riram. 
Jéssica: Não faço essas coisas, tenho moderação.
Sarah: Lembro bem da sua moderação naquele domingo do churrasco aí, sofrendo de ressaca. - riu.
Júlia: É! Na noite anterior estava eu lá no meu emprego de babá.
Jéssica: Anh? Que dia foi isso? Nunca nem vi! - rimos. 
Sarah: Só vão vocês duas?
Jéssica: O Dani disse que ia pensar se vai.
Júlia: Ele tem plantão amanhã.
Jéssica: Por isso mesmo.
Sarah: Queria ir também.
Júlia: Vem pra cá e dorme aqui ué.
Sarah: Não posso. Tenho projeto do serviço para elaborar e com o Fe estranho do jeito que está é melhor para em casa um pouco. - riu.
Jéssica: É melhor mesmo. - Continuamos a conversar sobre vários assunto, cheguei na casa da Jéssica e depois dela se despedi fui embora ainda conversando com a Sarah. Quando cheguei em casa me despedi dela, peguei minha bolsa e travei o carro. 
Rosa: Já chegou, minha filha?! - disse quando me viu entrando. Ela estava sozinha na sala.
Júlia: Oi, Rosinha. Já sim. Cadê a Malu? - perguntei depois de dar um beijo no seu rosto.
Rosa: Está no quarto dos seus pais com o seu pai.
Júlia: Ah, isso explica porque ela não está aqui vendo os benditos desenhos. - rimos. - E que milagre é esse que fez o senhor Dennis chegar cedo do trabalho?
Rosa: Não sei, mas vamos rezar para acontecer mais vezes. - rimos. 
Júlia: Vou lá ver o que aqueles dois estão aprontando e me arrumar para a sessão de fotos.
Rosa: É que horas mesmo?
Júlia: Ás 7:30. Vou fazer de tudo pra não chegar atrasada.
Rosa: Dá tempo, Júlinha. Só não enrolar.
Júlia: Tomara! Vou lá... - ela assentiu e eu subi as escadas. No começo dessa semana meu pai me avisou que surgiu uma marca de roupa, vestidos especificamente, querendo me contratar para fazer uma sessão de fotos hoje. Aceitei depois de ver meus horários e confirma que não ia ficar de plantão. - Hello, my loves! - falei quando cheguei no quarto dos meus pais.
Malu: Oi, mamãe! - sorriu. Cheguei perto da cama, onde ela estava deitada junto com o meu pai, dei um beijo no seu rosto e ela me abraçou super apertado. ♡
Dennis: Tá fazendo o que em casa ainda? Vai chegar atrasada pra sessão de fotos.
Júlia: Olá, meu dia foi bom também. Obrigado por perguntar. - ri e dei um beijo no seu rosto. - Tenho tempo ainda. O lugar é aqui perto.
Dennis: Quero ver se o trânsito estiver lento, como fica na maioria das vezes.
Júlia: Vira essa boca pra lá ou. Vou me arrumar rapidinho e ir.
Malu: Mamãe, voxê vai ir pra onde?
Júlia: A mamãe vai fotografar amor, mas vai ser rapidinho.
Malu: Dexa eu ir junto com voxê?
Júlia: Não dá filha, a mamãe não vai poder ficar de olho em você.
Malu: Mas eu vo fica quietinha. - disse com uma carinha triste que doeu meu coração. 
Dennis: Fica aqui com o vovô princesa, vamos ver desenho.
Malu: Eu não quelo. Quelia ir com a mamãe, ve ela tila foto. - fez bico. Meu pai olhou pra mim e eu o olhei de volta depois voltei para a Malu.
Júlia: Amor...
Dennis: Vamos fazer o seguinte. - me enterronpeu. - O vovô vai ir junto e enquanto a mamãe tira foto a gente fica assistindo, tá bom?
Malu: Eeeee! - abriu um sorrisão e eu fiz a mesma coisa.
Dennis: Mas vamos ter que se apressar ou vamos chegar atrasados.
Júlia: Vou pedir pra Rosa arrumar ela e vou me arrumar também.
Dennis: Deixa que eu peço, vai se arrumar logo. Não demora pelo amor de Deus hein! - ri concordando, soltei beijos pra eles e corri para o meu quarto. Deixei minhas coisas na cama, fui para o closet, escolhi um look quentinho e confortável, deixei separado e fui para o banheiro. Depois de tomar banho, sem lavar o cabelo porque já tinha lavado ontem, me enxuguei, voltei para o closet e me vesti. Deixei o cabelo solto, passei desodorante e perfume, e no rosto só um pouco de rímel e brilho labial, pois eles iriam me produzir para as fotos lá. De calçado escolhi uma bota, já que o tempo estava frio, e depois de colocá-la, voltei para o quarto, peguei minha bolsa junto com o meu celular, saí do meu quarto e encontrei com o meu pai na porta do quarto da Malu. A Rosa ainda estava arrumando ela.
Júlia: Terminei!
Dennis: Até que andou rápido! Não poderia ser assim sempre?!
Júlia: Engraçadinho você hein! - rimos. - Quer ajuda, Rosinha?
Rosa: Precisa não, minha filha. Só falta colocar os sapatos dela.
Júlia: Tá! Vou descer pra tomar água enquanto isso. - ele assentiu. 
Malu: Espela o vovô e eu, mamãe. - disse me olhando enquanto a Rosa colocava os sapatos nela.
Júlia: Vou esperar, meu amor. - ri e meu pai e a Rosa me acompanharam. - Só vou beber água e esperar você e o vovô lá embaixo, ta bom?
Malu: Tá! - desci direto para a cozinha, peguei um copo, abri a geladeira e me servi um pouco d'água. Quando terminei, lavei o copo na pia, fui para a sala e encontrei com eles descendo.
Dennis: Vamos! - nos despedimos da Rosinha, saímos de casa e como o banco da Malu já estava estalado no meu carro resolvemos ir nele. Depois de colocá-la nele, entrei no lado do carona, porque meu pai quiz dirigir, coloquei o cinto e ele deu partida.
Malu: Bota a galinha pitadinha pra eu vê, mamãe.
Júlia: Não vai demorar para a gente chegar no local das fotos, filha.
Malu: Mas eu vo vê só um poquinho assim - mostrou com os dedinhos e meu pai riu.
Dennis: Coloca isso logo! - revirei os olhos, coloquei essa galinha idiota e logo a atenção dela foi toda pra isso. Peguei meu celular, entrei no insta, dei like em algumas fotos do feed, comentei uma do picon e instantes depois meu celular tocou com uma ligação dele.
Júlia: Me ligando porque não aguentava mais de saudades? - ri. Meu pai olhou pra mim e quando viu que eu estava no telefone voltou para a pista.
Léo: Que nada! Liguei pra dizer que sei que sou gato, não precisa comentar na minha foto não.
Júlia: Anos passam e sua ilusão continua forte né?! - rimos. - Só comentei isso lá pra te dá uma moral.
Léo: Vou fingir que acredito nessa sua mentira. - riu. - Eai, Jujubinha! Como vai as coisas aí em Madri?
Júlia: Já te falei pra parar de me chamar disso né.
Léo: E eu já falei que paro quando me der vontade. - riu.
Júlia: Idiota! - falei baixo por causa da Malu. - Respondendo sua pergunta, aqui às coisas estão indo bem. E aí em Sampa? Aprontando muito?
Léo: Sempre né querida! É com Léo Picon que você está falando. - rimos. - Mas aqui, liguei pra falar sobre trabalho porque sou uma pessoa séria e responsável.
Júlia: Pode parar de menti agora.
Léo: Que engraçadinha. To falando sério, eu mudei.
Júlia: Mudou pra pior né?
Léo: Só um pouquinho! - rimos. - Falando sério agora, quero que você faça mais uma vez fotos pra Just Approve. Como pagamento, duas doses de cachaça no final. - gargalhou.
Júlia: É assim que você diz que mudou?! - ri. - Pra quando vocês querem essas fotos? Sabe que só posso ir pro Brasil em Dezembro né?
Léo: Sei disso, é pra Dezembro mesmo. Coleção do fim de ano. Falei com o Caca e a Tata que tínhamos que marca com você agora porque sei como a senhorita é disputada nessa época. - eu já vi essa Tata por lá algumas vezes quando ia visitar ou fotografar pra eles, mas nós nunca ficamos próximas e não tem nenhum motivo específico. Rolaram algumas conversas, mas só sobre trabalho.
Júlia: Fazer o que se sou uma pessoa muito gata e importante. - gargalhei.
Léo: Faço das suas palavras sobre ilusão às minhas hein. Continua convencida. - riu.
Júlia: Saí ou! Espera aí um minuto, vou perguntar ao senhor Dennis como está a agenda.
Léo: O Dennisão está aí? Deixa eu falar com ele. - ri e coloquei no viva-voz.
Júlia: Tem alguém querendo falar com você "Dennisão". - o picon riu.
Léo: Fala aí tio Dennis!
Dennis: Eai, Leonardo. Tudo bem?
Léo: Ótimo! Contigo?
Dennis: Vou bem também. Já tomou juízo?
Léo: Meu segundo nome né cara. - meu pai riu. 
Júlia: Hum, se duvidar ele nem sabe o significado dessa palavra. - ri.
Léo: Qual foi, Jujubona? Tá tirando po.
Júlia: Ah não, Léo. Passou de Jujubinha pra Jujubona?! - ele e meu pai gargalharam.
Dennis: Gostei! Vou te chamar assim agora, minha filha.
Júlia: Nem pense nisso, senhor Dennis. - ele riu. - Voltando ao assunto principal do porque você ligou, Leonardo.
Léo: Voltei ao modo sério! - riu e eu revirei os olhos sorrindo. 
Júlia: Pai, tem como encaixar uma sessão de fotos para a Just Approve em Dezembro?
Dennis: Tem sim. Já tem data definida?
Léo: No dia 12.
Dennis: Não estou lembrado de ter alguma pra essa data, mas vou olhar pra confirmar e depois confirmo contigo.
Léo: Tá bom!
Malu: Mamãe, já chegou?
Júlia: Ainda não, amor. Estamos quase... - respondi olhando pra ela. 
Léo: É minha namorada?
Júlia: Não, é a minha filha. - meu pai riu. 
Léo: Sua filha que é minha namorada. - riu. - Deixa eu falar com ela.
Júlia: Filha, o Léo quer falar com você. - entreguei o celular pra ela ainda no viva voz.
Léo: Oi, princesa!
Malu: Oi, piton. - sorriu e eu, meu pai e o próprio "piton" rimos. 
Léo: Já estava com saudades de ser chamado assim.
Malu: Tabem to com saudade de voxê.
Léo: Mês que vem a gente vai se ver, ta bom? - ela concordou. - Vou te levar pra sair comigo, dá umas voltas. - riu.
Júlia: Só se for por cima do meu cadáver. - ri.
Léo: Ué, por que po? Vamos dar um rolê por Sampa.
Júlia: Se depender de você minha filha vai parar em uma balada. - rimos.
Léo: Que mentira, garota. Já disse que agora sou uma pessoa séria.
Dennis: Séria só até às 18:00 dá tarde.
Léo: Na verdade tio, só até às 15:00. - rimos. Chegamos no Palácio Real de Madrid, onde é o local das fotos, e meu pai começou a procurar uma vaga para estacionar.
Júlia: Picon, foi um prazer conversar contigo, mas vou ter que desligar. - ri. - Vou fazer umas fotos agora.
Léo: O prazer foi meu, minha querida Jujubinha. - riu e eu revirei os olhos. Ele se despediu do meu Pai, da Malu e eu, e desligamos. 
Dennis: Chegamos no horário certinho. - ri, ele achou uma vaga, peguei minha bolsa, desci, abri a porta de trás, tirei a Malu e depois fechei. Peguei a mão da Malu, esperamos meu pai, caminhamos até o local exato que eles informaram e minutos depois chegamos. 
Xxx: Hola! Soy Martina Ramirez, directora de la sesión de fotos. - disse quando nos viu chegando. - Usted es Julia Sánchez, la modelo?
Júlia: Hola! Sí, soy yo. - falei, apresentei meu pai e a Malu e ela os cumprimentou.
Martina: Acompáñeme, por favor. - dei um beijo na Malu e depois de dizer que já voltava, segui a Martina até um trailer que descobri quando cheguei que eles montaram um camarim dentro.

                                  (...)

 As fotos ficaram maravilhosas, os vestidos deles eram lindos e fiquei super feliz quando descobri que iria ganhar todos os que fotografei. Ainda não tinha escurecido quando a sessão terminou e meu pai e a Malu decidiram que queriam tomar sorvete. Apesar de reclamar um pouco por causa do tempo frio, acabei me rendendo e fui junto. Afinal, quem nega um sorvete nem gente é. 
 A sorveteria fica na Praça do Palácio, então fomos andando mesmo.
Dennis: Pra quem não queria vir hein. - disse quando pedi três sorvetes de sabores diferentes.
Júlia: A Malu também queria os três ué. Vou dividir com ela.
Dennis: Mulheres! - resmungo e eu gargalhei. Depois de pegarmos os sorvetes, sentamos em um banco da praça, o celular dele começou a tocar, ele disse que era a minha mãe e atendeu. A Malu já estava se lambuzando de sorvete e eu resolvi tirar uma foto e postar antes que ela acabe com tudo.



SánchezJú: Isso é o que acontece quando ficamos indecisas. #TalMãe #TalFilha ♡

Não fiquei para ver os comentários, porque se eu demorasse mais um pouquinho não iria sentir o gosto de nenhum sorvete graças a senhorita Maria Luíza.
 Meu pai terminou de falar com a mamãe, disse que ela ligou pra saber como a gente estava porque a Rosa já tinha falado que ele e a Malu vieram comigo.
 Só foi o tempo de terminarmos o sorvete e voltamos pra casa, já que o tempo estava escurecendo e ficando mais frio. 

Malu: Oi, vovó! Eu e a mamãe tomamo teis sovete. - disse logo quando chegamos em casa e encontramos minha mãe na sala.
Marcela:
Oi, princesa! Trouxe um sorvete pra vovó?
Malu: Não... Mas a gente pode compa mais pra voxê e pra eu. - minha mãe, meu pai e eu rimos.
Dennis:
Essa é esperta, puxou ao avô aqui.
Marcela: Outro dia a gente vai comprar, tá bom? Agora está quase na hora do jantar.
Malu: Tá! Vovô, vamo bincar?
Dennis: Vamos, princesa. De que você quer brincar? - saiu falando com ela de mãos dadas. Provavelmente foram para o quarto de brinquedos.
Júlia: A Rosa já foi pra casa? - perguntei para a minha mãe enquanto colocava minhas coisas no sofá e sentava ao lado dela. 
Marcela: Já! Como foi lá? Os vestidos eram bonitos?
Júlia: Demais! Eles até me deram de presente todos com que fotografei. - peguei as bolsas e comecei a mostrar pra ela. 
Marcela: Esse vermelho é lindo.
Júlia: Confesso que não estava colocando muita fé nessa marca por nunca ter ouvido falar, mas eles se superaram.
Marcela: Seu pai disse que eles estão começando agora. Aqui em Madrid é difícil ver marcas só de vestidos mesmo. - Continuamos a conversar sobre esse assunto, depois de um tempo o fotógrafo da sessão me mandou algumas fotos pelo whats e é claro que fui postar. 



SánchezJú:
Estou muito apaixonada por esse vestido e por outros que fotografei hoje. Um mais lindo que o outro. Gracias @Seseña 

porvcjú: Maravilhosa
peasemprejúlia: Qualquer coisa em você fica lindo.
cacaparra: Garota gata ♡
familysanchez: Linda
jessicareis: Acabei de me apaixonar também. É nós mais tarde!
mylovejú: Essa sim nasceu pra ser linda.
pietro_santos: Gostosa
seseña: Fue un placer trabajar con usted.
gabrielarippi: Caralho! Minha alto estima foi a zero agora.
candantas: Linda!


 Continuei á ver os comentários até minha mãe chamar minha atenção. 
Marcela: O que você acha de a gente pedir sushi para o jantar?
Júlia: Acho ótimo, apoio super. - rimos. 
Marcela: Vou lá pedir para o seu pai ligar. - levantou do sofá. 
Júlia: E eu vou na cozinha fazer alguma coisa pra Maria comer. - a Malu nunca gostou de sushi. Isso ela não puxou de mim porque eu amo. Minha mãe foi atrás do meu pai e eu para a cozinha. Olhei na dispensa em busca de algo rápido e que encha a Malu pra fazer e achei um pacote de sopa pronta. Vai ser isso mesmo. Separei tudo que precisava e enquanto preparava escutei meu celular tocando na sala. Dei uma corridinha até lá, o peguei do sofá, vi que era a Carol e atendi enquanto voltava pra cozinha. - Oi, Ca!
Carol: Oi, Júlia! Como vai?
Júlia: Bem! Você?
Carol: Também, graças a Deus! Liguei pra contar uma novidade.
Júlia: Espero que seja coisa boa, estou precisando de uma. - ri. Cheguei na cozinha, apoiei o celular no ombro e voltei a preparar a sopa.
Carol: É sim. Principalmente para a Maluzinha e Davi.
Júlia: Acho que já sei. - ri. - Finalmente vocês vêm pra Madrid?
Carol: Acertou mizeravi. - rimos. - Vamos amanhã e ficar até domingo à tarde.
Júlia: A Malu vai pira quando saber. Todo santo dia ela pergunta quando a "Tia Calou" vai trazer o Davi pra brincar com ela. - a Carol riu.
Carol: Diz pra ela que amanhã eles vão brincar muito. O Davi também está em uma alegria só.
Júlia: Vocês vão ficar onde?
Carol: Em um hotel, esqueci o nome agora.
Júlia: Vocês poderiam ficar aqui em casa, tem quarto sobrando.
Carol: Melhor não Júlia. Já fiz a reserva no hotel e vai mais pessoas com a gente. E também não quero encomodar, mas obrigada.
Júlia: Ai Carolina, vocês não iriam encomodar nada, mas tudo bem. - ri. - Tem algum lugar em mente que quer conhecer?
Carol: Tenho alguns e você, minha guia turística particular, irá me levar. - rimos. 
Júlia: Ok, minha cliente. Recomendo que a gente comece nosso passeio turístico o mais cedo possível, pois o que não falta nessa cidade é lugares maravilhosos que vale à pena conhecer. - ri.
Carol: Eu chego aí por volta das 08:00 da manhã, então umas 09:00 da pra gente se encontrar.
Júlia: Tudo bem. Me manda mensagem com o endereço do hotel pra eu passar e pegar vocês.
Carol: Tá bom! Como está o tempo aí? Preciso saber para arrumar minha mala.
Júlia: Está frio e chuvoso. Vamos rezar para amanhã sair pelo menos um solzinho. - rimos.
Carol: Que Deus ouça nossas preces. Trocando de assunto, você conhece a Gabi rippi?
Júlia: Sim! Por que?
Carol: Também conheço ela. - riu. - Fiquei surpresa quando vi o comentário dela na sua foto. Nunca ia imaginar que você e aquela doida se conhecessem.
Júlia: Faz um tempinho que conheço ela e algumas pessoas de Sampa. Na maioria das vezes conheço essas pessoas nas férias quando passo no Rio e às vezes vou pra São Paulo.
Carol: Quem mais você conhece de lá? Vi que o Picon você conhece porque vejo os comentários de vocês no insta.
Júlia: De Sampa só a Gabi, Picon, Caca, Boo e Rachael. Do Rio conheço o Biel Maciel, meu mozão, e a galera que vai na varanda.
Carol: Mentira que você conhece o Gabriel? - riu.
Júlia: Verdade!
Carol: Mano, como que a gente não se conheceu antes? Conheço todo mundo que você disse.
Júlia: Sério?! - rimos. - Acho que Deus quis que a gente nos conhece-se só agora, porque não é possível.
Carol: Só pode ter sido isso. - riu. Nesse momento minha mãe entrou na cozinha junto com a Malu.
Júlia: Ca, vou ter que desligar agora. Tenho que dar banho na Malu e o jantar.
Carol: Tá bom! Vai lá. Também tenho que ver o Davi e arrumar as coisas pra amanhã.
Júlia: Me avisa quando chegar aqui.
Carol: Aviso sim. Beijo!
Júlia: Beijo, até amanhã. - desligamos. - Maria, vamos subir pra tomar banho. - ela concordou sem reclamar. Milagre! - O papai ligou para o delivere? - perguntei para a minha mãe. 
Marcela: Ligou! Eles disseram que em meia hora chega.
Júlia: Vou lá dar banho na Malu enquanto isso. Fica de olho na sopa pra mim? Já está quase pronta. - ela assentiu. Peguei a Malu no colo e subi para o quarto dela. Peguei a toalha dela no closet, fomos para o banheiro, tirei suas roupas, a coloquei dentro do box e liguei o chuveiro. 
Malu: Mamãe, eu vou papa sopa?
Júlia: Vai sim, amor. - comecei a ensaboar ela.
Malu: Eu gosto de sopinha.
Júlia: Eu sei disso. - ri. - Depois do jantar a mamãe vai sair com a titia Jéssica tá?
Malu: Voxê vai demolar?
Júlia: Um pouquinho, amor. Acho que quando eu chegar você vai está dormindo.
Malu: Mas a gente vai se vê no outo dia né?!
Júlia: Claro que sim. - ri. - Você vai ficar com a vovó e o vovô hoje.
Malu: A gente vai binca?
Júlia: Não sei, se você quiser é só chamar eles e eles vão brincar com você.
Malu: Eu vo queler. - sorriu.
Júlia: Ah, já estava me esquecendo de te dizer. - sorri. - Adivinha quem vem amanhã pra Madri passar o dia todo junto com a gente?
Malu: Quem?
Júlia: A titia Carol e o Davi.
Malu: Aan! - fez uma carinha de surpresa com a boquinha aberta e eu ri. - OBA! - riu pulando e espirrando água em mim.
Júlia: Eta, que felicidade. - ri. 
Malu: Eu e o Davi vamo binca muto, muto. - sorriu. 
 Passamos o banho todo conversando sobre isso, depois que terminei enxuguei ela, enrolei na toalha e fomos para o quarto. - Vai bota pijaminha?
Júlia: Vamos!
Malu: Eu quelo o da babie.
Júlia: Vamos colocar a fralda primeiro e depois eu vou pegar. - ela assentiu. Peguei uma fralda e depois de passar um pouco da pomada pra assaduras coloquei nela. Deixei ela sentada na cama, fui para o closet, peguei o tal pijama da Barbie, voltei para o quarto e a ajudei a vesti. - Vamos pentear o cabelo agora. - peguei a escova, o escovei e deixei solto mesmo. 
Malu: Falta a meia pra colocar nos meus pezinhos pequinininhos. - rimos.
Júlia: Pega lá no armário enquanto a mamãe arruma aqui. - ela foi pegar enquanto eu ajeitava o quarto e o banheiro e depois que a mesma voltou coloquei as meias nos seus pés, saímos do seu quarto e descemos de volta.
                                        
Sábado, Novembro de 2014

 O resto da minha noite correu tudo bem e de uma forma maravilhosa. Depois de comer o sushi, que por sinal estava delicioso, comecei a me arrumar para ir pro barzinho com a Jéssica e depois de pronta me despedi dos meus pais e da Malu e Jés passou pra me pegar. O que não faltou no nosso encontro foi conversas e diversão. No fim até o Daniel passou por lá e ficou com a gente um pouquinho. 
 Quando cheguei em casa todo mundo já estava dormindo, como era de se esperar, e eu só troquei a roupa por um pijama e fiz o mesmo.
 Agora são exatamente 08:35 da manhã e eu e a Malu estamos a caminho do hotel que a Carol está hospedada. Ela tinha mandado uma mensagem hoje cedo com o endereço de lá. Nem preciso dizer o tamanho da alegria em que a Maria está né. Não soube falar de outra coisa até agora. 
Malu: Mamãe, falta muto? - olhei pra ela pelo retrovisor.
Júlia: Não amor. - ri. Perdi as contas de quantas vezes respondi essa pergunta. 
Malu: O Davi vai senta aqui atás comigo?
Júlia: Vai sim. - eu tinha colocado mais um acento de criança do lado da Malu. Pra minha sorte meu pai comprou um de reserva quando foi comprar o da Maria. - Chegamos, apressadinha. - ri estacionando na frente do hotel.
Malu: Cadê eles? - olhou pra fora pela janela.
Júlia: Vou avisar a Carol que chegamos e eles vão vir. - ela assentiu e eu peguei o celular e mandei uma mensagem para a Carol avisando. Menos de 5 minutos depois eles apareceram na porta do hotel. - Espera aqui, amor. Já volto! - saí do carro.
Carol: Oi, Júlinha. - sorriu e me abraçou. - Demorei, mas enfim cheguei nessa cidade.
Júlia: Oi, já estava na hora né. - rimos. Nos afastamos e ela puxou o Davi pra frente dela.
Carol: Deixa eu apresentar vocês pessoalmente. Davi, essa é a tia Júlia que falei pra você, e Júlia, esse é o Davi meu príncipe.
Júlia: Oi, loirinho. - sorri e me abaixei pra ficar da altura dele.
Davi: Oi! - murmurou com um pouco de vergonha. Fofo! 
Júlia: Tudo bem? - ele assentiu. 
Carol: Está com vergonha, filho? - ele negou e nós rimos. - Então dá um abraço na tia.
Júlia: Aí, eu quero um abraço sim. - sorri abrindo os braços, ele soltou a mão da Carol e veio me abraçar. - Nossa, que abraço gostoso e forte.
Davi: É porque eu sou o Huck e ele é muito forte, tia. - sorriu.
Júlia: Aé?! - ri. - Agora eu entendi. Você é forte mesmo hein senhor Huck. - ele riu.
Carol: Já conquistou. - disse rindo quando levantei e eu sorri. - Cadê a Maluzinha?
Júlia: No carro. Já deve está agoniada, veio em uma alegria só. - rimos. - Já podemos ir?
Carol: Sim, vamos. - caminhamos até o carro e eu abri a porta de trás.
Júlia: Olha quem está aqui, meu amor. - sorri e a Carol apareceu por trás de mim.
Carol: Oi, Maluzinha. - sorriu.
Malu: Titia Calou! - abriu um sorrisão.
Carol: Aí meu Deus do céu! Vou roubar Júlia. - riu. - Deixa a tia dá um beijo em você? - a Malu assentiu. Ela se inclinou sobre o banco e deu um beijo na bochecha da Malu. - Tudo bem, princesa?
Malu: Tudo! Cadê o Davi?
Carol: Está aqui.
Júlia: Já coloca ele na cadeirinha. - ela assentiu, levantou o Davi, colocou ele sentado no banco e começou a prende-lo.
Malu: Oi, voxê é o Davi?
Davi: Sou! - olhou pra ela.
Malu: Eu so a Malu. Voxê gosta de binca?
Davi: Gosto! Eu binco de avião, de dinossaulo...
Malu: Dinossaulo?
Davi: É, ele é um mostro gandão e mora na folesta.
Malu: Ah, a minha banca de neve tabem mola na folesta. Né mamãe? - olhou pra mim.
Júlia: É Sim, amor.
Carol: É, acho melhor a gente já ir porque pelo visto essa conversa dos dois não vai terminar tão cedo. - rimos.
Júlia: Tem razão! - fechei a porta de trás, a Carol entrou no carona e eu dei a volta no carro, entrei, coloquei o cinto e dei partida. - Como foi a viagem até aqui?
Carol: Foi tranquila. A paisagem é incrível!
Júlia: Você veio de carro ou de trem?
Carol: De carro, junto com um dos tios do Davi. - assenti. - Vamos pra onde primeiro?
Júlia: Segundo minha programação... - rimos. - Vamos para o Parque Warner Madrid primeiro pra esses pequenos se divertirem. - olhei para os dois pelo retrovisor e eles ainda estavam tagalerando.
Carol: Boa idéia! Não vão ficar enchendo o saco pra brincar. - rimos.
Júlia: Na hora do almoço a gente vai comer em algum restaurante e depois vamos para o Parque de El Retiro. Lá tem vários jardim lindos, lagos e monumentos históricos.
Carol: Amo lugares históricos.
Júlia: Também! - Continuamos a conversar até chegar na nossa primeira parada.
Malu: Mamãe, a gente vai no paquinho? - perguntou quando eu tirava ela do carro e a Carol fazia o mesmo com o Davi.
Júlia: Vamos amor!
Davi: A gente pode ir na montanha russa tia?
Malu: Eu quelo ir nesse tabem.
Carol: Vocês não acham que são muito pequenininhos pra ir nesse brinquedo não? - rimos.
Davi: Eu sou gandão, mãe.
Carol: Ah é?! Tá bom então. - riu. Travei o carro, pegamos a mão deles e andamos para dentro do Parque.
Júlia: Acho que aqui tem uma montanha russa mais calminha que dá pra eles irem.
Malu: Oba! - sorriu.
Carol: Pensei que ia estar mais vazio por causa do horario. - disse olhando a mutidão e pais e crianças que estava em nossa volta. 
Júlia: É raro o dia que isso aqui fica vazio. - ri.
Carol: Onde fica o local pra comprar os ingressos?
Júlia: Lá perto dos banheiros. - apontei para o local.
Carol: Fica aqui com eles e eu vou lá comprar então. Menos chances da gente se perder.
Júlia: Tá! Deixa eu pegar o dinheiro...
Carol: Eu pago aqui e depois a gente resolve isso. Vou lá... - não esperou eu falar mais nada, passou a mão do Davi pra mim e saiu. 
Malu: Mamãe, compa aquele negócio pra mim.
Júlia: O que? - olhei pra onde ela estava apontando e vi que era uma barraquinha de algodão doce. - Algodão doce?
Malu: É!
Júlia: Você quer, Davi? - olhei pra ele que assentiu. - Vamos lá então. - caminhamos até a barraca que estava bem perto, comprei dois e entreguei para eles que não demoraram pra começar a comer. Fiquei conversando com os dois e 5 minutos depois a Carol voltou.
Carol: Pronto! - me entregou duas pulseiras e eu coloquei no meu braço e no da Malu enquanto ela fazia o mesmo com ela e o Davi.
Davi: Eu quero ir no carrinho de bate-bate primeiro. - apontou. 
Malu: E eu no calossel.
Carol: Aí Davi, você sabe que eu não gosto de ir nesse negócio. - eu ri.
Davi: Mas eu quero ir. - falou com uma carinha foda.
Júlia: Vamos fazer o seguinte, eu vou com o Davi no carrinho e você leva a Maria no carrossel.
Carol: Adorei o plano. - rimos. - Pronto, a tia Júlia vai te levar filho.
Davi: Aeeeee! - sorriu dando uns pulinho.
Júlia: Amor, a titia Carol vai te levar no carrossel e depois a gente se vê de novo. Ok? - falei abaixando perto da Malu.
Malu: Tá!
Júlia: Se divertem! - beijei a bochecha dela, levantei e peguei a mão do Davi.
Carol: Vocês também! - rimos. Ela saiu junto com a Malu e eu e o Davi fomos para a fila do brinquedo. 
Júlia: Pronto pra bater em alguns carros, loirinho?
Davi: SIM! - riu.
        
                                       (...)

A manhã no parque foi simplesmente maravilhosa. A Malu e o Davi se divertiram e brincaram muito,  não dá pra explicar o quanto eles se deram bem. Parecia que já se conheciam a muito tempo. Esse passeio também serviu para a Carol e eu conversar sobre vários assuntos e é claro, se divertir junto com os pequenos também.
 Quando chegou a hora do almoço decidimos comer em um restaurante próximo do local da nossa segunda e última parada do dia. Apesar da Malu e o Davi reclamarem muito querendo continuar no parque, conseguimos convencer os dois com a promessa de voltar outro dia.

Júlia: Já dá pra gente ir né? - perguntei voltando para a mesa depois de falar com a minha mãe no celular. Ela ligou para saber se estávamos bem e como estava indo nosso dia.
Carol:
Acho que sim. - depois que terminamos o almoço decidimos descansar um pouco antes de ir para o Parque del Retiro.
Júlia:
Vamos, pessoal? - falei com a Malu e o Davi que estavam brincando com o papel e os lápis de colorir que o garçom trouxe quando chegamos.
Malu:
Mas eu ainda não teminei de pinta.
Júlia: Em casa você termina, filha.
Malu: Com o meu lápis da Babie?
Júlia: Sim! - revirei os olhos e a Carol riu.
Malu:
Tá bom! - deixou os lápis na mesa e me deu a folha que estava com o seu desenho. Quardei na bolsa, ajudei ela a descer da cadeira e seguimos a Carol e o Davi para fora do restaurante.
 O meu carro já estava estacionado no estacionamento público, então só o que fizemos foi atravessar a rua e passar pelo portão do parque.
Carol:
Nossa, é lindo mesmo aqui hein. - disse olhando em volta enquanto caminhávamos.
Júlia:
É sim. - sorri.
Davi:
Olha o patinho, mãe. - apontou para os patos que estavam no lago.
Malu:
Eu quelo um pa mim. - sorriu.
Júlia:
Não inventa, mocinha. - eu e a Carol rimos. - Nesse lago vários turistas pagam para passear de barco e pelo que li, existe várias espécies de peixes e tartarugas nele.
Davi: Eu gosto de tartarlugas.
Carol: Você gosta de todos os bichos, Davi. - riu.
Júlia:
Continuando meu momento guia turística, naquele campo grande lá. - apontei. - Existe vários pavilhões espalhados e aquele que dá pra ver daqui é o Palácio de Cristal. Ele é como uma estufa que exibi varios tipos de flores.
Carol: Quero ir ver, amo flores. - riu.
Júlia: 
Vamos lá. - levamos mais ou menos uns 10 minutos para chegar no Palácio, porque o Parque é realmente grande. Assim que chegamos a Carol concentrou sua atenção nas flores e eu, como não me interesso muito, fiquei brincando com os pequenos.
 Um bom tempo depois, que ela já tinha visto todas  as flores e eu estava cansada de correr atrás das crianças, voltamos para a nossa caminhada pelo jardim.
Carol: 
Não aguento mais, vamos descansar um pouco? - riu e suspirou depois.
Júlia: 
Vamos procurar um lugar calmo pra ficar. - ela assentiu e depois de procurarmos achamos uma parte do Jardim com vista para o lago e algumas árvore em volta que estava bem tranquilo. No caminho até compramos sorvetes para todos nós e o Davi e a Malu logo sentaram na grama e começaram a devorar. Eu e a Carol fizemos o mesmo enquanto conversávamos e eu aproveitei para postar uma foto que tinha tirado mais cedo. 



SanchezJú:
Me diz se esse lugar não és lindo! ♡

fcdajúlia: Ainda vou visitar esse lugar maravilhoso
iphonedajú: Vc vai vir para o Brasil nesse fim de ano?
liana_maia: Precisamos colocar esse lugar na nossa lista de viagem @rodrigo1
anjomalu: A princesa deve estar se divertindo haha
sanchezsarah: Está junto com a Carol? Vi que ela postou uma foto ai também. Invejaaaa
sanchezjú: Vou sim linda @IphonedaJú
sanchezjú: Estou! Morra de inveja haha @SanchezSarah

Parei de ver os comentários porque a Sarah me ligou. Atendi e coloquei no viva-voz.
Sarah:
Falsianes! - disse logo quando eu atendi.
Júlia:
É você querida. Fica aí sozinha em Barça. - ri. A Carol perguntou se era a Sarah e eu confirmei.
Carol:
Eai Sarinha! Tudo bem?
Sarah: Estaria melhor se eu estivesse aí com vocês. - eu e a Carol rimos. - Nem me chamaram suas otárias. - riu.
Júlia: Para de graça que você disse que está evitando sair por causa das coisas com o Fe.
Sarah: Mas vocês deveriam ter me chamado mesmo assim.
Júlia: Chataaaa. - revirei os olhos e a Carol riu.
Carol:
Dá próxima a gente chama, Sara. Só não sei quando vai ser a próxima.
Sarah: Aff - riu.
Davi:
Mãe, vamos brincar de pega pega. - disse levantando junto com a Malu.
Carol:
Tá bom, filho.
Malu: Eu tabem vou, mamãe.
Sarah: Deixa eu falar com ela rapidinho.
Júlia: Fala aqui com a titia Sarah primeiro. - ela chegou perto de mim.
Malu:
Oi, titia Sala.
Sarah: Oi, minha princesa. Está se divertindo muito aí?
Malu: To sim. Vou binca de pega com o Davi agola. Xau! - disse rápido e eu gargalhei junto com a Carol.
Sarah:
Nossa, estou sem moral msm. - riu.
Júlia: Não vão pra longe hein. - falei para os dois pequenos que já estavam se afastando.
Carol:
Ouviu né Davi? É pra ficar por perto. - ele assentiu.
Sarah: Você vai ficar até quando aí em Madrid, Carol?
Carol: Até amanhã. De tarde já estou indo embora.
Júlia: Já sabe quando vem pra cá, Sah?
Sarah: Não sei. Talvez vou semana que vem, dependo do Felipe. Esse mês as coisas estão corridas no serviço por estar perto das férias. Não estou tendo tempo pra quase nada.
Júlia: No hospital também está assim. - suspirei.
Carol:
Eu tenho que deixar a próxima coleção do ano que vem toda pronta na loja antes de ir para o Brasil.
Júlia: Você vai passar o Natal e o Ano Novo em São Paulo?
Carol: O Natal eu vou e o Ano Novo ainda estou decidindo.
Sarah: Está na mesma situação da gente então. Vamos passar o Natal no Rio, mas não decidimos o Ano Novo. - riu.
Carol:
Até que o Ano Novo no Rio não é ruim não.
Júlia: Não é, mas já passamos várias vezes lá. Já está repetitivo! - rimos. Ficamos batendo papo sobre esse assunto e outros, depois de um bom tempo a Sarah teve que desligar e eu e a Cá continuamos com a conversa.
Júlia: Ué, cadê a Malu e o Davi? - perguntei depois de não vê-los por perto. Levantei da grama e olhei em volta tentando achar eles.
Carol:
Não faz nem 1 minuto que eles estavam brincando aqui. - disse fazendo a mesma coisa que eu.
Júlia:
Vou procurar pra lá para ver se acho eles. - falei já sentido uma pontada de preocupação no peito.
Carol:
Tá! Vou ver no outro lado. - ela foi e eu caminhei para o lado oposto. Quando eu já estava numa distância razoável do local onde estávamos avistei eles.
Júlia:
Ei, vocês dois. A gente disse para não virem pra longe. - cheguei mais perto e só então reparei que tinha mais uma pessoa perto deles.
Malu:
Mamãe, olha o papai do Davi. - disse sorrindo. Só o que eu fiz foi parar meus passos, arregalar os olhos de surpresa e engoli em seco. O Júnior estava mais uma vez na minha frente. Dessa vez perto da Malu. E ele é pai... do Davi. 


By Vic:
Olá, Pessoal! Mais um capítulo pronto para vocês. Fiquem sabendo que vi os comentários da postagem anterior e eles me ajudaram a ter várias idéias para os próximos capítulos. Muito obrigada para aquelas que deixaram suas opiniões nos comentários. ♡
Desejo a todas vocês um ótimo 2018! 
Ps: Para quem acompanha a outra fic, eu ainda não postei lá porque não estou tendo muitas idéias para a história. Mas assim que eu conseguir terminar o próximo capítulo eu posto lá.