sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Olá, pessoal!!

Estou fazendo esse poste para explicar para vocês o porque de eu ainda não ter postado o próximo capítulo.
O primeiro motivo é por falta de idéias para o desenvolvimento da história á partir do ponto que parei. Eu cheguei a digitar um pedaço do capítulo, mas chegou em uma parte que estou sem criatividade para continuar. 
E para piorar a situação estou em um período de férias, viagens, carnaval e etc. Por causa disso acabo ficando sem tempo para escrever.
Não quero postar um capítulo ruim para vocês, então não sei quando vou conseguir postar. Vai depender da criatividade e da disponibilidade de tempo. 
Espero que vocês entendam. Bjs! ♡

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Capítulo 8 - " Mamãe, olha o papai do Davi. "

A week later

Sexta, Novembro de 2014

 Uma semana se passou e com á graça de Deus foi totalmente tranquila. O Júnior não tentou vir atrás de mim e não ouvi nenhuma notícia dele. Acho que ele está bem feliz com a namorada dele, a Bruna, e não quiz perder tempo comigo. Essa foi uma das coisas que não saiu dos meus pensamentos essa semana. Tive a impressão que conheço essa tal Bruna de algum lugar, mas não estou lembrada. E quem diria hein?! O Neymar, tão galinha naquelas férias, namorando. Você quer o que Júlia? Que ele estivesse solteiro esse tempo todo? Apesar disso me encomodar um pouco, não sei por que, se isso foi o que o impediu de vir atrás de mim acho até bom. Menos chances dele saber da Maria. Voltando ao assunto dessa semana que passou, usei esse tempo de tranquilidade para me preparar para o que pode acontecer, como meu pai pediu. Não só eu, mas minha família inteira se preparou. Não sabemos se vai acontecer algo ou não, mas é melhor estarmos preparados. Quero saber o que fazer se um dia eu e o Júnior nos esbarrar de novo, saber ficar calma e não soltar de cara da Malu. Só peço a Deus que se um dia isso acontecer, ele me de tempo de pensar bem e contar eu mesmo, da melhor forma, sobre a nossa filha.
 Nesse exato momento são 15:15 da tarde e eu estou no hospital. Mas infelizmente hoje é um daqueles dias de tédio, que eu não tenho muitos pacientes para atender. Então até dar 16:30, horário que termina meu expediente, estou analisando as fichas e fazendo anotações sobre alguns dos meus pacientes. 
Helena: Dr. Júlia? - bateu na porta e abriu um pouco.
Júlia: Oi, Helena. - fechei uma ficha que tinha terminado de ler.
Helena: Estão te chamando da ala da emergência. Parece que é um dos seus pacientes.
Júlia: Tá bom! Estou indo lá. - ela assentiu e saiu. Quardei rapidamente os papéis que eu estava usando, vesti meu jaleco, saí da minha sala e peguei o elevador.
Jéssica: Oi! Já está indo pra casa? - ela já estava dentro do elevador. 
Júlia: Quem derá! Apareceu uma emergência pra me tirar do tédio. E você?
Jessica: Vou ver um paciente no segundo andar. Também estou no tédio hoje.
Júlia: Vai sair que horas?
Jéssica: 16:30. Você também né? - assenti e o elevador chegou no segundo andar. - Vamos ir em um barzinho hoje.
Júlia: Ah, vamos?! Não estou sabendo. - ri.
Jéssica: Sim. Vamos marcar o horário por mensagens mais tarde. Beijo. - saiu e eu balancei a cabeça rindo. Terminei de descer direto para a emergência e assim que cheguei avistei o enfermeiro junto com uma mulher que estava sentada em uma maca. Não lembro quando atendi ela. ( Como sempre, imaginem a conversa em espanhol)
Júlia: Boa tarde! Me passa o prontuário. - pedi para o enfermeiro, ele me entregou, li rapidamente e vi que o nome do paciente era Isabel. - Oi, senhora Isabel!
Isabel: Oi, Doutora Júlia. - tentou sorri, mas não conseguiu e fez careta de dor quando levantou o braço. 
Júlia: O que houve?
Isabel: Eu fui pegar um balde cheio de água e senti um estalo no braço e logo depois começou a doer. Eu esqueci que quando eu vim tirar o gesso na semana passada você disse que não era pra pegar peso. - agora lembrei dela. Deslocou o braço em uma queda e faz duas semanas que ela virou minha paciente.
Júlia: Deixa eu dar uma olhada. - coloquei as luvas, cheguei perto e comecei a tocar seu braço em diferentes lugares. Em alguns lugares ela fazia cara de dor e em outros não. - Acho que seu braço deslocou de novo, mas não está quebrado. Por precaução vou pedir um raio X. Está doendo muito?
Isabel: Um pouco. Doeu mais no momento em que houve o estalo.
Júlia: Ok. - virei para o enfermeiro. - Peça um raio X pra mim e chame a Ortopedista para dar uma olhada. Quando estiver pronto me avise, estarei na minha sala. - ele assentiu. - Isabel, o enfermeiro irá te levar para fazer o raio X e depois eu voltarei para te ver, tá bom?
Isabel: Tá, doutora. - saí de lá e voltei para a minha sala. Procurei a ficha dela e depois de achar comecei a analisar. Uns 15 minutos depois o enfermeiro veio me avisar que o raio X já estava pronto, então voltei para onde a Isabel estava.
Júlia: Voltei! - sorri para ela. - Vamos dar uma olhada nas consequências do que você aprontou.
Isabel: Espero que não seja nada grave. - sorriu meio sem graça. 
Júlia: Deixa eu ver o raio X. - pedi ao enfermeiro, que me entregou e eu estendi na direção da luz para ver melhor. - Bom, como eu disse anteriormente, não parece ter nada quebrado. Você levou para a Orto da uma olhada? - ele concordou e falou que a mesma disse que também não viu nenhuma fratura, só um deslocamento. - Isabel, tenho uma notícia boa e má para a senhora.
Isabel: Meu Deus, pode falar doutora.
Júlia: A boa é que realmente não houve nada muito grave com seu braço. - ela suspirou de alívio. - Mas, a má é que todo progresso que fizemos foi perdido e o deslocamento voltou no mesmo grau do começo.
Isabel: Isso significa começar os tratamentos tudo de novo?
Júlia: Infelizmente sim! Vamos ter que voltar a fazer os mesmos exercícios do começo e além disso seu braço vai ter que voltar a ficar imobilizado.
Isabel: Maldita hora que fui pegar aquele balde.
Júlia: Para isso não acontecer de novo a senhora tem que levar a sério quando digo que não pode fazer esforços grandes com o braço. Porque se não levar, o seu braço será sempre prejudicado e chegará o momento que o mesmo não irá aguentar e vai acontecer algo mais grave.
Isabel: Eu sei doutora. É que eu realmente esqueci do que você disse. Foi coisa do momento mesmo. É tão difícil ficar impossibilitada de fazer algo.
Júlia: Eu sei como é. - suspirei. - Mas tenta a parti de agora lembrar o quanto irá de prejudicar, tá bom? - ela concordou. - Vou prescrever um remédio para a senhora tomar, mas só toma quando a dor estiver insuportável.
Isabel: Está bem!
Júlia: Providência uma tipoia para imobilizar o braço dela, por favor. - pedi para o enfermeiro, ele concordou e saiu. - Isabel, você precisa voltar aqui na semana que vem para começar a fazer os exercícios. Não vamos começar hoje porque o deslocamento está muito recente e porque a senhora está com dor, tudo bem? - ela assentiu. - Veio alguém junto com você para te ajudar a voltar pra casa?
Isabel: Meu marido está me esperando na sala de espera. - assenti. O enfermeiro voltou com a tipoia, ajeitei o braço da Isabel e depois de tentar alguns movimentos coloquei nela. 
Júlia: Pronto! Agora que está imobilizado e se você não fizer movimentos bruscos, acredito que a dor irá diminuir.
Isabel: Obrigada doutora.
Júlia: Na próxima coloca o maridão pra pegar o balde e outras coisas pesadas hein. - rimos.
Isabel: Pode deixar. Obrigada mais uma vez. Até breve.
Júlia: Não tem de que. Tchau, até semana que vem. - sorri e ela saiu acompanhada pelo enfermeiro. Peguei meu celular no bolso do meu jaleco e vi que era quase 16:30. Então, voltei para a minha sala, arrumei algumas coisas, peguei minha bolsa, saí da sala e depois de trancar a porta peguei o elevador e desci direto para o estacionamento.
Xxx: Júlia! - ouvi alguém me chamando e quando olhei era a Jéssica. 
Júlia: Oi! Pensei que já tinha saído.
Jéssica: Meu carro decidiu que hoje é um bom dia para descansar e não quer pegar. - bufou e eu gargalhei. - Ri porque não é com você. Me dá uma carona.
Júlia: Claro. Vai deixar o carro aqui? - destravei o meu e entramos.
Jéssica: Quer que eu faça o que? Leve ele nas costa?
Júlia: Não, porque você é uma égua e não jumenta. - rimos. - Estou perguntando se vai ligar para o reboque?
Jéssica: Vou! - depois de colocarmos o cinto, dei partida e ela pegou o celular para ligar. - Então, falando sobre o rolê hoje. Vamos ir em algum barzinho da Plaza Santa Ana. - disse quando terminou a ligação.
Júlia: Não tem nenhum em mente?
Jéssica: Não, vamos escolher quando chegar lá. Qualquer um lá é bom.
Júlia: É! Também é difícil achar um que não esteja lotado.
Jéssica: Quando chegar lá a gente ver qual está menos ué. - assenti. 
Júlia: Que horas?
Jéssica: Às 20:30 ou 21:00. Por aí...
Júlia: Ok! - concordei e meu celular começou a tocar. Sarah! Atendi e coloquei no viva-voz. - Oi!
Sarah: Eai maninha! Já saiu do hospital?
Júlia: Já! Estou indo pra casa.
Jéssica: Mas primeiro vai me deixar na minha house.
Júlia: Infelizmente! - revirei os olhos e ela riu.
Sarah: Quem é?
Jéssica: Quem mais? A rainha, é claro.
Júlia: Menos Jéssica, bem menos. - rimos.
Sarah: Só podia ser. Tem carro mais não ou?
Jéssica: Tenho, mas hoje fiquei com vontade de usar minha motorista particular.
Júlia: Fica com gracinha que dá próxima vez que aquela sua lata velha te deixar na mão te deixo se virar. - rimos.
Jéssica: Você não faria isso, my friend.
Sarah: Ah, essa daí faria sim. - rimos.
Júlia: Eu faria!
Jéssica: Sei que sim, do jeito que é desnaturada. - riu e eu apontei o dedo do meio pra ela.
Júlia: Mudando de assunto, como vai você e o Fe, Sarah?
Sarah: Ele ainda não está agindo do mesmo jeito que era antes, mas está tudo bem. - suspirou. Dois dias depois que ele e eu nos falamos, ele foi ver ela e depois de conversarem se acertaram. Mas pelo visto não se acertaram tanto como eu pensava. 
Júlia: Como ele está agindo?
Sarah: Ah, não conversa muito comigo e passa mais tempo distante.
Jéssica: Deve ser porque a coisa toda ainda está recente. Depois passa. - a Jéssica já sabe de tudo que rolou.
Sarah: Tomara! E o Júnior, Júlia?
Jéssica: Ele deu algum sinal?
Júlia: Graças ao bom Deus, não! Acho que ele não ficou tão chocado em me ver como pensei ter visto.
Sarah: Duvido muito disso.
Jéssica: Também! Ele deve ter te procurado e não te achou.
Júlia: Que continue assim. - murmurei. Falamos mais um pouco sobre isso, elas fazendo suposições, e depois trocamos de assunto.
Sarah: Eai, vão sair hoje?
Jéssica: Claro que sim. Sexta sem lei - riu e eu revirei os olhos rindo também. 
Júlia: Vamos em algum bar da Plaza Santa Ana. Espero que uma pessoinha aí não me faça virar babá. - elas riram. 
Jéssica: Não faço essas coisas, tenho moderação.
Sarah: Lembro bem da sua moderação naquele domingo do churrasco aí, sofrendo de ressaca. - riu.
Júlia: É! Na noite anterior estava eu lá no meu emprego de babá.
Jéssica: Anh? Que dia foi isso? Nunca nem vi! - rimos. 
Sarah: Só vão vocês duas?
Jéssica: O Dani disse que ia pensar se vai.
Júlia: Ele tem plantão amanhã.
Jéssica: Por isso mesmo.
Sarah: Queria ir também.
Júlia: Vem pra cá e dorme aqui ué.
Sarah: Não posso. Tenho projeto do serviço para elaborar e com o Fe estranho do jeito que está é melhor para em casa um pouco. - riu.
Jéssica: É melhor mesmo. - Continuamos a conversar sobre vários assunto, cheguei na casa da Jéssica e depois dela se despedi fui embora ainda conversando com a Sarah. Quando cheguei em casa me despedi dela, peguei minha bolsa e travei o carro. 
Rosa: Já chegou, minha filha?! - disse quando me viu entrando. Ela estava sozinha na sala.
Júlia: Oi, Rosinha. Já sim. Cadê a Malu? - perguntei depois de dar um beijo no seu rosto.
Rosa: Está no quarto dos seus pais com o seu pai.
Júlia: Ah, isso explica porque ela não está aqui vendo os benditos desenhos. - rimos. - E que milagre é esse que fez o senhor Dennis chegar cedo do trabalho?
Rosa: Não sei, mas vamos rezar para acontecer mais vezes. - rimos. 
Júlia: Vou lá ver o que aqueles dois estão aprontando e me arrumar para a sessão de fotos.
Rosa: É que horas mesmo?
Júlia: Ás 7:30. Vou fazer de tudo pra não chegar atrasada.
Rosa: Dá tempo, Júlinha. Só não enrolar.
Júlia: Tomara! Vou lá... - ela assentiu e eu subi as escadas. No começo dessa semana meu pai me avisou que surgiu uma marca de roupa, vestidos especificamente, querendo me contratar para fazer uma sessão de fotos hoje. Aceitei depois de ver meus horários e confirma que não ia ficar de plantão. - Hello, my loves! - falei quando cheguei no quarto dos meus pais.
Malu: Oi, mamãe! - sorriu. Cheguei perto da cama, onde ela estava deitada junto com o meu pai, dei um beijo no seu rosto e ela me abraçou super apertado. ♡
Dennis: Tá fazendo o que em casa ainda? Vai chegar atrasada pra sessão de fotos.
Júlia: Olá, meu dia foi bom também. Obrigado por perguntar. - ri e dei um beijo no seu rosto. - Tenho tempo ainda. O lugar é aqui perto.
Dennis: Quero ver se o trânsito estiver lento, como fica na maioria das vezes.
Júlia: Vira essa boca pra lá ou. Vou me arrumar rapidinho e ir.
Malu: Mamãe, voxê vai ir pra onde?
Júlia: A mamãe vai fotografar amor, mas vai ser rapidinho.
Malu: Dexa eu ir junto com voxê?
Júlia: Não dá filha, a mamãe não vai poder ficar de olho em você.
Malu: Mas eu vo fica quietinha. - disse com uma carinha triste que doeu meu coração. 
Dennis: Fica aqui com o vovô princesa, vamos ver desenho.
Malu: Eu não quelo. Quelia ir com a mamãe, ve ela tila foto. - fez bico. Meu pai olhou pra mim e eu o olhei de volta depois voltei para a Malu.
Júlia: Amor...
Dennis: Vamos fazer o seguinte. - me enterronpeu. - O vovô vai ir junto e enquanto a mamãe tira foto a gente fica assistindo, tá bom?
Malu: Eeeee! - abriu um sorrisão e eu fiz a mesma coisa.
Dennis: Mas vamos ter que se apressar ou vamos chegar atrasados.
Júlia: Vou pedir pra Rosa arrumar ela e vou me arrumar também.
Dennis: Deixa que eu peço, vai se arrumar logo. Não demora pelo amor de Deus hein! - ri concordando, soltei beijos pra eles e corri para o meu quarto. Deixei minhas coisas na cama, fui para o closet, escolhi um look quentinho e confortável, deixei separado e fui para o banheiro. Depois de tomar banho, sem lavar o cabelo porque já tinha lavado ontem, me enxuguei, voltei para o closet e me vesti. Deixei o cabelo solto, passei desodorante e perfume, e no rosto só um pouco de rímel e brilho labial, pois eles iriam me produzir para as fotos lá. De calçado escolhi uma bota, já que o tempo estava frio, e depois de colocá-la, voltei para o quarto, peguei minha bolsa junto com o meu celular, saí do meu quarto e encontrei com o meu pai na porta do quarto da Malu. A Rosa ainda estava arrumando ela.
Júlia: Terminei!
Dennis: Até que andou rápido! Não poderia ser assim sempre?!
Júlia: Engraçadinho você hein! - rimos. - Quer ajuda, Rosinha?
Rosa: Precisa não, minha filha. Só falta colocar os sapatos dela.
Júlia: Tá! Vou descer pra tomar água enquanto isso. - ele assentiu. 
Malu: Espela o vovô e eu, mamãe. - disse me olhando enquanto a Rosa colocava os sapatos nela.
Júlia: Vou esperar, meu amor. - ri e meu pai e a Rosa me acompanharam. - Só vou beber água e esperar você e o vovô lá embaixo, ta bom?
Malu: Tá! - desci direto para a cozinha, peguei um copo, abri a geladeira e me servi um pouco d'água. Quando terminei, lavei o copo na pia, fui para a sala e encontrei com eles descendo.
Dennis: Vamos! - nos despedimos da Rosinha, saímos de casa e como o banco da Malu já estava estalado no meu carro resolvemos ir nele. Depois de colocá-la nele, entrei no lado do carona, porque meu pai quiz dirigir, coloquei o cinto e ele deu partida.
Malu: Bota a galinha pitadinha pra eu vê, mamãe.
Júlia: Não vai demorar para a gente chegar no local das fotos, filha.
Malu: Mas eu vo vê só um poquinho assim - mostrou com os dedinhos e meu pai riu.
Dennis: Coloca isso logo! - revirei os olhos, coloquei essa galinha idiota e logo a atenção dela foi toda pra isso. Peguei meu celular, entrei no insta, dei like em algumas fotos do feed, comentei uma do picon e instantes depois meu celular tocou com uma ligação dele.
Júlia: Me ligando porque não aguentava mais de saudades? - ri. Meu pai olhou pra mim e quando viu que eu estava no telefone voltou para a pista.
Léo: Que nada! Liguei pra dizer que sei que sou gato, não precisa comentar na minha foto não.
Júlia: Anos passam e sua ilusão continua forte né?! - rimos. - Só comentei isso lá pra te dá uma moral.
Léo: Vou fingir que acredito nessa sua mentira. - riu. - Eai, Jujubinha! Como vai as coisas aí em Madri?
Júlia: Já te falei pra parar de me chamar disso né.
Léo: E eu já falei que paro quando me der vontade. - riu.
Júlia: Idiota! - falei baixo por causa da Malu. - Respondendo sua pergunta, aqui às coisas estão indo bem. E aí em Sampa? Aprontando muito?
Léo: Sempre né querida! É com Léo Picon que você está falando. - rimos. - Mas aqui, liguei pra falar sobre trabalho porque sou uma pessoa séria e responsável.
Júlia: Pode parar de menti agora.
Léo: Que engraçadinha. To falando sério, eu mudei.
Júlia: Mudou pra pior né?
Léo: Só um pouquinho! - rimos. - Falando sério agora, quero que você faça mais uma vez fotos pra Just Approve. Como pagamento, duas doses de cachaça no final. - gargalhou.
Júlia: É assim que você diz que mudou?! - ri. - Pra quando vocês querem essas fotos? Sabe que só posso ir pro Brasil em Dezembro né?
Léo: Sei disso, é pra Dezembro mesmo. Coleção do fim de ano. Falei com o Caca e a Tata que tínhamos que marca com você agora porque sei como a senhorita é disputada nessa época. - eu já vi essa Tata por lá algumas vezes quando ia visitar ou fotografar pra eles, mas nós nunca ficamos próximas e não tem nenhum motivo específico. Rolaram algumas conversas, mas só sobre trabalho.
Júlia: Fazer o que se sou uma pessoa muito gata e importante. - gargalhei.
Léo: Faço das suas palavras sobre ilusão às minhas hein. Continua convencida. - riu.
Júlia: Saí ou! Espera aí um minuto, vou perguntar ao senhor Dennis como está a agenda.
Léo: O Dennisão está aí? Deixa eu falar com ele. - ri e coloquei no viva-voz.
Júlia: Tem alguém querendo falar com você "Dennisão". - o picon riu.
Léo: Fala aí tio Dennis!
Dennis: Eai, Leonardo. Tudo bem?
Léo: Ótimo! Contigo?
Dennis: Vou bem também. Já tomou juízo?
Léo: Meu segundo nome né cara. - meu pai riu. 
Júlia: Hum, se duvidar ele nem sabe o significado dessa palavra. - ri.
Léo: Qual foi, Jujubona? Tá tirando po.
Júlia: Ah não, Léo. Passou de Jujubinha pra Jujubona?! - ele e meu pai gargalharam.
Dennis: Gostei! Vou te chamar assim agora, minha filha.
Júlia: Nem pense nisso, senhor Dennis. - ele riu. - Voltando ao assunto principal do porque você ligou, Leonardo.
Léo: Voltei ao modo sério! - riu e eu revirei os olhos sorrindo. 
Júlia: Pai, tem como encaixar uma sessão de fotos para a Just Approve em Dezembro?
Dennis: Tem sim. Já tem data definida?
Léo: No dia 12.
Dennis: Não estou lembrado de ter alguma pra essa data, mas vou olhar pra confirmar e depois confirmo contigo.
Léo: Tá bom!
Malu: Mamãe, já chegou?
Júlia: Ainda não, amor. Estamos quase... - respondi olhando pra ela. 
Léo: É minha namorada?
Júlia: Não, é a minha filha. - meu pai riu. 
Léo: Sua filha que é minha namorada. - riu. - Deixa eu falar com ela.
Júlia: Filha, o Léo quer falar com você. - entreguei o celular pra ela ainda no viva voz.
Léo: Oi, princesa!
Malu: Oi, piton. - sorriu e eu, meu pai e o próprio "piton" rimos. 
Léo: Já estava com saudades de ser chamado assim.
Malu: Tabem to com saudade de voxê.
Léo: Mês que vem a gente vai se ver, ta bom? - ela concordou. - Vou te levar pra sair comigo, dá umas voltas. - riu.
Júlia: Só se for por cima do meu cadáver. - ri.
Léo: Ué, por que po? Vamos dar um rolê por Sampa.
Júlia: Se depender de você minha filha vai parar em uma balada. - rimos.
Léo: Que mentira, garota. Já disse que agora sou uma pessoa séria.
Dennis: Séria só até às 18:00 dá tarde.
Léo: Na verdade tio, só até às 15:00. - rimos. Chegamos no Palácio Real de Madrid, onde é o local das fotos, e meu pai começou a procurar uma vaga para estacionar.
Júlia: Picon, foi um prazer conversar contigo, mas vou ter que desligar. - ri. - Vou fazer umas fotos agora.
Léo: O prazer foi meu, minha querida Jujubinha. - riu e eu revirei os olhos. Ele se despediu do meu Pai, da Malu e eu, e desligamos. 
Dennis: Chegamos no horário certinho. - ri, ele achou uma vaga, peguei minha bolsa, desci, abri a porta de trás, tirei a Malu e depois fechei. Peguei a mão da Malu, esperamos meu pai, caminhamos até o local exato que eles informaram e minutos depois chegamos. 
Xxx: Hola! Soy Martina Ramirez, directora de la sesión de fotos. - disse quando nos viu chegando. - Usted es Julia Sánchez, la modelo?
Júlia: Hola! Sí, soy yo. - falei, apresentei meu pai e a Malu e ela os cumprimentou.
Martina: Acompáñeme, por favor. - dei um beijo na Malu e depois de dizer que já voltava, segui a Martina até um trailer que descobri quando cheguei que eles montaram um camarim dentro.

                                  (...)

 As fotos ficaram maravilhosas, os vestidos deles eram lindos e fiquei super feliz quando descobri que iria ganhar todos os que fotografei. Ainda não tinha escurecido quando a sessão terminou e meu pai e a Malu decidiram que queriam tomar sorvete. Apesar de reclamar um pouco por causa do tempo frio, acabei me rendendo e fui junto. Afinal, quem nega um sorvete nem gente é. 
 A sorveteria fica na Praça do Palácio, então fomos andando mesmo.
Dennis: Pra quem não queria vir hein. - disse quando pedi três sorvetes de sabores diferentes.
Júlia: A Malu também queria os três ué. Vou dividir com ela.
Dennis: Mulheres! - resmungo e eu gargalhei. Depois de pegarmos os sorvetes, sentamos em um banco da praça, o celular dele começou a tocar, ele disse que era a minha mãe e atendeu. A Malu já estava se lambuzando de sorvete e eu resolvi tirar uma foto e postar antes que ela acabe com tudo.



SánchezJú: Isso é o que acontece quando ficamos indecisas. #TalMãe #TalFilha ♡

Não fiquei para ver os comentários, porque se eu demorasse mais um pouquinho não iria sentir o gosto de nenhum sorvete graças a senhorita Maria Luíza.
 Meu pai terminou de falar com a mamãe, disse que ela ligou pra saber como a gente estava porque a Rosa já tinha falado que ele e a Malu vieram comigo.
 Só foi o tempo de terminarmos o sorvete e voltamos pra casa, já que o tempo estava escurecendo e ficando mais frio. 

Malu: Oi, vovó! Eu e a mamãe tomamo teis sovete. - disse logo quando chegamos em casa e encontramos minha mãe na sala.
Marcela:
Oi, princesa! Trouxe um sorvete pra vovó?
Malu: Não... Mas a gente pode compa mais pra voxê e pra eu. - minha mãe, meu pai e eu rimos.
Dennis:
Essa é esperta, puxou ao avô aqui.
Marcela: Outro dia a gente vai comprar, tá bom? Agora está quase na hora do jantar.
Malu: Tá! Vovô, vamo bincar?
Dennis: Vamos, princesa. De que você quer brincar? - saiu falando com ela de mãos dadas. Provavelmente foram para o quarto de brinquedos.
Júlia: A Rosa já foi pra casa? - perguntei para a minha mãe enquanto colocava minhas coisas no sofá e sentava ao lado dela. 
Marcela: Já! Como foi lá? Os vestidos eram bonitos?
Júlia: Demais! Eles até me deram de presente todos com que fotografei. - peguei as bolsas e comecei a mostrar pra ela. 
Marcela: Esse vermelho é lindo.
Júlia: Confesso que não estava colocando muita fé nessa marca por nunca ter ouvido falar, mas eles se superaram.
Marcela: Seu pai disse que eles estão começando agora. Aqui em Madrid é difícil ver marcas só de vestidos mesmo. - Continuamos a conversar sobre esse assunto, depois de um tempo o fotógrafo da sessão me mandou algumas fotos pelo whats e é claro que fui postar. 



SánchezJú:
Estou muito apaixonada por esse vestido e por outros que fotografei hoje. Um mais lindo que o outro. Gracias @Seseña 

porvcjú: Maravilhosa
peasemprejúlia: Qualquer coisa em você fica lindo.
cacaparra: Garota gata ♡
familysanchez: Linda
jessicareis: Acabei de me apaixonar também. É nós mais tarde!
mylovejú: Essa sim nasceu pra ser linda.
pietro_santos: Gostosa
seseña: Fue un placer trabajar con usted.
gabrielarippi: Caralho! Minha alto estima foi a zero agora.
candantas: Linda!


 Continuei á ver os comentários até minha mãe chamar minha atenção. 
Marcela: O que você acha de a gente pedir sushi para o jantar?
Júlia: Acho ótimo, apoio super. - rimos. 
Marcela: Vou lá pedir para o seu pai ligar. - levantou do sofá. 
Júlia: E eu vou na cozinha fazer alguma coisa pra Maria comer. - a Malu nunca gostou de sushi. Isso ela não puxou de mim porque eu amo. Minha mãe foi atrás do meu pai e eu para a cozinha. Olhei na dispensa em busca de algo rápido e que encha a Malu pra fazer e achei um pacote de sopa pronta. Vai ser isso mesmo. Separei tudo que precisava e enquanto preparava escutei meu celular tocando na sala. Dei uma corridinha até lá, o peguei do sofá, vi que era a Carol e atendi enquanto voltava pra cozinha. - Oi, Ca!
Carol: Oi, Júlia! Como vai?
Júlia: Bem! Você?
Carol: Também, graças a Deus! Liguei pra contar uma novidade.
Júlia: Espero que seja coisa boa, estou precisando de uma. - ri. Cheguei na cozinha, apoiei o celular no ombro e voltei a preparar a sopa.
Carol: É sim. Principalmente para a Maluzinha e Davi.
Júlia: Acho que já sei. - ri. - Finalmente vocês vêm pra Madrid?
Carol: Acertou mizeravi. - rimos. - Vamos amanhã e ficar até domingo à tarde.
Júlia: A Malu vai pira quando saber. Todo santo dia ela pergunta quando a "Tia Calou" vai trazer o Davi pra brincar com ela. - a Carol riu.
Carol: Diz pra ela que amanhã eles vão brincar muito. O Davi também está em uma alegria só.
Júlia: Vocês vão ficar onde?
Carol: Em um hotel, esqueci o nome agora.
Júlia: Vocês poderiam ficar aqui em casa, tem quarto sobrando.
Carol: Melhor não Júlia. Já fiz a reserva no hotel e vai mais pessoas com a gente. E também não quero encomodar, mas obrigada.
Júlia: Ai Carolina, vocês não iriam encomodar nada, mas tudo bem. - ri. - Tem algum lugar em mente que quer conhecer?
Carol: Tenho alguns e você, minha guia turística particular, irá me levar. - rimos. 
Júlia: Ok, minha cliente. Recomendo que a gente comece nosso passeio turístico o mais cedo possível, pois o que não falta nessa cidade é lugares maravilhosos que vale à pena conhecer. - ri.
Carol: Eu chego aí por volta das 08:00 da manhã, então umas 09:00 da pra gente se encontrar.
Júlia: Tudo bem. Me manda mensagem com o endereço do hotel pra eu passar e pegar vocês.
Carol: Tá bom! Como está o tempo aí? Preciso saber para arrumar minha mala.
Júlia: Está frio e chuvoso. Vamos rezar para amanhã sair pelo menos um solzinho. - rimos.
Carol: Que Deus ouça nossas preces. Trocando de assunto, você conhece a Gabi rippi?
Júlia: Sim! Por que?
Carol: Também conheço ela. - riu. - Fiquei surpresa quando vi o comentário dela na sua foto. Nunca ia imaginar que você e aquela doida se conhecessem.
Júlia: Faz um tempinho que conheço ela e algumas pessoas de Sampa. Na maioria das vezes conheço essas pessoas nas férias quando passo no Rio e às vezes vou pra São Paulo.
Carol: Quem mais você conhece de lá? Vi que o Picon você conhece porque vejo os comentários de vocês no insta.
Júlia: De Sampa só a Gabi, Picon, Caca, Boo e Rachael. Do Rio conheço o Biel Maciel, meu mozão, e a galera que vai na varanda.
Carol: Mentira que você conhece o Gabriel? - riu.
Júlia: Verdade!
Carol: Mano, como que a gente não se conheceu antes? Conheço todo mundo que você disse.
Júlia: Sério?! - rimos. - Acho que Deus quis que a gente nos conhece-se só agora, porque não é possível.
Carol: Só pode ter sido isso. - riu. Nesse momento minha mãe entrou na cozinha junto com a Malu.
Júlia: Ca, vou ter que desligar agora. Tenho que dar banho na Malu e o jantar.
Carol: Tá bom! Vai lá. Também tenho que ver o Davi e arrumar as coisas pra amanhã.
Júlia: Me avisa quando chegar aqui.
Carol: Aviso sim. Beijo!
Júlia: Beijo, até amanhã. - desligamos. - Maria, vamos subir pra tomar banho. - ela concordou sem reclamar. Milagre! - O papai ligou para o delivere? - perguntei para a minha mãe. 
Marcela: Ligou! Eles disseram que em meia hora chega.
Júlia: Vou lá dar banho na Malu enquanto isso. Fica de olho na sopa pra mim? Já está quase pronta. - ela assentiu. Peguei a Malu no colo e subi para o quarto dela. Peguei a toalha dela no closet, fomos para o banheiro, tirei suas roupas, a coloquei dentro do box e liguei o chuveiro. 
Malu: Mamãe, eu vou papa sopa?
Júlia: Vai sim, amor. - comecei a ensaboar ela.
Malu: Eu gosto de sopinha.
Júlia: Eu sei disso. - ri. - Depois do jantar a mamãe vai sair com a titia Jéssica tá?
Malu: Voxê vai demolar?
Júlia: Um pouquinho, amor. Acho que quando eu chegar você vai está dormindo.
Malu: Mas a gente vai se vê no outo dia né?!
Júlia: Claro que sim. - ri. - Você vai ficar com a vovó e o vovô hoje.
Malu: A gente vai binca?
Júlia: Não sei, se você quiser é só chamar eles e eles vão brincar com você.
Malu: Eu vo queler. - sorriu.
Júlia: Ah, já estava me esquecendo de te dizer. - sorri. - Adivinha quem vem amanhã pra Madri passar o dia todo junto com a gente?
Malu: Quem?
Júlia: A titia Carol e o Davi.
Malu: Aan! - fez uma carinha de surpresa com a boquinha aberta e eu ri. - OBA! - riu pulando e espirrando água em mim.
Júlia: Eta, que felicidade. - ri. 
Malu: Eu e o Davi vamo binca muto, muto. - sorriu. 
 Passamos o banho todo conversando sobre isso, depois que terminei enxuguei ela, enrolei na toalha e fomos para o quarto. - Vai bota pijaminha?
Júlia: Vamos!
Malu: Eu quelo o da babie.
Júlia: Vamos colocar a fralda primeiro e depois eu vou pegar. - ela assentiu. Peguei uma fralda e depois de passar um pouco da pomada pra assaduras coloquei nela. Deixei ela sentada na cama, fui para o closet, peguei o tal pijama da Barbie, voltei para o quarto e a ajudei a vesti. - Vamos pentear o cabelo agora. - peguei a escova, o escovei e deixei solto mesmo. 
Malu: Falta a meia pra colocar nos meus pezinhos pequinininhos. - rimos.
Júlia: Pega lá no armário enquanto a mamãe arruma aqui. - ela foi pegar enquanto eu ajeitava o quarto e o banheiro e depois que a mesma voltou coloquei as meias nos seus pés, saímos do seu quarto e descemos de volta.
                                        
Sábado, Novembro de 2014

 O resto da minha noite correu tudo bem e de uma forma maravilhosa. Depois de comer o sushi, que por sinal estava delicioso, comecei a me arrumar para ir pro barzinho com a Jéssica e depois de pronta me despedi dos meus pais e da Malu e Jés passou pra me pegar. O que não faltou no nosso encontro foi conversas e diversão. No fim até o Daniel passou por lá e ficou com a gente um pouquinho. 
 Quando cheguei em casa todo mundo já estava dormindo, como era de se esperar, e eu só troquei a roupa por um pijama e fiz o mesmo.
 Agora são exatamente 08:35 da manhã e eu e a Malu estamos a caminho do hotel que a Carol está hospedada. Ela tinha mandado uma mensagem hoje cedo com o endereço de lá. Nem preciso dizer o tamanho da alegria em que a Maria está né. Não soube falar de outra coisa até agora. 
Malu: Mamãe, falta muto? - olhei pra ela pelo retrovisor.
Júlia: Não amor. - ri. Perdi as contas de quantas vezes respondi essa pergunta. 
Malu: O Davi vai senta aqui atás comigo?
Júlia: Vai sim. - eu tinha colocado mais um acento de criança do lado da Malu. Pra minha sorte meu pai comprou um de reserva quando foi comprar o da Maria. - Chegamos, apressadinha. - ri estacionando na frente do hotel.
Malu: Cadê eles? - olhou pra fora pela janela.
Júlia: Vou avisar a Carol que chegamos e eles vão vir. - ela assentiu e eu peguei o celular e mandei uma mensagem para a Carol avisando. Menos de 5 minutos depois eles apareceram na porta do hotel. - Espera aqui, amor. Já volto! - saí do carro.
Carol: Oi, Júlinha. - sorriu e me abraçou. - Demorei, mas enfim cheguei nessa cidade.
Júlia: Oi, já estava na hora né. - rimos. Nos afastamos e ela puxou o Davi pra frente dela.
Carol: Deixa eu apresentar vocês pessoalmente. Davi, essa é a tia Júlia que falei pra você, e Júlia, esse é o Davi meu príncipe.
Júlia: Oi, loirinho. - sorri e me abaixei pra ficar da altura dele.
Davi: Oi! - murmurou com um pouco de vergonha. Fofo! 
Júlia: Tudo bem? - ele assentiu. 
Carol: Está com vergonha, filho? - ele negou e nós rimos. - Então dá um abraço na tia.
Júlia: Aí, eu quero um abraço sim. - sorri abrindo os braços, ele soltou a mão da Carol e veio me abraçar. - Nossa, que abraço gostoso e forte.
Davi: É porque eu sou o Huck e ele é muito forte, tia. - sorriu.
Júlia: Aé?! - ri. - Agora eu entendi. Você é forte mesmo hein senhor Huck. - ele riu.
Carol: Já conquistou. - disse rindo quando levantei e eu sorri. - Cadê a Maluzinha?
Júlia: No carro. Já deve está agoniada, veio em uma alegria só. - rimos. - Já podemos ir?
Carol: Sim, vamos. - caminhamos até o carro e eu abri a porta de trás.
Júlia: Olha quem está aqui, meu amor. - sorri e a Carol apareceu por trás de mim.
Carol: Oi, Maluzinha. - sorriu.
Malu: Titia Calou! - abriu um sorrisão.
Carol: Aí meu Deus do céu! Vou roubar Júlia. - riu. - Deixa a tia dá um beijo em você? - a Malu assentiu. Ela se inclinou sobre o banco e deu um beijo na bochecha da Malu. - Tudo bem, princesa?
Malu: Tudo! Cadê o Davi?
Carol: Está aqui.
Júlia: Já coloca ele na cadeirinha. - ela assentiu, levantou o Davi, colocou ele sentado no banco e começou a prende-lo.
Malu: Oi, voxê é o Davi?
Davi: Sou! - olhou pra ela.
Malu: Eu so a Malu. Voxê gosta de binca?
Davi: Gosto! Eu binco de avião, de dinossaulo...
Malu: Dinossaulo?
Davi: É, ele é um mostro gandão e mora na folesta.
Malu: Ah, a minha banca de neve tabem mola na folesta. Né mamãe? - olhou pra mim.
Júlia: É Sim, amor.
Carol: É, acho melhor a gente já ir porque pelo visto essa conversa dos dois não vai terminar tão cedo. - rimos.
Júlia: Tem razão! - fechei a porta de trás, a Carol entrou no carona e eu dei a volta no carro, entrei, coloquei o cinto e dei partida. - Como foi a viagem até aqui?
Carol: Foi tranquila. A paisagem é incrível!
Júlia: Você veio de carro ou de trem?
Carol: De carro, junto com um dos tios do Davi. - assenti. - Vamos pra onde primeiro?
Júlia: Segundo minha programação... - rimos. - Vamos para o Parque Warner Madrid primeiro pra esses pequenos se divertirem. - olhei para os dois pelo retrovisor e eles ainda estavam tagalerando.
Carol: Boa idéia! Não vão ficar enchendo o saco pra brincar. - rimos.
Júlia: Na hora do almoço a gente vai comer em algum restaurante e depois vamos para o Parque de El Retiro. Lá tem vários jardim lindos, lagos e monumentos históricos.
Carol: Amo lugares históricos.
Júlia: Também! - Continuamos a conversar até chegar na nossa primeira parada.
Malu: Mamãe, a gente vai no paquinho? - perguntou quando eu tirava ela do carro e a Carol fazia o mesmo com o Davi.
Júlia: Vamos amor!
Davi: A gente pode ir na montanha russa tia?
Malu: Eu quelo ir nesse tabem.
Carol: Vocês não acham que são muito pequenininhos pra ir nesse brinquedo não? - rimos.
Davi: Eu sou gandão, mãe.
Carol: Ah é?! Tá bom então. - riu. Travei o carro, pegamos a mão deles e andamos para dentro do Parque.
Júlia: Acho que aqui tem uma montanha russa mais calminha que dá pra eles irem.
Malu: Oba! - sorriu.
Carol: Pensei que ia estar mais vazio por causa do horario. - disse olhando a mutidão e pais e crianças que estava em nossa volta. 
Júlia: É raro o dia que isso aqui fica vazio. - ri.
Carol: Onde fica o local pra comprar os ingressos?
Júlia: Lá perto dos banheiros. - apontei para o local.
Carol: Fica aqui com eles e eu vou lá comprar então. Menos chances da gente se perder.
Júlia: Tá! Deixa eu pegar o dinheiro...
Carol: Eu pago aqui e depois a gente resolve isso. Vou lá... - não esperou eu falar mais nada, passou a mão do Davi pra mim e saiu. 
Malu: Mamãe, compa aquele negócio pra mim.
Júlia: O que? - olhei pra onde ela estava apontando e vi que era uma barraquinha de algodão doce. - Algodão doce?
Malu: É!
Júlia: Você quer, Davi? - olhei pra ele que assentiu. - Vamos lá então. - caminhamos até a barraca que estava bem perto, comprei dois e entreguei para eles que não demoraram pra começar a comer. Fiquei conversando com os dois e 5 minutos depois a Carol voltou.
Carol: Pronto! - me entregou duas pulseiras e eu coloquei no meu braço e no da Malu enquanto ela fazia o mesmo com ela e o Davi.
Davi: Eu quero ir no carrinho de bate-bate primeiro. - apontou. 
Malu: E eu no calossel.
Carol: Aí Davi, você sabe que eu não gosto de ir nesse negócio. - eu ri.
Davi: Mas eu quero ir. - falou com uma carinha foda.
Júlia: Vamos fazer o seguinte, eu vou com o Davi no carrinho e você leva a Maria no carrossel.
Carol: Adorei o plano. - rimos. - Pronto, a tia Júlia vai te levar filho.
Davi: Aeeeee! - sorriu dando uns pulinho.
Júlia: Amor, a titia Carol vai te levar no carrossel e depois a gente se vê de novo. Ok? - falei abaixando perto da Malu.
Malu: Tá!
Júlia: Se divertem! - beijei a bochecha dela, levantei e peguei a mão do Davi.
Carol: Vocês também! - rimos. Ela saiu junto com a Malu e eu e o Davi fomos para a fila do brinquedo. 
Júlia: Pronto pra bater em alguns carros, loirinho?
Davi: SIM! - riu.
        
                                       (...)

A manhã no parque foi simplesmente maravilhosa. A Malu e o Davi se divertiram e brincaram muito,  não dá pra explicar o quanto eles se deram bem. Parecia que já se conheciam a muito tempo. Esse passeio também serviu para a Carol e eu conversar sobre vários assuntos e é claro, se divertir junto com os pequenos também.
 Quando chegou a hora do almoço decidimos comer em um restaurante próximo do local da nossa segunda e última parada do dia. Apesar da Malu e o Davi reclamarem muito querendo continuar no parque, conseguimos convencer os dois com a promessa de voltar outro dia.

Júlia: Já dá pra gente ir né? - perguntei voltando para a mesa depois de falar com a minha mãe no celular. Ela ligou para saber se estávamos bem e como estava indo nosso dia.
Carol:
Acho que sim. - depois que terminamos o almoço decidimos descansar um pouco antes de ir para o Parque del Retiro.
Júlia:
Vamos, pessoal? - falei com a Malu e o Davi que estavam brincando com o papel e os lápis de colorir que o garçom trouxe quando chegamos.
Malu:
Mas eu ainda não teminei de pinta.
Júlia: Em casa você termina, filha.
Malu: Com o meu lápis da Babie?
Júlia: Sim! - revirei os olhos e a Carol riu.
Malu:
Tá bom! - deixou os lápis na mesa e me deu a folha que estava com o seu desenho. Quardei na bolsa, ajudei ela a descer da cadeira e seguimos a Carol e o Davi para fora do restaurante.
 O meu carro já estava estacionado no estacionamento público, então só o que fizemos foi atravessar a rua e passar pelo portão do parque.
Carol:
Nossa, é lindo mesmo aqui hein. - disse olhando em volta enquanto caminhávamos.
Júlia:
É sim. - sorri.
Davi:
Olha o patinho, mãe. - apontou para os patos que estavam no lago.
Malu:
Eu quelo um pa mim. - sorriu.
Júlia:
Não inventa, mocinha. - eu e a Carol rimos. - Nesse lago vários turistas pagam para passear de barco e pelo que li, existe várias espécies de peixes e tartarugas nele.
Davi: Eu gosto de tartarlugas.
Carol: Você gosta de todos os bichos, Davi. - riu.
Júlia:
Continuando meu momento guia turística, naquele campo grande lá. - apontei. - Existe vários pavilhões espalhados e aquele que dá pra ver daqui é o Palácio de Cristal. Ele é como uma estufa que exibi varios tipos de flores.
Carol: Quero ir ver, amo flores. - riu.
Júlia: 
Vamos lá. - levamos mais ou menos uns 10 minutos para chegar no Palácio, porque o Parque é realmente grande. Assim que chegamos a Carol concentrou sua atenção nas flores e eu, como não me interesso muito, fiquei brincando com os pequenos.
 Um bom tempo depois, que ela já tinha visto todas  as flores e eu estava cansada de correr atrás das crianças, voltamos para a nossa caminhada pelo jardim.
Carol: 
Não aguento mais, vamos descansar um pouco? - riu e suspirou depois.
Júlia: 
Vamos procurar um lugar calmo pra ficar. - ela assentiu e depois de procurarmos achamos uma parte do Jardim com vista para o lago e algumas árvore em volta que estava bem tranquilo. No caminho até compramos sorvetes para todos nós e o Davi e a Malu logo sentaram na grama e começaram a devorar. Eu e a Carol fizemos o mesmo enquanto conversávamos e eu aproveitei para postar uma foto que tinha tirado mais cedo. 



SanchezJú:
Me diz se esse lugar não és lindo! ♡

fcdajúlia: Ainda vou visitar esse lugar maravilhoso
iphonedajú: Vc vai vir para o Brasil nesse fim de ano?
liana_maia: Precisamos colocar esse lugar na nossa lista de viagem @rodrigo1
anjomalu: A princesa deve estar se divertindo haha
sanchezsarah: Está junto com a Carol? Vi que ela postou uma foto ai também. Invejaaaa
sanchezjú: Vou sim linda @IphonedaJú
sanchezjú: Estou! Morra de inveja haha @SanchezSarah

Parei de ver os comentários porque a Sarah me ligou. Atendi e coloquei no viva-voz.
Sarah:
Falsianes! - disse logo quando eu atendi.
Júlia:
É você querida. Fica aí sozinha em Barça. - ri. A Carol perguntou se era a Sarah e eu confirmei.
Carol:
Eai Sarinha! Tudo bem?
Sarah: Estaria melhor se eu estivesse aí com vocês. - eu e a Carol rimos. - Nem me chamaram suas otárias. - riu.
Júlia: Para de graça que você disse que está evitando sair por causa das coisas com o Fe.
Sarah: Mas vocês deveriam ter me chamado mesmo assim.
Júlia: Chataaaa. - revirei os olhos e a Carol riu.
Carol:
Dá próxima a gente chama, Sara. Só não sei quando vai ser a próxima.
Sarah: Aff - riu.
Davi:
Mãe, vamos brincar de pega pega. - disse levantando junto com a Malu.
Carol:
Tá bom, filho.
Malu: Eu tabem vou, mamãe.
Sarah: Deixa eu falar com ela rapidinho.
Júlia: Fala aqui com a titia Sarah primeiro. - ela chegou perto de mim.
Malu:
Oi, titia Sala.
Sarah: Oi, minha princesa. Está se divertindo muito aí?
Malu: To sim. Vou binca de pega com o Davi agola. Xau! - disse rápido e eu gargalhei junto com a Carol.
Sarah:
Nossa, estou sem moral msm. - riu.
Júlia: Não vão pra longe hein. - falei para os dois pequenos que já estavam se afastando.
Carol:
Ouviu né Davi? É pra ficar por perto. - ele assentiu.
Sarah: Você vai ficar até quando aí em Madrid, Carol?
Carol: Até amanhã. De tarde já estou indo embora.
Júlia: Já sabe quando vem pra cá, Sah?
Sarah: Não sei. Talvez vou semana que vem, dependo do Felipe. Esse mês as coisas estão corridas no serviço por estar perto das férias. Não estou tendo tempo pra quase nada.
Júlia: No hospital também está assim. - suspirei.
Carol:
Eu tenho que deixar a próxima coleção do ano que vem toda pronta na loja antes de ir para o Brasil.
Júlia: Você vai passar o Natal e o Ano Novo em São Paulo?
Carol: O Natal eu vou e o Ano Novo ainda estou decidindo.
Sarah: Está na mesma situação da gente então. Vamos passar o Natal no Rio, mas não decidimos o Ano Novo. - riu.
Carol:
Até que o Ano Novo no Rio não é ruim não.
Júlia: Não é, mas já passamos várias vezes lá. Já está repetitivo! - rimos. Ficamos batendo papo sobre esse assunto e outros, depois de um bom tempo a Sarah teve que desligar e eu e a Cá continuamos com a conversa.
Júlia: Ué, cadê a Malu e o Davi? - perguntei depois de não vê-los por perto. Levantei da grama e olhei em volta tentando achar eles.
Carol:
Não faz nem 1 minuto que eles estavam brincando aqui. - disse fazendo a mesma coisa que eu.
Júlia:
Vou procurar pra lá para ver se acho eles. - falei já sentido uma pontada de preocupação no peito.
Carol:
Tá! Vou ver no outro lado. - ela foi e eu caminhei para o lado oposto. Quando eu já estava numa distância razoável do local onde estávamos avistei eles.
Júlia:
Ei, vocês dois. A gente disse para não virem pra longe. - cheguei mais perto e só então reparei que tinha mais uma pessoa perto deles.
Malu:
Mamãe, olha o papai do Davi. - disse sorrindo. Só o que eu fiz foi parar meus passos, arregalar os olhos de surpresa e engoli em seco. O Júnior estava mais uma vez na minha frente. Dessa vez perto da Malu. E ele é pai... do Davi. 


By Vic:
Olá, Pessoal! Mais um capítulo pronto para vocês. Fiquem sabendo que vi os comentários da postagem anterior e eles me ajudaram a ter várias idéias para os próximos capítulos. Muito obrigada para aquelas que deixaram suas opiniões nos comentários. ♡
Desejo a todas vocês um ótimo 2018! 
Ps: Para quem acompanha a outra fic, eu ainda não postei lá porque não estou tendo muitas idéias para a história. Mas assim que eu conseguir terminar o próximo capítulo eu posto lá. 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Capítulo 7 - "E convenhamos que só iria atrapalhar minha carreira. "

Domingo, Outubro de 2014

Neymar Jr On

Júnior: Júlia? - falei quando olhei na direção de onde minha namorada me chamava e a vi, perto dela, parada me olhando. Será que é ela? Claro que é Júnior! Apesar de tanto tempo sem a ver eu não esqueci esse rosto nunca.
Jota: Está errando o nome da sua mina, Juninho. - riu junto com os mulekes e eu não consegui nem olhar para ele. Só conseguia encarar ela, que parecia está na mesma situação que eu. Depois de tanto tempo sem a ver e sem qualquer notícia dela, ela estava aqui. Na minha frente, a poucos passos de mim. Comecei a levantar e bastou isso para ela dar uns passos para trás e depois virar e saí correndo. O que?! Por que ela está indo embora? Fiquei um tempo parado, confuso, e logo depois saí atrás dela. Passei pela minha namorada, que tentou segurar minha mão e falou alguma coisa, mas nem liguei e corri na direção em que a Júlia foi. De longe, vi ela arrastando outra menina para fora do restaurante. Tentei alcança-las, mas quando cheguei lá fora já era tarde de mais e elas já tinham saído com o carro. Porra! Por que ela fugiu? Com certeza ela lembrou de mim, então por que fez isso. Eu estava em estado de choque e confusão parado na frente do restaurante e só voltei a realidade quando escutei os mulekes, minha namorada e minha irmã chegando perto de mim. 
Bruna: Amor, o que aconteceu? Está passando mal? - ficou na minha frente e começou a passar a mão no meu rosto.
Júnior: Estou bem Bruna! - a afastei e suspirei.
Gil: O que aconteceu Major? Saiu de lá mais rápido que o Bolt. - riu e os mulekes acompanharam. Eles devem ter visto ela também!
Júnior: Vocês viram... - parei de perguntar quando percebi que a Bruna estava prestando atenção. Se eu falar sobre a Júlia na sua frente ela vai querer saber quem é e já imagino a discussão que ela vai começar. Não tem um dia que ela não arruma um motivo para a gente brigar, então eu quero me poupar dessa. Até porque, eu estou tão confuso com esse assunto que não aguentaria discutir com ela. Iria acabar estourando! - Bru, paga lá a conta. Estou a fim de ir para casa logo, estou cansado. - entreguei meu cartão pra ela e a mesma concordou, me deu um selinho e entrou no restaurante com a Rafa.
Gui: Você está muito estranho hein Major.
Gustavo: Vai dizer o que aconteceu de verdade ou o que? - olhei para eles e suspirei coçando a cabeça. 
Júnior: Vocês viram a Júlia?
Jota: O que? Onde?
Gil: Está ficando maluco Juninho?!
Júnior: Lá dentro! Eu vi ela! Não estou ficando louco.
João: Deve ter sido uma pessoa parecida e você confundiu.
Gustavo: É! E não é a primeira vez que isso acontece.
Júnior: Não, mas dessa vez era ela. Tenho certeza. Ela até ficou me olhando, mas quando me levantei para ir falar com ela, ela correu. Tentei alcança- la, mas quando cheguei aqui ela já tinha ido embora. - eles ficaram me olhando sem acreditar muito. - Eu juro que era ela! - falei um pouco mais forte e com convicção. - E vocês sabem que isso não é impossível de acontecer porque ela disse pra gente que mora em Madrid e de lá pra cá é um pulo.
Gui: Mas já faz tempo isso Juninho, ela já deve ter até se mudado.
Gil: E mesmo que fosse verdade, por que ela fugiria de você?
Júnior: Não sei! Isso foi o que mais me deixou confuso, mas era ela. - suspirei. - Sem sombras de dúvidas, era ela!
Bruna: Pronto, já paguei! Vamos? - disse voltando e segurando minha mão. 
Júnior: Vamos! - nos dividimos nos dois carros. A Bruna, Rafa e o Jota vieram comigo e o restante foi no outro. Fui o caminho todo até em casa em silêncio e os três ficaram conversando, mas nem prestei atenção no assunto porque eu estava perdidos nos meus próprios pensamentos. Quando chegamos, estacionei na garagem, entramos e encontramos minha mãe na sala junto com a Marcela, a cozinheira daqui de casa.
Nadine: Oi queridos! Já chegaram?!
Rafa: Já! O Júnior queria vir pra casa. - sentou ao lado da mãe no sofá. 
Nadine: O que houve meu filho?
Júnior: Nada! Só estou cansado. - falei cabisbaixo e ela logo notou que aconteceu algo mais.
Nadine: Vai deitar um pouco.
Bruna: É, Amor. Eu também vou subir, Vamos?
Júnior: Vai indo, Bruna! Só vou tomar uma água rápido.
Mah: Não quer comer alguma coisa antes Juninho?
Júnior: Obrigado Mah, mas estou sem fome.
Bruna: Estou subindo! Não demora. - pegou sua bolsa e subiu. 
Júnior: Já levou o Davi na casa da Carol? - perguntei para a minha mãe. 
Nadine: Seu pai levou. - respondeu e os meninos entraram na sala.
Júnior: Vou lá tomar água! - fiz sinal para eles me seguirem e fui para a cozinha. - Só me dizem que existe sérias possibilidades de ter sido ela. - falei indo até a geladeira e enchendo um copo de água. 
Gil: Ter tem, mas também tem possibilidades de não ser. - encostou no balcão. 
Gui: Não crie muitas expectativas, segue o meu conselho.
Jota: Você viu mais alguma coisa enquanto seguia ela?
Júnior: Nã... Quer dizer, eu vi ela puxando uma garota junto com ela.
Gil: Se for ela mesmo deveria ser a Sarah essa outra garota.
Júnior: Nossa, agora que você falou, como eu não pensei nisso. Parecia mesmo com a Sarah. - falei um pouco surpreso.
Gustavo: Se for mesmo a Júlia, o que você vai fazer?
João: Verdade! O que você vai fazer, Major?
Júnior: Ainda não sei! Preciso pensar. Mas de uma coisa eu sei: Eu vou encontrar ela e descobrir por que ela fugiu e o motivo de ter sumido do nada depois daquelas férias. - bebi o restante da água, coloquei o copo na pia, saí da cozinha e subi para o quarto.


Neymar Jr Off


Felipe: O que aconteceu? Por que ela está chorando? - disse levantando do sofá assustado e vindo encontrar comigo e a Sarah na porta da entrada. 
Sarah: Depois eu te conto. Pega um copo d'água pra ela, por favor. - me levou até o sofá, depois de fechar a porta, me abraçando de lado e sentou ao meu lado segurando a minha mão. E eu continuava histérica, chorando e soluçando, do mesmo jeito que vim o caminho todo do restaurante até aqui. - Júlia, pelo amor de Deus, se acalma. Estou ficando muito preocupada.
Júlia: E-eu não consigo! E-ele está aqui Sarah. Ele me v-viu. - falei entre um soluço e outro.
Felipe: Toma! Bebe aqui, cunhadinha. - sentou do meu outro lado com a água, me estendeu o copo e eu peguei e tomei um gole.
Sarah: Bebe mais, respire fundo e se acalme. - fiz o que ela pediu e os soluços diminuíram, mas as lágrimas não paravam de cair. - Agora me conta direito. Onde você viu ele?
Júlia: Ele estava lá no restaurante, em uma das mesas do fundo... - engoli em seco. - Eu o vi quando estava saindo do banheiro porque os ocupantes da mesa dele estava fazendo muito barulho e eu parei para olhar. Aí eu fiquei paralisada quando o vi e ele me olhou. Ele me olhou Sarah! Agora ele sabe que eu ainda moro aqui na Espanha e não vai demorar muito para descobrir da Malu. - só de pensar nessa hipótese meu desespero voltou ao máximo. 
Sarah: Maninha, fique calma. Ele não vai descobrir da Malu.
Felipe: É o pai da Maluzinha que ela viu? - perguntou para a Sarah enquanto eu continuava chorando.
Sarah: É! - apertou minha mão. 
Felipe: Mas ele não mora no Brasil?
Sarah: Pelo visto ele veio morar aqui...
Júlia: O que? - olhei em choque pra ela. - E-ele veio morar aqui na Espanha? C-como você sabe disso?
Sarah: Q-quer dizer, e-eu não sei. Ou ele veio morar aqui o-ou veio visitar. - disse gaguejando e nervosa. - Estou em choque por você ter visto ele.
Júlia: Eu também! Não posso acreditar que isso realmente aconteceu. - funguei e passei as mãos no rosto. - Por que ele tinha que ter ido justo no mesmo lugar que a gente?!
Felipe: Deve ter sido só coincidência.
Júlia: Uma péssima coincidência! - bufei tentando enxugar meu rosto com a mão, mas as lágrimas não paravam de cair. Droga! - Vou lá em cima arrumar minhas coisas, vou pra casa. - levantei.
Sarah: Você vai assim? Nervosa?
Júlia: Estou bem! Só quero chegar em casa logo, a Malu vai chegar daqui a pouco e eu preciso ver ela. - ela assentiu e eu subi direto para o quarto onde fiquei. Sentei na cama, apoiei os cotovelos nos joelhos e a cabeça nas mãos, e me perdi em pensamentos. Será que ele vai querer me procurar? Se ele fizer isso, ele vai acabar descobrindo da Malu e se isso acontecer e ele quero fazer alguma coisa contra mim? Eu não posso deixar isso acontecer, não vou suportar. Deus, por favor, faça ele esquecer de mim e não deixe ele me procurar. Por favor! Suspirei e resolvi arrumar minhas coisas logo porque eu não via a hora de ir pra casa e sair dessa cidade. Como um dia tão bom de repente vira o pior da minha vida?! Depois de guardar todas as minhas coisas, peguei minha malinha e desci. A Sarah e o Felipe continuaram no mesmo lugar. Quando entrei na sala eles pararam de conversar e o Fe parecia bravo, mas fez de tudo para não demostrar para mim. - Estou indo pessoal! Apesar de tudo, gostei de passar esse fim de semana aturando vocês. - tentei ri, mas meu plano faliu.
Sarah: Vai com cuidado maninha. Preferia que você ficasse aqui, mas como você não quer, me avisa quando chegar em casa. - me deu um abraço apertado. - Eu amo você! - sussurrou no meu ouvido e se distanciou.
Júlia: Aviso sim e também te amo. - sorri com os olhos marejados. - Tchau, cabeção! Se cuida e nos vemos em breve. - abracei o Fe.
Felipe: Fique bem cunhadinha. Não quer que eu te leve? - neguei com a cabeça e ele beijou minha testa. - Ok então. Vai com Deus e não esquece de avisar quando chegar.
Júlia: Tá bom! Está tudo bem com vocês dois? Estão estranhos. - olhei de um para o outro. Desde o momento em que cheguei notei o Felipe evitando olhar para a Sarah. Além disso, ele estava tenso e falhando mesmo em esconder a raiva. 
Sah&Fe: Está sim! - disseram juntos. 
Júlia: Tá então! - falei desconfiada, mas sem energia para levar isso adiante - Tchau, aviso vocês quando chegar. - eles assentiram, dei um beijo na bochecha dos dois, saí da casa, entrei no meu carro, coloquei o cinto e minha mala no banco do carona e dei partida. 
                                       (...)

 Resumidamente, o caminho até em casa foi um borrão. O tempo passou que eu nem notei, parecia que minha mente desligou e só voltou quando cheguei em casa. Já faz uns 30 minutos que cheguei e a primeira coisa que fiz fui subir para o meu quarto, tomar banho, vesti um moletom e me jogar na cama. O tempo já está escurecendo e aqui em Madrid está frio e com previsão de chuva para mais tarde. 
Júlia: Merda! - falei quando meu celular começou a tocar e vi que era a Sarah. Esqueci de avisar a ela e o Fe quando cheguei. Atendi. - Oi!
Sarah: Aí, graças a Deus você está bem! Por que não avisou quando chegou, filha da mãe? Fiquei aqui morrendo de preocupação sem notícias suas.
Júlia: Desculpa Sah! Cheguei tão aéria que acabei esquecendo. Mas estou bem.
Sarah: Tá bom! Só vou relevar essa porque te entendo. - suspirou.
Júlia: Obrigada! Avisa ao Fe que cheguei bem, por favor.
Sarah: É- é, ele não está aqui. Foi para o apartamento dele. Acho melhor você mandar mensagem avisando. - disse murmurando e eu senti que aconteceu alguma coisa entre eles.
Júlia: O que aconteceu?
Sarah: Ah, não foi nada. Só uma briguinha atoa.
Júlia: Dessa vez foi séria então, porque ele não é de ir para o apartamento dele quando vocês brigam. - falei preocupada.
Sarah: Daqui à pouco voltamos ao normal, não precisa se preocupar. - suspirou e eu escutei a porta de casa sendo aberta e vozes lá embaixo. Minha mãe, meu pai e a Malu chegaram.
Júlia: Tá bom então! A mãe e o pai chegaram, vou desligar. Resolvam essa briga de vocês logo hein. Beijo!
Sarah: Pode deixar, beijo. - desligamos.
Digitei uma mensagem para o Fe dizendo que cheguei bem e pedindo desculpas por demorar a avisa-lo e quando terminei de enviar minha mãe entrou no meu quarto junto com a Malu.
Malu: Mamãe! - sorriu e correu até a minha cama.
Júlia: Oi meu amor! - peguei ela do chão e a abracei forte. Isso era o que eu mais precisava nesse momento. Ter minha filha nos meus braços e lembrar que ela é minha. - Que Saldades que eu estava de ti, princesa.
Malu: Eu tabem tava! Muita, do tamanho do univeso. - riu e eu dei meu primeiro sorriso depois do acontecido mais cedo.
Júlia: Você gostou de viajar com os seus avós?
Malu: Xim! Foi muito divetido e legal.
Júlia: Que bom, meu amor. - olhei para a minha mãe que ainda estava parada na porta olhando pra gente sorrindo, mas com um semblante triste. Ela já sabe o que aconteceu. - Oi, mãe!
Marcela: Oi, minha filha! A Sarah me ligou agora pouco e contou o que aconteceu. - veio sentar na beirada da minha cama e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. - Está tudo bem?
Júlia: Óbvio que não! Estou em choque até agora. - suspirei. 
Marcela: Imagino!
Júlia: Cadê o papai?
Marcela: Ficou lá embaixo.
Júlia: Ele também já sabe? - ela assentiu.
Malu: Mamãe, a gente podi vê o filmi da babie?
Júlia: Claro que podemos, princesa. Vou até fazer pipoca pra gente comer enquanto assistimos.
Malu: Oba! - sorriu e bateu palmas. 
Marcela: Ela já tomou banho, só colocar o pijama agora. Enquanto você troca e ajeita tudo aqui vou lá em baixo fazer a pipoca para vocês. - levantou da cama. - Vamos conversar depois.
Júlia: Ta bom! Obrigado mãezinha. - ela sorriu para mim e saiu do quarto. - Vamos colocar o pijama, pequenina. - levantei com ela no colo, saí do meu quarto e entrei no dela. Fui direto para o closet, coloquei a Malu no chão e abri a parte do seu quarda roupa onde fica seus pijamas. 
Malu: Mamãe, eu podi escolhe?
Júlia: Pode amor. - fui pegando alguns pijamas e mostrando a ela. - Tem esse dos bichinhos, esse da Branca de Neve, da minnie...
Malu: Eu quelo esse da Mini. - apontou. Guardei os outros de volta, a ajudei a se despir e depois a colocar o pijama. - Agora eu vou deixar você lá no meu quarto e vou descer pra pegar a pipoca que a vovó fez, está bem?
Malu: Tá! - voltamos pra lá, coloquei ela sentada no meio da minha cama, liguei a televisão, procurei o tal filme da Barbie e coloquei. - Já volto! - Ela assentiu sem me dá atenção. Ri, saí do quarto e desci indo direto para a cozinha. 
Marcela: Já ia subir para levar pra vocês. - me entregou a tigela com a pipoca dentro.
Júlia: Valeu mãezinha! Já vou aproveitar e levar suco para a Malu, porque sei que ela vai pedir. - ela riu. Peguei o copo da Malu, fui na geladeira e coloquei o suco.
Dennis: Que bom que está aqui em baixo. Ia subir lá para falar com você. - disse entrando na cozinha e veio me dar um beijo na testa.
Júlia: Eai, papis soberano. - sorri.
Dennis: Tá bem? - assenti e perdi o sorriso quando lembrei o motivo que o fez perguntar isso.
Júlia: Estou tentando ficar calma. Quero acreditar que isso é uma péssima piada do destino, que não vai acontecer de novo e tudo continuará como está nesse tempo todo. - suspirei.
Dennis: Depois que a princesa dormir desce aqui de novo pra gente conversar sobre isso. - disse aparentando estar nervoso e quando olhei para a minha mãe, que estava nos observando de um canto, ela parecia estar do mesmo jeito. O que será que aconteceu?
Júlia: Tá bom! - respondi preocupada e curiosa. - Vou ir lá. - eles assentiram, peguei o suco da Malu e a pipoca, e subi.
Malu: Demolou mamãe. - falou quando entrei, cruzou os braçinhos e fez bico.
Júlia: Desculpa, meu amor. - sorri e subi na cama.
                                    (...)

 Quando o filme terminou a Malu já tinha dormido e decidi não acorda-lá para jantar, pois ela tinha passado uma grande parte do filme grudada no meu peito mamando e antes disso tinha esvaziado o copo de suco e comido pipoca. 
 Depois de desligar a televisão, colocar vários travesseiros em volta da Malu e de ajeitar a coberta em cima dela, saí do quarto e desci para falar com o meu pai porque não aguentava mais ficar curiosa sobre o que ele queria falar. Tive a impressão de que boa coisa não vai ser.
 Encontrei ele no seu escritório e minha mãe estava junto.
Dennis: Estávamos te esperando. - disse sentado na sua mesa e olhou para a minha mãe. 
Júlia: Pode falar, o que foi?
Marcela: Senta aqui filha. - apontou para a cadeira na frente da mesa do meu pai.
Júlia: Não me diga que vocês vão se separar? - fiz cara de surpresa e fui sentar na cadeira. - Por que vocês vão fazer isso? Depois desses anos...
Dennis: Não estamos nos separando Júlia. - disse me interrompendo.
Júlia: Graças a Deus! - suspirei aliviada. - Então o que é?
Dennis: Bom... - suspirou passando as mãos pelos cabelos. 
Júlia: Fala logo, estou ficando preocupada.
Marcela: Eu sei minha filha, mas tenta ficar calma e deixar a gente explicar. - segurou minha mão. 
Júlia: Explicar o quê?
Dennis: Eu e sua mãe sabíamos que o pai da Malu estava em Barcelona.
Júlia: O-oque? - soltei a mão da minha mãe e levantei em estado de choque.
Marcela: Júlia...
Júlia: C-como vocês sabiam? Não estou entendendo. - balancei a cabeça olhando para eles. 
Dennis: Ele foi o jogador que precisei ir para Barcelona fazer a contratação.
Júlia: Eu sábia que tinha acontecido algo nessa viagem. Foi a parti dela que vocês começaram a brigar e agir estranho. - Como eu sou burra! Porque eu não saquei isso, estava na minha cara. - Espera. - olhei para eles. - Isso quer dizer que agora ele mora em Barcelona? A poucas distância da Malu? - eles assentiram. Meu dia acabou de piorar de vez. - Por que vocês não me contaram isso quando descobriram? E se eu decidi-se levar a Malu pra lá e por um acaso nos encontramos com ele? Vocês tem noção do quão ruim iria ser? - respirei fundo porque já estava ficando exaltada e a vontade de chorar só crescia.
Dennis: Nós sabíamos Júlia. Não iríamos deixar você levar ela pra lá sem contar para você. E decidimos não contar para você porque não queríamos que você ficasse preocupada. - ri com sarcasmo.
Júlia: E como vocês acham que eu estou agora? Vocês pioraram tudo! - falei a última parte com um tom mais forte e comecei a andar de um lado para o outro.
Marcela: Júlia! Fica calma...
Júlia: Não me pede calma mãe. Como você me pede isso depois do que fizeram? Como vou ficar calma depois de saber que um dos meus pesadelos podem estar finalmente acontecendo? Você, mais do que ninguém, deveria saber que a minha reação não seria uma das melhores e o quanto eu ficaria desapontada e revoltada com o que vocês fizeram. - ela abaixou a cabeça. 
Dennis: Não fala assim com a sua mãe. Nós imaginamos que você não iria reagir bem e ela tentou me convencer a te contar antes. Mas depois tivemos a conclusão de que era melhor você não saber por enquanto, para seu próprio bem e da Malu, porque a gente sábia o quanto você tinha medo e ficava preocupada desse momento acontecer. Até a Sarah concordou que era melhor você não saber...
Júlia: Ela sábia? - parei de andar - É claro que ela sábia! Não era atoa os comportamentos estranhos dela. Que filh...
Dennis: Espero que você não termine de falar isso ou vou ficar muito zangado. - me interrompeu sério. - Tenta entender que nós todos só fizemos isso porque te amamos e só queremos o seu bem e da Maria Luíza.
Júlia: Você está me pedindo algo impossível. Nunca vou entender o que vocês fizeram. - neguei com a cabeça e uma primeira lágrima, que eu estava lutando para prender, escorreu. - Estou extremamente magoada com vocês. - saí o mais rápido possível de lá, mas ainda deu para escutar meu pai me chamando e os soluços da minha mãe. Subi correndo para o andar de cima, entrei no meu quarto e olhei para a Malu dormindo igual um anjinho. Graças a Deus você não sabe e não entende o caos que está acontecendo, minha filha. Imagino que ficaria feliz em saber que seu pai está mais perto do que nunca de você. Mesmo não demostrando sentir falta dele, sei que no fundo você sente. Se tivesse noção do que está acontecendo, iria pedir para vê-lo. E, mesmo que não pareça, eu também gostaria que vocês se conhecessem. Mesmo depois da conversa que eu e o Júnior, até então seu futuro pai, tivemos enquanto estávamos na sacada da varanda do quarto dele naquelas férias que você foi criada por descuido nosso.


FlashBack On

Neymar: Cadê a Sarinha? Não vi ela quanto fui no seu quarto. - disse e beijou meu pescoço, já que estava me abraçando por trás. Hoje era o nosso último dia aqui. Aliás, faltava poucas horas para eu a Sarah ir embora. Então, era nossas últimas horas juntos. Ele foi no quarto meu e da Sarah, onde eu estava arrumando minha mala, me chamar para ver o por do sol com ele. Por isso, estamos aqui na sacada da varanda do seu quarto assistindo o sol sumir no horizonte do mar. Não tinha jeito melhor de se despedir dele. 
Júlia: A onde mais ela estaria? Qual foi o lugar que ela mais ficou nessas férias depois de conhecer o seu bonde?
Neymar: No quarto do cebola. - rimos. - Nessas horas eu tenho pena do Jota que dividi o quarto com ele.
Júlia: O Jotinha também deu mole. - ri. - Tinha que corta o barato deles e não deixar eles tomarem conta do quarto igual eu fiz no meu.
Neymar: Você é covarde também hein. - riu com o queixo apoiado no meu ombro. - Empata foda!
Júlia: Empata foda nada! - ri. - Só reivindiquei o que também é meu. O Jota deveria fazer o mesmo, mas em vez disso saí do quarto para eles ficarem. - revirei os olhos.
Neymar: Ainda bem que peguei um quarto só pra mim.
Júlia: Ainda bem mesmo. - rimos. Virei de frente para ele, envolvi meus braços em seu pescoço e lhe deu um selinho que ele fez questão de prolongar. - A diferença entre eles e nós é que não ficamos trancados no quarto tanto tempo igual eles. - rimos.
Neymar: Verdade! Pelo menos a gente desce pra ficar com os mulekes. Eles raramente fazem isso. - riu. - Se duvidar fizeram até um filho.
Júlia: Nossa! - rimos. - A Sarah sabe se cuidar.
Neymar: Ainda bem, porque o Gil não liga muito pra isso não.  Com crianças não dá. - riu.
Júlia: Você não gosta de crianças? - olhei para ele.
Neymar: Não é que eu não gosto. Eu até gosto, mas só de pensar em ter um filho agora já bate o desespero. E convenhamos que só iria atrapalhar minha carreira. Quem quer jogar futebol tem que ser focado no objetivo. - assenti. 
Júlia: É, um filho torna as coisas mais complicadas mesmo. - ri.
Neymar: Deixando esse assunto de lado, que se Deus quiser não irá acontecer tão cedo. Ainda dá tempo de fazer rapidinho o que a sua irmã e o Gil fazem direto? - gargalhou.
Júlia: Júnior! - bati no seu braço rindo e ele me beijou. Nem preciso dizer que ele conseguiu o que queria né.


FlashBack Off


  E Deus quis que acontece-se cedo!
Esse foi um dos motivos que me fez não contar da Malu para ele. Mas apesar disso, pelo tempo que convivi com ele, sei que ele era uma pessoa brilhante, super do bem e que iria arrumar um jeito de lidar da melhor forma com uma situação como essa. 
  Porém , infelizmente, não é tão fácil assim. Existe um grande motivo para o porque da minha decisão de não permiti que ele a conheça. Respirei fundo para ficar mais calma e diminuir os soluços, porque estava com medo de acordar a Malu. Deitei ao seu lado, beijei sua testa e fiquei passando a mão em seus cabelos enquanto me perdia em pensamentos. 


Segunda, Outubro de 2014


Ganhei como consequência por só ter conseguido dormir de madrugada, o cansaço no dia seguinte juntamente com uma dor de cabeça insuportável que não passava por nada. E pra piorar a situação, como não posso faltar, tive que ir para o hospital. Mas por um lado eu achei até bom, porque aí eu não precisaria olhar para a cara dos meus pais. Eles até tentaram falar comigo, mas não quis ouvir. Só me despedi da Malu e da Rosinha e saí de casa. Deixei até pra tomar café na cantina do hospital, onde eu estava sozinha até a Jéssica se aproximar da minha mesa. 
Jéssica: Ei, chegou cedo hoje. Que milagre é esse? - riu e sentou na cadeira de frente pra mim.
Júlia: Oi! - murmurei cabisbaixa. - Nem reparei que cheguei cedo.
Jéssica: O que houve?
Júlia: Nada! Por que? - menti mesmo sabendo que ela iria dar um jeito de saber a verdade.
Jéssica: Você está estranha, triste...
Júlia: Estou bem! Só estou com sono.
Jéssica: Isso eu percebi, mas tem alguma coisa além disso. Me diz, anda.
Júlia: Aí Jes! - suspirei.
Jéssica: É alguma coisa com a Malu?
Júlia: Não diretamente. - resolvi contar, já que não conseguiria sair sem contar a ela. - Você lembra da história do pai da Malu que te contei a algum tempo?
Jéssica: Lembro. Não me diga que ele apareceu? - assenti. - Caralho! Quando?
Júlia: Ontem, quando eu estava em Barcelona... - contei como aconteceu.
Jéssica: Nossa, imagino como você ficou... - disse espantada.
Júlia: E se não bastasse só isso, quando eu pensei que não poderia piorar, descobri que ele foi contratado pelo Barcelona e agora está morando a poucas distância de mim e da Malu, e meus pais e minha irmã estavam escondendo isso esse tempo todo de mim. - passei as mãos no rosto.
Jéssica: Meu Deus amiga, que situação. - suspirou. - Então, quer dizer que eles sabiam desde o começo que o pai da Malu tinha vindo morar em Barcelona?
Júlia: Sim. Meu pai que resolveu a contratação dele. Estou muito indguinada com o que eles fizeram comigo.
Jéssica: Mas eles não explicaram porque esconderam isso?
Júlia: Disseram que era para o meu bem e o da Malu, que fizeram isso porque nos ama e blá blá blá... - revirei os olhos.
Jéssica: Júlia, eles podem estar falando a verdade. Por esse tempo todo que eu conheço vocês, sei que eles fazem de tudo para protege você e a Maluzinha.
Júlia: Ah não, Jéssica! Vai defender eles agora?
Jéssica: Não estou defendendo. Só estou falando uma coisa que sei que é verdadeira. Quando você esfriar a cabeça e pensar com calma vai entender eles.
Júlia: Cansei de falar sobre isso. Vou arrumar minha sala para receber o primeiro paciente. - levantei.
Jéssica: Tá bom! Fica bem tá? Assim como os seus pais, também quero o seu bem. - assenti já com os olhos marejados e fui para a minha sala antes que a torneira se abra.

                                      (...)

 Esse dia, com toda a certeza, foi um dos mais horríveis da minha vida. Passei o dia todo aérea, com uma dor de cabeça persistente e por causa disso não consegui me concentrar no trabalho. Dei graças a Deus quando meu expediente terminou e finalmente pude vir para casa. Para o meu alívio meus pais ainda estavam no trabalho, só a Rosa e a Maria estavam. 
Rosa: Júlinha, não quer comer alguma coisa? - perguntou vindo da cozinha.
Júlia: Só faz um sanduíche com suco, por favor Rosa. Não estou com muita fome. - falei olhando para ela do sofá onde eu estava deitada junto com a Malu assistindo desenho desde que cheguei do trabalho.
Malu: Eu tabem quelo duiche.
Júlia: Você já comeu espertinha. - a Rosinha riu e eu fiz cosquinha na Malu que começou a gargalha.
Malu: Não mamãe! Coquinha não. - disse rindo e eu parei de fazer.
Rosa: Vou trazer iorgute na mamadeira pra você, tá bom Malu?
Malu: Tá! Mas eu quelo no meu copinho da babie.
Júlia: Ainda quer escolher, folgada. - ri junto com a tia Rosa.
Rosa: Essa não tem como negar que é sua filha.
Júlia: Magoou Rosinha! - coloquei a mão no peito e ela riu e voltou para a cozinha.
Malu: Olha mamãe, vai começa Macha e o Uso. - sorriu apontando para a tv. 
Júlia: Que legal meu amor. - sorri também e aproveitei que ela estava concentrada no desenho e fui postar uma foto que tinha tirado agora à pouco.



SanchezJú: Nos tempos de escuridão, tu és a minha luz. ♡ @SanchezMalu

perfectjú: A relação de vcs é uma das mais lindas que já vi
anjomalu: Que Deus sempre abençoe vcs
iphonedajú: Será que aconteceu alguma coisa para ela usar essa legenda?!
carla_torres: Quando eu ter filho quero ser igual você.
familysanchez: Que legenda mais linda.
sanchezsarah: Amo vocês, independente de qualquer coisa.
fãsdajúlia: Por esse comentário da irmã dela deve ter acontecido algo sim. @IphonedaJú

Ignorei esse comentário da Sarah e continuei lendo os outros até a Rosa entrar na sala trazendo meu lanche e o iorgute da Malu.
Rosa: Aqui, meus amores. - me entregou o sanduíche junto com o copo de suco e entregou o copo com iorgute para a Malu que começou a tomar sem tirar a atenção da tv. 
Júlia: Obrigada Rosinha. - mordi um pedaço do sanduíche. 
Rosa: De nada filha. A Sarah ligou hoje perguntando por você. - disse excitante. 
Júlia: Humm. Ela ligou para o meu celular também, mas não atendi. - falei sem da muita importância e continuei a comer meu lanche que estava muito mais interessante.
Rosa: Posso dar um conselho, Júlinha?
Júlia: Claro. - olhei pra ela.
Rosa: Não sei direito o que está acontecendo, mas independente do que seja perdoe a sua mãe, seu pai e a sua irmã. Lembre que eles foram uns dos poucos que te apoiou quando você precisou e que eles não fariam nada para o seu mal e nem para o da Malu. Eu posso dizer isso porque me sinto como se fosse da família por causa desse tempo todo que trabalho para vocês.
Júlia: Você é Rosinha. - sorri emocionada.
Rosa: Então, por favor, pensa em tudo que eles fizeram por você e perdoe eles, tá bom? - assenti. - Vou voltar para a minha cozinha porque a janta me espera. - rimos e ela saiu. 
 Fiquei pensando em todas às coisas que a Jés e a Rosinha disseram para mim enquanto comia e cheguei a conclusão de que elas realmente estão certas. Não tem como discordar disso porque é incontável os momentos em que minha mãe, meu pai e a Sarah me apoiaram e ficaram do meu lado. E um exemplo disso é exatamente a Malu. Mesmo não concordando muito com a minha decisão, ficaram do meu lado e nunca se arrependeram disso. É claro que ainda contínuo achando que eles agiram errado em esconder essa coisa sobre o Júnior de mim, mas pensando bem sei que não estavam mentindo quando disseram que era para me proteger. Terminei de comer meu lanche ainda perdida em pensamentos, a Malu também já tinha terminado o iorgute e continuava focada no desenho. Não sei quanto tempo depois a porta de entrada se abriu e entrou minha mãe e logo em seguida meu pai. A Malu, assim que viu eles entrando, desceu rapidamente do sofá. 
Malu: Vovô! Vovó! - correu até eles e meu pai pegou ela no colo e jogou pra cima fazendo a rir.
Dennis: Pequena do vô!
Marcela: Oi meu amor. - deu um beijo na bochecha dela. - Está aprontando muita bagunça?
Malu: Não to não. A mamãe e eu estamo vendo Macha e o Uso. - eles olharam para mim e eu continuava no sofá.
Dennis: Vai lá voltar a assistir princesa. - colocou ela no chão e a mesma voltou para o sofá perto de mim. 
Marcela: Oi, filha! - disse meio excitante e com o semblante preocupado.
Júlia: Oi! - murmurei e sorri amarelo.
Dennis: Você está bem? - assenti.
Júlia: Quero conversar com vocês.
Marcela: Claro, meu amor.
Dennis: Vamos para o meu escritório.
Júlia: Tá! Vão indo. Vou pedi a Rosa para ficar de olho na Malu. - eles assentiram e eu fui para a cozinha. - Rosa, vou conversar com a mamãe e o papai no escritório dele. Fica de olho na Malu lá na sala pra mim por favor.
Rosa: Deixa comigo. Fico sim. - sorriu para mim e eu saí. Avisei a Malu que já estava voltando, que era para continuar vendo o desenho e fui para o escritório.
Júlia: Então... - respirei fundo, cruzei os braços e eles ficaram me olhando. - Eu queria pedir desculpas à vocês pelo modo como reagi. Depois que pensei bem, sei que vocês não iria fazer nada de propósito para me machucar e muito menos a Malu.
Marcela: Não iríamos fazer isso minha filha. Tudo que a gente faz é para o bem de vocês. - sorriu com os olhos marejados e meu pai concordou com ela.
Júlia: Eu Sei! Mas, apesar de tudo isso, quero deixar claro que não entendo o que vocês fizeram e que eu ainda acho errado. - meu pai demostrou um semblante de culpa. - Seria muito melhor se vocês me dissessem logo quando descobriram. Iria evitar que isso tudo acontece-se.
Dennis: Adimito que agimos errado minha filha. Aliás, eu agi errado. Quem meteu sua mãe e sua irmã nisso foi eu. Queria te pedi desculpas por isso. Eu só pensei que estaria te protegendo, que iria te poupar uma preocupação.
Júlia: Mas o senhor se esqueceu que não seria difícil de eu ficar sabendo. Afinal, várias vezes vou pra Barcelona e não é difícil ouvir notícias sobre o time. Então, eu iria ficar sabendo de um jeito ou de outro. - suspirei.
Dennis: Eu iria te contar, só não estava achando o momento certo. Me desculpa por isso, querida. - abaixou a cabeça. 
Júlia: Eu sei que iria pai. Acredito em você. Por isso, desculpo vocês. Até porque não sou nada sem vocês. - ri emocionada e nos abraçamos os três juntos.
Marcela: Graças a Deus está tudo de volta ao normal. Já estava angustiada com essa situação toda. - limpou uma lágrima que escorreu em seu rosto e sorriu.
Dennis: Amo vocês, mulheres da minha vida. Só faltou a Sarah aqui.
Júlia: Vou ligar pra ela depois. Estou ignorando as ligações dela o dia todo. - ri.
Marcela: Tadinha. Deve está em uma tristeza só. Ainda mais que o Felipe e ela brigaram por causa dessa situação todo.
Júlia: Foi por isso que eles brigaram?
Marcela: Foi! O Felipe não sabia e quando ela contou, no dia que você encontrou com o pai da Malu lá, ele não gostou e voltou para o apartamento dele.
Júlia: Nossa! Vou ligar pra ele depois também. - ela assentiu. - Bem, não queria falar sobre isso, mas não estou aguentando.
Dennis: Sobre esse Neymar? - assenti apreensiva.
Júlia: Você acha que irá me procurar? - murmurei. 
Dennis: Eu não sei, minha filha. - suspirou e passou a mão nos cabelos. - Mas não podemos descartar essa ipotese. E se isso acontecer, nós vamos ter que estar preparados para qualquer situação. E você principalmente.
Júlia: Se ele me encontrar, não vai demorar muito pra saber da Malu. Eu acho que não conseguiria falar com ele e não contar sobre ela.
Dennis: Por isso mesmo temos que estar preparados. Afinal, não sabemos do que aquele outro homem é capaz.
Júlia: Só de pensar que grande parte do porque isso tudo está acontecendo é por causa dele já me sobe uma raiva.
Marcela: Esse homem é ambição em pessoa. Nunca vi uma pessoa igual ele.
Dennis: Deixa o tempo passar, gente assim não vai à frente. Mas, voltando ao assunto, vamos ficar preparados para todas possibilidade que pode acontecer, tá bom? - assentimos. - Espero que esse Neymar seja o mesmo que você conheceu no passado, minha filha. - disse olhando para mim. Também espero!
Marcela: Chega desses assuntos, vamos nos preparar para o jantar. Vou ajudar a Rosa na cozinha.
Júlia: E eu vou subir pra tomar banho e dar banho na pequena também. - saímos do escritório e fomos indo para a sala.
Dennis: Eu vou subir para tomar o meu também e da uma olhadinha no andamento do meu novo caso.
Marcela: Espero que não perca a hora do jantar por causa dessa porcaria. - bufou e eu ri.
Dennis: Porcaria não, mulher. Trabalho que sustenta essa casa e suas regalias.
Marcela: Quem ouve até pensa que preciso desse seu dinheiro para sobreviver. - rimos. 
Júlia: Maria, vamos tomar banho. - falei quando chegamos na sala.
Malu: Mas mamãe, eu to veno desenho.
Júlia: Está na hora do seu banho, depois você assiste mais.
Marcela: Vai tomar banho, amor. - beijou a cabeça dela e foi para a cozinha.
Malu: Mas...
Júlia: Sem "Mas" Maria Luíza. Vem! - ela fez bico e desceu do sofá. 
Dennis: Que biquinho é esse, princesa do vô?! Depois do banho você volta a assisti.
Malu: Vovô, eu quelia ve agola.
Júlia: Querer não é poder, filha. - fez cara de choro. - Vai chorar? Então, nem depois você vai voltar a ver.
Dennis: Não chora pequena. Depois o vovô vai até assisti com você, mas só se não chorar. Tá bom? - ela assentiu e prendeu o choro na hora. Sem vergonha essa menina haha. 
Júlia: Vamos! - peguei ela no colo, subimos as escadas junto com o meu pai e quando chegamos lá em cima ele foi para o quarto dele e eu para o da Malu.
 Depois de fazer o mesmo ritual de sempre do banho da Malu, de colocar a fralda e á vesti, deixei ela lá embaixo com a minha mãe e fui para o meu quarto para tomar o meu. 
 Quando terminei, percebi que ainda tinha um pouco de tempo até a hora do jantar e decidi ligar logo para a Sarah. A mesma atendeu logo no primeiro toque. 
Sarah: Oi, Júlia! Me desculpa por favor, eu juro que estava me sentindo mal e queria contar pra você. Mas eu pensei que se conta-se você iria...
Júlia: Calma, irmãzinha. Já sei o que você pensou e desculpo você. - a interrompi e ela suspirou aliviada. - Mesmo achando que você, principalmente, deveria ter me contado desde o começo. Porque tu estava comigo quando tudo isso começou.
Sarah: Eu sei. Desculpa mesmo Júlia. Juro que a parti de agora não vou esconder nada de você.
Júlia: Acho bom mesmo, porque na próxima não vou perdoar. - ri e ela acabou rindo também. - Mudando de assunto, o que aconteceu com você e o Fe?
Sarah: Brigamos por causa dessa história toda. No dia que você estava aqui... - ela me contou que disse para o Felipe sobre o Júnior quando eu subi para arrumar minhas coisas para vir embora e ele não gostou que ela estava mentindo pra mim. Aí eles discutiram e o resultado foi ele voltando para o apartamento dele e não estão se falando desde então. 
Júlia: Vou falar com ele. - falei quando ela terminou de me contar.
Sarah: Não, Júlia! Não precisa, daqui à pouco a gente se resolve. Ele está certo mesmo. - suspirou.
Júlia: Eu sei, mas quero falar com ele. Não vou falar nada demais.
Sarah: Tá, você que sabe.
Júlia: E também isso está acontecendo por causa de mim.
Sarah: Não é não! É por causa de mim, fui eu que tomei a decisão de esconder essa história de você. Mesmo sabendo que era errado. Agora estou sofrendo as consequências.
Júlia: Certo! Mesmo assim vou falar com ele. - ela concordou relutante, conversamos mais um pouco e depois de um tempo desligamos. Liguei para o Fe logo em seguida: 
Felipe: Oi, cunhadinha.
Júlia: Fico feliz por saber que ainda sou sua cunhadinha. - ri.
Felipe: Por enquanto ainda é. Depois do que sua irmã fez contigo me fez pensar bastante se vale à pena continuar com isso.
Júlia: Liguei pra falar sobre isso mesmo.
Felipe: Já imaginava que ela iria pedir pra você ligar.
Júlia: Não foi ela que pediu. Pelo contrário, ela nem queria que eu liga-se. Sabe por que?
Felipe: Hummm?
Júlia: Porque ela tem noção de o que ela fez não foi certo e que você tem razão de agir assim.
Felipe: Ainda bem que ela sabe. Ela deu muita mancada contigo por esconder essa história de você. Tantas vezes você e eu perguntamos o que estava acontecendo e ela mentia po. Tive que aguentar as mudanças de comportamento dela e até eu, que não sei muito sobre essa história do pai da Maluzinha, sei que você não iria gostar do que ela fez.
Júlia: Quando descobri não gostei mesmo e ainda não gosto, mas também sei que ela e nem meus pais tiveram a intenção de me fazer mal Fe. Por isso desculpei eles e você deveria fazer o mesmo com ela.
Felipe: Eu sei que ela não teve a intenção de te machucar, conheço ela muito bem. Mas contínuo achando que ela agiu errado contigo. Eu me coloco em seu lugar e se fosse comigo eu também iria ficar chateado.
Júlia: É por isso que te amo cara. - ri. - Diz que me odeia, mas quando preciso fica do meu lado.
Felipe: Eu te odeio mesmo! Só estou te defendendo porque o seu lado é o certo. - rimos. - Já que você já perdoou ela e é você a vítima dessa história, vou conversar com ela. Mas primeiro vou dar um gelo pra ela sofrer um pouquinho.
Júlia: Você é crueu garoto. - rimos. 
Felipe: Mas aí, quem diria que o pai da Maluzinha é o Neymar, um dos melhores jogadores brasileiros atualmente e daqui uns tempos do mundo hein?!
Júlia: É, o tempo voa. A uns anos atrás era só um cara com o sonho de se tornar um grande jogador. - suspirei. 
Felipe: Pelo visto, ele conseguiu.
Júlia: É, conseguiu. - murmurei, mas no fundo sentia uma pontada de felicidade por ele. 
 Fiz o Fe prometer que iria falar com a Sarah, me despedi e desci para jantar. 



By Vic:


Ufa, que capítulo cheio de momentos dramáticos e emocionante foi esse?! Fiquei até aliviada quando consegui terminar. Bem, a vida da Júlia e da Malu está começando a mudar. Grandes revelações e descobertas.
Para aquelas que não aguentavam mais esperar pelo Neymar, ele enfim apareceu. O que acharam? Se puderem deixam suas opiniões e sugestões nos comentários. Vou adorar saber o que estão achando. Até o próximo!