segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Capítulo 13 -"E é realmente o certo devolver com a mesma moeda?"

Sábado, Novembro de 2014

 Acordei no dia seguinte com uma dor de cabeça terrível, resultado dos últimos acontecimentos do restante do dia de ontem. Acabou que com a chegada da intimação não tivemos mais vontade de sair para ir ao cinema e jantar. Com isso, ficamos em casa com uma tensão pairando no ar e procurando saber do meu pai cada detalhe da batalha que teremos pela frente. Algo que não seria fácil, principalmente para mim que teria que conviver com a possibilidade de perder a guarda da minha filha. Quando eu já não estava com cabeça para ouvir mais nada sobre isso, subi para o meu quarto junto com a Malu, nos preparamos para dormir e minha noite terminou com nós duas grudadas na minha cama do jeito que eu precisava. 
 Depois de me situar do horário, que marcava 08:45 no meu celular, levantei da cama e fui para o banheiro deixando a Malu dormindo. Olhar no espelho só me serviu para constatar o estado terrível que estava meu rosto depois de ter chorado muito ontem. Escovei os dentes, fiz xixi, me despi, entrei no box e tomei um banho bem demorado para tirar um pouco da tensão do meu corpo. Me sequei, enrolei uma toalha no meu corpo e outra no meu cabelo quando terminei. Fui para o closet, vesti um look confortável, sequei o cabelo com o secador e logo depois fiz um rabo de cavalo alto no mesmo. Passei um pouco de maquiagem, arrumei a bagunça que eu tinha feito e voltei para o quarto. Sentei na beira da cama e alisei o cabelo da minha princesa. Tão pequenininha e em paz no seu sono. Só tenho a agradecer à Deus por você não entender tudo que está acontecendo. Que ele não deixe que você seja tirada de mim. Beijei sua testa, peguei meu celular, saí do quarto e desci direto para a cozinha. 
Júlia: Bom dia! - falei para a Rosa e a minha mãe, as únicas que estavam presente.
Marcela: Bom dia, filha!
Rosa: Bom dia, Júlinha!
Marcela: Como você está? - sorriu fraco.
Júlia: Bem, só com uma dor de cabeça.
Rosa: Vou pegar o remédio para você. - foi buscar e eu fui até a mesa e me servi um copo de suco.
Júlia: Cadê o restante do povo?
Marcela: Seu pai foi até o escritório e a sua irmã e o Felipe ainda não desceram.
Júlia: O que o papai foi fazer no escritório? - sentei em uma cadeira de frente para ela.
Marcela: Ele disse que precisava buscar alguns papel para estudar mais sobre o nosso caso.
Júlia: Ah sim... - murmurei e a Rosa voltou com o remédio. - Obrigada, Rosinha. - coloquei o comprimido na boca e engoli junto com o suco.
Marcela: A Malu ainda está dormindo?
Júlia: Está! Vou subir daqui à pouco para acorda-lá. Ontem parecia que ela percebeu que eu não estava muito bem porque passou o tempo todo garrada em mim, mesmo depois de terminar de mamar. - sorri um pouco.
Marcela: Ela sentiu, com certeza.
Júlia: Tenho que tentar demonstrar um pouco menos meus sentimentos perto dela, não quero que ela faça parte dessa loucura. - suspirei.
Marcela: É uma ótima idéia! Ela ainda é muito nova para tudo isso. Estou rezando para que isso tudo passe logo e que de tudo certo no final.
Júlia: Tomara! - suspirei e levantei para colocar meu copo na pia. 
Rosa: O que vocês querem para o almoço hoje?
Júlia: Para mim, algo leve. Não estou dando muita fome nesses últimos dias e algo pesado não irá cair bem. Vou dar um tempo lá fora e esperar minha dor de cabeça passar.
Marcela: Tá bom! - deixei as duas conversando sobre o almoço, saí para a área externa e deitei em uma espreguiçadeira perto da piscina. Peguei meu celular e fiquei olhando minhas redes sociais até a Gabi me chamar no whats. 





Continuamos a conversar, ela me contou tudo sobre o cara e como se conheceram, e depois me despedi dela quando o Fe apareceu e veio pra perto de mim. 
Felipe: E aí, Júlinha! Tá melhor? - beijou minha bochecha e sentou ao meu lado.
Júlia: Tô sim! Valeu por ontem. - sorri. Ontem enquanto tudo estava acontecendo ele foi o responsável por manter a Malu longe e ficou brincando com ela no quarto de brinquedos até que as coisas se acalmaram.
Felipe: Sem problemas! Fiz o que achei melhor para não deixar a Maluzinha presenciar tudo aquilo. - sorriu. - Aliás, ela já acordou!
Júlia: Já? Fiquei aqui mexendo no celular e esqueci dela. Vou lá ajeitar ela e depois descer para dar café.
Felipe: A Sarah já tá fazendo isso. Quando desci ela ficou dando banho na nela ou ela estava tomando banho com a água que a Malu jogava nela...
Júlia: Então deixa as duas lá e eu vou ficar aqui de boa e sequinha. - rimos. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, depois fomos para a cozinha e encontramos a Sarah entrando com a Malu. - Bom dia, minha princesa!
Sarah: Bom dia! Eu sei que sou princesa mesmo. - disse sorrindo.
Júlia: Você não, ou, minha filha! Tu é uma ogrinha. - o Felipe riu e ela botou língua pra mim. 
Malu: Bom dia, mamãe! - veio pra perto de mim, peguei ela no colo e beijei seu nariz.
Júlia: Oi, meu amor! - sorri. - Dormiu Bem?
Malu: Xim!
Júlia: Quer tomar café? - ela assentiu. 
Sarah: Cadê a mamãe, papai e Rosinha? - perguntou sentando na mesa e se servindo. 
Júlia: A Dona Marcela e a Rosa estavam aqui quando desci e o papai está no escritório. - respondi colocando a Malu sentada no cadeirão.
Felipe: Quando desci encontrei a sogrinha e a Rosa saindo e disseram que iriam no mercado, mas não iam demorar muito. - pegou uma maçã e começou a comer. 
Sarah: Será que o papai foi ver algo sobre a audiência de segunda?
Júlia: Foi, a mamãe disse! - servi um pouco de suco no copo da Malu e preparei um pão francês com requeijão para ela. 
Sarah: Você tá bem?
Júlia: Estou! - respondi vagamente sentando ao lado da Malu enquanto a assistia comer.
Sarah: Como será que vai ser na segunda? Não consigo parar de pensar sobre isso.
Júlia: Não sei, Sarah! Estou tentando ao máximo não pensar sobre nada disso porque não quero estragar meu dia com a preocupação. Se está sendo difícil para você esquecer sobre, imagine pra mim?! - falei mantendo o tom calmo, mas visivelmente chateada.
Sarah: Tá, desculpa! - murmurou e eu suspirei.
Júlia: Me desculpa também! Só estou um pouco nervosa e por isso não quero ficar pensando em como está a minha vida agora. - ela assentiu sorrindo fraco. 
Felipe: Vamos mudar de assunto. Que tal a gente ir andar de teleférico depois do almoço? E aí Maluzinha, topa? - sorriu olhando para ela.
Malu: Xim! - exclamou com a boca cheia de pão e nós rimos. 
Sarah: Vocês sabem que eu não sou muito fã de alturas, mas vou fazer um esforço. - disse com uma careta. 
Júlia: Tô dentro também. Vamos ver se a mamãe e papai querem ir junto...
Marcela: Ir onde? - perguntou entrando na cozinha com algumas sacolas junto com a Rosinha.
Felipe: No teleférico, sogrinha.
Marcela: Agora? - colocou as compras na bancada e olhou pra gente.
Felipe: Não, depois do almoço.
Marcela: Ah, se é assim eu vou então.
Malu: Vovó! - chamou ainda tomando seu suco.
Marcela: Oi, minha princesa! - disse indo sorrindo até ela e enchendo-a de beijos.
Júlia: Vamos junto, Rosinha?
Rosa: Não me do bem com essas coisas no alto, minha filha. - riu e começou a tirar as coisas das sacolas. 
Sarah: Eu também não gosto, mas tô indo Rosinha. Vamos, vai...
Rosa: Tudo bem, eu vou!
Felipe: É isso aí, Rosa! A vida sem aventuras não é nada. - rimos.
Malu: Mamãe, quelo maisi pãozinho.
Júlia: Chega, amor! Daqui à pouco vamos almoçar.
Marcela: A vovó e a Rosinha vai começar a preparar agora mesmo.
Malu: Maisi eu não quelo papa, quelo pãozinho.
Júlia: Então não vamos sair mais, porque só quem almoçar vai poder sair e andar de teleférico.
Malu: Tá bom, vou amoçar!
Felipe: Chantagista! - disse rindo.
Júlia: Com ela tem que ser assim. - falei levantando da cadeira e pegando o copo vazio de suco da Malu para lavar. 
Malu: Quelo ver desenho, mamãe.
Júlia: Espera um pouco, tô ocupada!
Sarah: Vamos, a titia vai colocar para você. - disse tirando ela da cadeira.
Felipe: Também vou! Vamos ver o que, Dragon Ball Z?
Malu: Não, titio! É Macha e o Uso.
Felipe: Mas de novo?! - rimos. 
Malu: Xim!
Marcela: Fiquem por perto que daqui a pouco o almoço fica pronto, hein.
Sarah: Tá bom! - os três saíram e foram para a sala. 
Júlia: Vocês duas querem ajuda aqui?
Marcela: Não, minha filha! A gente da conta, mas preciso que você ligue para o seu pai e pergunte o porque dessa demora toda. - pediu sem parar de cortar algumas verduras.
Júlia: Tá! - peguei meu celular e disquei para o número dele que atendeu no segundo toque. - Bom dia, senhor Dennis!
Dennis: Oi! Bom dia, querida. Já acordou?!
Júlia: Faz é tempo! A Dona Marcela tá querendo saber que horas tu vai voltar pra casa...
Dennis: Já estou no caminho, avisa a ela aí.
Júlia: Tá falando no telefone enquanto dirige, pai?!
Dennis: Não, parei no acostamento só pra isso.
Júlia: Ah bem! - ri um pouco. - Vou deixar você voltar pra estrada, então.
Dennis: Daqui a pouco eu chego aí, beijo.
Júlia: Beijo! - desliguei e guardei o celular no bolso. - Ele já está no caminho, mãe!
Marcela: Tá bom! Pega uma tigela para mim, Rosa. - ela foi pegar.
Rosa: Aqui! - entrou para a minha mãe e ela agradeceu. 
Júlia: Vou subi pra ver algumas coisas do trabalho. Deixar tudo em dia já que vou faltar na segunda.
Marcela: Vai lá, quando o almoço estiver pronto te aviso. - assenti e saí da cozinha. 
Passei pela sala, vi que a Maria estava de boa assistindo seus desenhos com a Sarah e o Fe, subi as escadas e fui direto para o quarto. 

                                       (...)  

Domingo, Novembro de 2014

 O restante do sábado correu tranquilamente. Depois que o meu pai chegou e eu terminei com as coisas do trabalho, tivemos um almoço maravilhoso e com um clima super leve, sem tocar no assunto que estava trazendo tensão para nossa família. Um momento da calmaria em meio a tempestade. Logo depois do almoço fomos no bendito teleférico que o Felipe deu a idéia e o dia não poderia ter terminado de melhor forma com todos nós indo jantar em um restaurante super aconchegante no centro de Madrid. 
 Hoje, domingo, é o dia que eu e meu pai vamos pra Barcelona para a audiência que será amanhã de manhã. Resolvemos aproveitar que a Sarah e o Felipe voltam hoje pra lá e ir junto com eles. Vamos no final do dia e pretendemos voltar logo depois da reunião. 
Malu: Mamãe? - chamou acordando e eu a olhei. Ontem ela dormiu na minha cama mais uma vez. 
Júlia: Bom dia, minha princesa! - falei sorrindo. Já faz mais de meia hora que eu acordei, mas continuei deitada em meio aos pensamentos. 
Malu: Bom dia! - chegou mais perto de mim e deitou com a cabeça na minha barriga. - A xente vai no paquinho hoje?
Júlia: Não! Você lembra que a mamãe falou com você ontem que o vovô e eu vamos pra casa da titia Sarah hoje? - perguntei mexendo em seu cabelo.
Malu: Xim!
Júlia: Então, por isso não vai dar pra gente ir no parque hoje. Mas amanhã, quando eu chegar, nós podemos ir tá bom?
Malu: Tá! A xente vai tomar sovete tabem né?
Júlia: Vamos! - ri. - Mas só se o tempo não estiver muito frio, ok? - ela assentiu. - Você vai ficar com a vovó até a mamãe voltar da casa da titia, lembra?
Malu: Lembro! Eu vo domir com ela?
Júlia: Não sei, pergunta a ela depois. Se comporta, tá bom? Se fazer bagunça não vamos em nenhum parque amanhã.
Malu: Tá bom! Vou ficar quietinha, mamãe.
Júlia: Muito bem! - sorri.
Malu: Mamãe, o Xuninho não quer me ver maisi? - perguntou levantando a cabeça e me olhando.
Júlia: Por que você tá perguntando isso? - falei em um tom surpreso, porém já tendo uma noção de qual seria sua resposta.
Malu: Puque ele falava com eu toda hora no vídeo e agola não tá falando maisi. - disse cabisbaixa, causando uma dor no meu coração. Como eu já tinha dito, o Júnior liga todo dia para conversar com ela, mas desde o dia que chegou a intimação eu evitei todas as chamadas dele, e não foram poucas. Eu sábia que a Malu iria sentir falta e consequentemente iria acabar perguntando, mas meu lado orgulhoso e magoado falou mais alto. Eu sei que isso não faz bem para ela, que não tem nenhuma culpa no que está acontecendo. Porém também sei que se atende-se as ligações dele eu iria falar coisas que ele merece ouvir e meu pai me alertou que o melhor a fazer agora é ficar quieta na minha e deixar as conversas para o tribunal, para não prejudicar mais ainda minha situação.
Então eu preciso desse tempo para esperar a poeira abaixar e eu conseguir controlar meu desejo de dizer umas verdades para ele. 
Júlia: Claro que ele quer te ver, meu amor. Só porque vocês estão a um tempo sem se falar, não quer dizer que ele não gosta mais de você. - sorri fraco. - Tá bom?
Malu: Tá! Maisi vai demola muto pra xente se vê?
Júlia: Não, prometo! - suspirei. Vou ter que resolver logo essa questão da raiva pra ontem.
Malu: Oba! - sorriu. - Você dexa eu pegar a Nina pra ele ver?
Júlia: Deixo! - sorri e beijei sua testa. - Vamos se ajeitar pra tomar café.
Malu: Quelo comer aquele bolinho de cholate, mamãe. - pediu enquanto eu levantava da cama.
Júlia: Vamos ter que ir no Starbucks então, aqui em casa não tem. - ajudei ela a descer da cama.
Malu: Tá bom! - disse sorrindo.
Júlia: Vamos no seu quarto se arrumar. - falei já a levando pra lá e depois fomos direto no banheiro.
 Depois que terminei de dar banho, peguei sua toalha, sequei seu corpinho e fomos para o closet.
Malu: Quelo usar minha botinha peta, mamãe.
Júlia: Essa? - perguntei pegando.
Malu: Xim!
Júlia: E a roupa?
Malu: Voxê pode escolher!
Júlia: Ah, obrigada por essa gentileza. - ri. - Vai lá pra sua cama que eu vou pegar as coisas aqui e depois vou pra lá.
Malu: Tá bom! - ela foi e eu fiquei olhando seus looks e optei por um bem quentinho por causa do tempo frio. Antes de sair do closet também peguei fralda, talco, hidratante e as coisas de cabelo.
Júlia: Deita aqui! - apontei para a beira da sua cama, ela veio e eu comecei a colocar a fralda. 
Malu: Mamãe, puque eu não vou ir com voxê e o vovô pra casa da titia?
Júlia: Por que... - pensei em uma resposta sem tirar a atenção do que estava fazendo. - Por que nós não vamos demorar lá, vai ser rapidinho e antes de você sentir saudades já vamos estar de volta.
Malu: Aaaah...
Júlia: Mas a mamãe promete que vai levar você lá pra passar um final de semana inteiro, tá? - perguntei terminando de por a fralda e passando o hidratante pelo seu corpo. 
Malu: Tá bom!
Júlia: Mas vai ser legal aqui com a vovó e a Rosinha, você nem vai sentir falta de mim. - fiz bico. 
Malu: Vou xim, mamãe! - riu. 
Júlia: Vai mesmo? - terminei com o hidratante e comecei a vesti-la. 
Malu: Xim!
Júlia: Você me ama?
Malu: Amo!
Júlia: Quanto? - perguntei sorrindo.
Malu: Muto, muto, muto! - riu.
Júlia: E quem a mamãe ama muito também?
Malu: EU! - respondeu com intusiasmo e depois nós duas gargalhamos. 
Júlia: Acertou! - enchi seu pescoço de beijinhos, fazendo ela ri. 
Malu: Falta as botinhas agola, mamãe. - disse depois que já estava vestida, mas sem os sapatos. 
Júlia: Primeiro vamos pentear o cabelo, senta aqui na minha frente. - ela sentou e eu escovei seu cabelo, fazendo um rabo de cavalo meio bagunçado porque ela não parava quieta. Depois ajudei ela a por as botas, deixei ela sentada na cama enquanto guardava as coisas e quando terminei saímos do seu quarto. - Vamos no quarto da sua tia pra ver se ela ainda está dormindo. - caminhamos de mãos dadas até a porta dela, encostei o ouvido na mesma e ouvi a voz dela e do Fe lá dentro. - Vamos dar um susto na titia e no titio Fe? - perguntei sussurrando pra Malu.
Malu: Xim, vamo! - disse no mesmo tom que eu sorrindo.
Júlia: Vou abrir a porta devagar e depois a gente grita tá bom? - sorri.
Malu: Tá! - segurei na maçaneta, abrindo um pouquinho a porta e observei pelo pequeno espaço a Sarah e o Felipe sentados na cama conversando e mexendo no celular. Olhei para a Malu, contei até cinco nos dedos e logo depois abri totalmente a porta rapidamente. 
Júlia&Malu: AAAAAAHHHHH!! - gritamos juntas e a Sarah pulou de susto na cama enquanto o Fe só olhou pra gente.
Sarah: Que filhas da mãe! - disse colocando a mão no peito e eu e a Malu caímos na gargalhada. 
Felipe: Tal mãe, tal filha hein... - se juntou rindo a mim e a Malu. 
Sarah: Nossa, quase tive um infarto agora.
Júlia: Sua cara foi a melhor. - gargalhei.
Malu: Voxê tomo susto, titia. - disse ainda rindo.
Sarah: Tomei, sua pestinha. Não pode fazer isso com a titia!
Júlia: Pode sim, filha! Dá próxima a gente faz pior... - ri e a Sarah colocou dedo pra mim. - Olha a minha filha aqui hein...
Sarah: Não repete o que a titia fez, princesa. - riu e a Malu assentiu. - É que sua mãe me enche o saco. - botei língua pra ela.
Júlia: Felipe nem tomou susto, sem graça.
Felipe: É lógico! Sou esperto, ouvi uns sussurro atrás da porta. - riu. 
Sarah: Eu não escutei nada... Quero ver se eu e o Fe tivesse fazendo algo. - me olhou rindo. 
Júlia: Eca! - ri. - Por isso mesmo que escutei primeiro atrás da porta.
Felipe: Mas não ia adiantar nada, sua irmã é silenciosa...
Júlia: Que porco! - ele gargalhou enquanto a Sarah dava um tapa no seu braço. 
Sarah: Palhaço! - riu. 
Júlia: Depois dessa vamos até sair fora, né filha? - olhei para a Malu.
Malu: Xim!
Sarah: Já foram lá em baixo?
Julia: Ainda não! Vou lá agora deixar a Malu com quem estiver lá.
Sarah: Vocês vão aonde? Pra essa princesinha tá tão chique assim.
Malu: A xente vai toma café e come bolinho no tabuck, titia. - respondeu e eu ri.
Júlia: No Starbucks!
Malu: Isso! - a Sarah e o Fe riram. 
Felipe: O titio também quer ir junto.
Malu: Ele pode ir, mamãe? - perguntou me olhando.
Júlia: Huumm, deixa eu pensar... - cruzei os braços. 
Felipe: Vai cagar, Júlia. - rimos.
Sarah: Vamos todos nós então. Também quero comer aquele bolo maravilhoso. - disse levantando da cama. 
Felipe: Depois não reclama que está gorda.
Júlia: Ui! - gargalhei. 
Sarah: Vai cagar junto com a Júlia, garoto. - o Fe também gargalhou. - Você já está pronta, Júlia?
Julia: Óbvio que não né! - revirei os olhos. - Vou me arrumar depois de deixar a Malu lá embaixo.
Sarah: Tá, vou me ajeitar também então.
Júlia: Tá bom!
Felipe: Deixa que eu levo a Maluzinha lá pra baixo, Júlia. - falou colocando o celular no bolso.
Júlia: Aaah, que prestativo! - ri e apertei sua bochecha quando o mesmo chegou perto.
Felipe: Para, ou... Vamos, Maluzinha. - estendeu a mão pra ela.
Júlia: Daqui à pouco a mamãe desce, amor.
Malu: Tá!
Sarah: Pergunta aos seus sogros se eles querem ir também, Felipe.
Felipe: Tá! Andem rápido, hein.
Júlia: Tchau, Felipe! - dei um empurrãozinho em seu ombro e ele riu saindo de mãos dadas com a Maria.
Sarah: Tudo pronto para ir pra Barcelona junto com a gente?
Júlia: Sim! Porém não quero falar disso agora porque já estou fazendo um grande esforço pra não começar a ficar nervosa desde agora, então, bye. - dei um tchauzinho já saindo do seu quarto e a escutei suspirando. 

                                     (...)  

Sarah: Quando começa suas férias, Júlia? - perguntou enquanto a gente tomava café em uma mesa externa do Starbucks. A Dona Marcela e senhor Dennis não quiseram vir, pois já tinham tomado café, então só veio eu com a Malu, a Sarah com o Fe e a Jés, que eu liguei no meio do caminho e ela disse que também queria vir. 
Júlia: No começo do mês que vem, por volta do dia cinco. - respondi ajudando a Maria que estava se lambuzando com o tal bolo que tanto queria. - Calma, minha filha. É só com a boca que se come!
Felipe: Isso que eu chamo de comer com gosto. - rimos. 
Jéssica: Tá gostoso, Maluzinha? - perguntou sorrindo e a Malu só assentiu com a boca cheia. 
Sarah: Não consegue nem falar. - riu. - Você entra de férias junto com a Júlia, Jés?
Jéssica: Esse vou entrar mais tarde, infelizmente. - disse fazendo bico.
Júlia: Vai entrar dia 23? - ela assentiu. - O Dan também.
Jéssica: Tô sabendo! Estamos marcando de pegar o mesmo voou para o Brasil, no dia 23 mesmo.
Sarah: Muito perto do Natal essa data.
Jéssica: É né, mas fazer o que! - encolheu os ombros.
Júlia: A de vocês é quando? - perguntei para a Sarah e o Felipe.
Felipe: No começo do mês, graças ao Mano lá de cima. - riu.
Sarah: Meus projetos terminam no começo de Dezembro também. Então depois disso, férias! - disse entusiasmada. - Você vai para o Brasil assim que ficar de férias?
Júlia: Não sei... - tomei um gole do meu café. - Vai depender das audiências que estão por vir.
Jéssica: Acho que eles vão agilizar o máximo pra antes das datas comemorativas.
Felipe: Com certeza! Todo ano os tribunais fazem isso, tem recesso na jogada.
Júlia: Vamos esperar pra ver né... - suspirei. - Só de pensar me dar uma dor de cabeça.
Sarah: Ter que passar por isso logo em uma época de felicidade e festejo não é fácil.
Júlia: As vezes me pego perguntando se o que eu fiz foi tão ruim assim pra merecer tudo isso. - suspirei, mas uma vez.
Jéssica: Claro que não, amiga. Qualquer mãe que fosse ameaçada do jeito que você foi teria quase a mesma atitude. Ademais, você era muito jovem na época para pensar em ter uma possível atitude correta.
Sarah: Todo mundo lá em casa já está cansado de tentar fazer ela entender isso. O idiota lá que cresceu, mas não parece, que devia colocar a cabeça pra pensar e pelo menos cogitar que o que a Júlia disse pra ele pode ser verdade. Pelo amor de Deus, a Júlia não iria ganhar nada inventando coisas sobre uma pessoa que nunca conheceu. - disse tentando manter um tom calmo.
Felipe: Esse jogador era tão otário assim quando vocês conheceram ele?
Júlia: O pior é que não.
Sarah: Tô com tanta raiva dele e daquele ser desprezível...
Jéssica: Um dia ele irá abrir os olhos!
Júlia: É, mas até lá talvez ele e o pai consigam o que quer de mim. - respondi e meu corpo estremeceu só de pensar nessa hipótese. 
Sarah: Vira essa boca pra lá, Júlia. Vamos ganhar essa batalha!
Júlia: Espero que sim, mas está difícil manter o otimismo. - puxei a Malu pra mais perto de mim no banco e enrolei um dos meus braços na sua cintura. - Então... Já pensaram onde vão passar o ano novo? - perguntei mudando de assunto, eles pegaram a deixa e continuamos a conversar sobre isso. No meio da conversa resolvi postar uma foto, que eu tinha tirado mais cedo da Malu, no insta dela.  



SanchezMalu: Eu e o bolinho que eu amo. ♡

sophia_medeiros: Mini brogueirinha mais linda da família.
medeirosluara: Saudades de você, princesa.
sanchezdennis: Vovô ama muito! Vem pra casa logo.
márcia.medeiros: Nossa menininha cresceu tanto. Deus abençoe!
victor_sanchez: Me dá um pedaço desse bolo, pestinha.
sanchezmalu: Que bisa muito digital que eu tenho hahaha @Márcia.Medeiros 
sanchezmalu: Não! @Victor_sanchez 

 Júlia: A vó Márcia toda digital no insta, comentou aqui na foto da Malu. - ri.
Sarah: Eu vi, comentou em uma minha também.
Felipe: Pra quem fez e só sábia olhar as fotos, ela tá manjando bem hein... - rimos. 
Jéssica: Dona Márcia é de mais!
Júlia: O Victor tá namorando ainda? - perguntei saindo do insta da Malu. 
Sarah: Victor nosso primo? - assenti. - Nem sei...
Felipe: Eu acho que não, por que duas semanas atrás ele postou uma foto dizendo que estava solteiro na pista.
Sarah: Continua sendo galinha! - rimos e eu guardei o celular e continuei a conversar com eles. 


Neymar Jr. On

Gil: E aí, Júninho, tá ansioso pra amanhã? - perguntou me olhando enquanto eu guardava o celular depois de ver se a Júlia estava on line no Whats. Ela não estava! E nem visualizou todas as mensagens que eu enviei de sexta até ontem à noite! Eu sei porque ela está me ignorando, não sou bobo. Já imaginava que depois que ela recebe-se a intimação para a audiência não iria querer falar comigo. Mas eu também imaginei que ela não iria se deixar levar por isso pensando na Malu. Me enganei e agora estou a dois dias sem ver e falar com a minha filha. Pra muitos pode parecer que dois dias não é nada, mas para mim, que levei três anos para descobrir que tinha uma filha, esses dois dias é muito. 
Júnior: Um pouco, mas o que está me deixando ansioso agora é se a Júlia irá me deixar ver a Malu no meio disso tudo. - suspirei. Eu, Gil, Jota e o João estamos na sala e já faz uns trinta minutos que terminamos de se exercitar. 
João: Ela deve está com muita raiva de você.
Jota: Com certeza!
Júnior: O engraçado é que o único que deveria estar sou eu.
Gil: Claro que não, Júninho! Não tô querendo defender o que ela fez, mas ela tá vivendo com a possibilidade de perder a filha. Não é fácil!
Júnior: Não é fácil para mim que perdi grande parte da vida da minha filha, Cebola. - respondi sério.
Jota: Cadê o Cabeça?
Júnior: Foi conversar com o advogado sobre a audiência de amanhã.
João: Ele vai?
Júnior: Vai, mas o advogado disse que ele não poderá entrar na sala.
Gil: Não era melhor ele esperar aqui então?
Júnior: Vocês sabem como ele é né?!
Jota: Tamo ligado! - riu.
Gil: Tá parecendo que o neymarzão é o pai e não você. - riu.
João: Tá mais preocupado que o Nj.
Júnior: Ele só tá querendo resolver tudo antes de algo cair na imprensa. - respondi. O meu pai, desde o dia que eu tomei a decisão de querer a guarda da Malu, se focou totalmente nesse assunto. Perdi as contas de quantas vezes ele convocou reunião com o advogado. Já minha mãe preferiu ficar meio distante dessa história e só fica observando tudo de longe. Tenho que tirar um momento para conversar com ela, mas ainda não tive a chance. - Aí, vou lá falar com a mamusca. - eles assentiram e eu levantei do sofá e fui para a cozinha, onde a minha mãe está junto com a Mah.
Nadine: Oi, meu filho! - disse sorrindo quando me viu entrando. 
Júnior: Esse rango saí ou não? - cheguei perto da Mah e roubei um pedaço da maçã que ela estava cortando.
Mah: Não começa, Júninho. - deu um tapa na minha mão e eu fui para perto da minha mãe rindo. 
Nadine: Saí daqui a pouco, Neymar Jr.
Júnior: Aí sim, já estou com fome.
Mah: Agora conte uma novidade. - nós três rimos. 
Nadine: Magro de ruim esse menino.
Júnior: Ruim não, mamãe. Ralo todo dia pra ter esse tanquinho. - passei a mão pela barriga e elas riram. - Você tá muito ocupada aqui?
Nadine: Não muito! Por que?
Júnior: Quero conversar contigo.
Nadine: Tudo bem! Dá conta aqui, Mah? - perguntou lavando as mãos e depois secando. 
Mah: Pode deixar comigo, termino tudo aqui.
Nadine: Obrigada! Vamos, Júninho... - fomos para a área externa e sentamos nas espreguiçadeiras de frente um para o outro. - O que houve?
Júnior: É que eu senti que você ficou um pouco estranha e distante desde o dia que eu decidi que queria a guarda total da Maria Luíza.
Nadine: Aí, filho... - me olhou. - Eu não queria agir desse jeito, mas é inevitável.
Júnior: Por que?
Nadine: Porque eu não sei se o que você está fazendo é o certo. - suspirou. - Nenhuma mãe merece ser ameaçada de perder seus filhos. Sei disso porque sou mãe e não viveria se acontecesse algo com o você, o Jota e a Rafaella. Então eu me sinto estranha por fazer parte disso com você e seu pai.
Júnior: Mãe, mas ela escondeu minha filha de mim. - exclamei um pouco indignado.
Nadine: Eu sei, querido! Não estou justificando o que ela fez, mas pode ser a pior pessoa do mundo e mesmo assim não merecia passar por isso. Filhos são sagrados na nossa vida, você é pai e sabe disso.
Júnior: É por saber disso que eu estou fazendo tudo isso. Ela não pensou assim quando decidiu não me dizer que estava grávida.
Nadine: E é realmente o certo devolver com a mesma moeda? Você está fazendo isso por vingança ou por querer realmente ficar perto da sua filha? - perguntou séria e eu só consegui ficar quieto pensando no que acabei de ouvir. - Pense nisso, tá bom? - assenti. - Apesar de tudo, estou do seu lado. É você que escolhe o que quer fazer, então se você acha que esse é o melhor caminho tudo bem.
Júnior: Te amo!
Nadine: Eu também, meu amor! - sorriu e eu abracei ela super apertado. Ficamos em silêncio só curtindo o momento até o meu celular tocar no meu bolso.
Júnior: Droga! - terminei o abraço, peguei o celular e vi que era a Bruna. Droga 2! Nesses dias que passaram eu consegui me resolver com ela, mas mesmo assim as vezes não tenho paciência pra falar com ela. Tipo agora! - É a Bruna! - falei com uma careta e a minha mãe riu.
Nadine: Não entendo esse relacionamento de vocês. - negou com a cabeça. - Vou deixar vocês conversarem. - levantou, beijou meu rosto, voltou para a cozinha e eu atendi a ligação.
Júnior: Oi!
Bruna: Oi, amor! Tá fazendo o que?
Júnior: Nada!
Bruna: Nada?! Onde você tá?
Júnior: Em casa, Bruna! - revirei os olhos.
Bruna: Ah tá! Então, quando você vai vir para o Brasil?
Júnior: Ainda não sei, minhas férias começam depois do último jogo, dia 12.
Bruna: Então você vai vir dia 13 né?! - perguntou já afirmando. 
Júnior: Não, já disse que não sei. - suspirei. 
Bruna: Como assim não sabe? Você vem sempre um dia depois que começa às férias.
Junior: Mas dessa vez não sei se vai dar, preciso resolver algumas coisas aqui ainda.
Bruna: Humm... Coisas! - ficou quieta.
Júnior: Então, por que tá perguntando? - mudei de assunto logo antes dela começar a me estressar com mais perguntas.
Bruna: Fui convidada para um evento aqui no Rio e quero que você me acompanhe.
Júnior: Quando é?
Bruna: Dia 20 de Dezembro. Depois podemos voltar juntos para São Paulo, já que vou passar o Natal na sua casa esse ano.
Júnior: Tá, mas não sei se vai dar tempo de eu ir...
Bruna: Aí, Júnior... Faz um esforço aí, por favor.
Júnior: Ok, Bruna! Vou tentar, mas não prometo. - suspirei.
Bruna: Melhor do que nada né... - disse com um tom de desdém. 
Júnior: Preciso desligar agora, vou almoçar.
Bruna: Tá bom! Tchau, te amo!
Júnior: Também, tchau. - desliguei e guardei o celular no bolso de novo. Ainda fiquei um pouco sozinho e em silêncio, mas depois entrei e encontrei o Davi junto com a minha mãe e a Mah na cozinha. - Ei, filhão!
Davi: Pai! - correu até mim e eu peguei ele no colo.
Júnior: Quem te trouxe?
Davi: A mamãe, mas ela já foi embola.
Nadine: Falei pra ela ficar para o almoço, mas não quis.
Mah: Sabe como a Carol é né, faz de tudo pra não incomodar. - riu.
Júnior: Já falei pra ela parar com essa bobeira, né filho?! - fiz cócegas em sua barriga. 
Davi: Sim! - disse rindo. - Papai, vamo tomar banho de picina?
Nadine: Nem pensar! Já estou pondo a mesa do almoço.
Júnior: Iiih, a vovó acabou com a graça. - o Davi fez bico e eu, minha mãe e a Mah rimos. - Depois do almoço a gente vai, tá bom?
Davi: Tá! - sorriu.
Nadine: Alguém vai chamar os meninos lá na sala.
Júnior: Vai lá, moleque. Chama os seus tios. - coloquei ele de volta no chão e o mesmo foi correndo pra sala. - Não vai esperar o Cabeça?
Nadine: Não precisa! Ele ligou e disse que vai almoçar lá no escritório mesmo e que volta pra casa mais tarde.
Júnior: Ata! - o Davi voltou com os meninos e todos nós começamos a nos servir.

                                       (...)

Neymar pai: Júninho, tá caminhando tudo certo pra gente. Essa batalha a gente leva fácil, fácil. - disse chegando todo empolgado na área externa, onde eu, o Davi, os meninos e a minha mãe estamos desde quando terminamos de almoçar. Já são quatro e pouca da tarde.
Nadine: Isso não é hora de falar disso, Neymar. - falou sem levantar da espreguiçadeira. 
Davi: Vovô! Tô tomando banho. - gritou de dentro da piscina, onde estava junto comigo e os moleques. 
Neymar pai: Tô vendo, molecote! O vô vai entrar também, pode? - riu.
Gil: Fala que não, Davizão.
Davi: Pala, titio. Vem, vovô! - disse batento na água e nós rimos.
Neymar pai: Se ferrou, Gilmar! O vô vai trocar de roupa, tá bom? - o Davi assentiu. - Depois vamos conversar com calma, Júnior! - disse entrando e eu concordei. 

Neymar Jr. Off

Júlia: Escuta a vovó e respeita ela, ouviu Maria Luíza?
Malu: Ovi, mamãe! - disse segurando minha bochecha, já que estava no meu colo. Meu pai e eu estamos indo agora para Barcelona junto com a Sarah e o Felipe. 
Júlia: A mamãe vou amanhã, tá bom? - ela assentiu e eu beijei seu rosto e a coloquei no chão. 
Dennis: Tchau princesa do vô! - se abaixou e beijou a testa dela.
Malu: Tchau, vovô! Tas presente pra eu. - ri e ele, minha mãe, Sarah e Felipe acompanhou.
Dennis: Trago sim, pode deixar.
Marcela: Me ligam quando chegarem lá e vão com Deus. Vai dar tudo certo! - se despediu da gente, a Sarah e o Fe falaram com a Malu e depois saímos de casa. A minha mãe e a Malu ficaram na entrada. 
Dennis: Não precisa colocar nada no porta mala não né? - me perguntou enquanto destravava o carro. 
Júlia: Não! A mala é pequena, então dá pra ir no banco de trás. - falei fazendo justamente isso. 
Felipe: Nos encontramos lá então? - disse do carro dele e da Sarah. Vamos em carros dferentes, pois eles vieram com o deles e amanhã meu pai e eu precisamos de um para voltar.
Dennis: Sim! Vão com cuidado e até já. - entrou no banco do motorista e eu no passageiro.
Malu: Tchau, mamãe. Te amo...
Júlia: Amo vocês. Tchau! - mandei beijo pra ela e minha mãe, meu pai arrancou com o carro e o Fe veio pra trás.    
    
   















  











  

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Capítulo 12 - "Já sei o que vou fazer, pai."

Terça - Feira, Novembro de 2014

Neymar Jr. ON

Malu: ... o vovô me levou pra compar um bebê que fala e a vovó fez lopinha pra ela. O nome dela é nina e eu deixei ela domindo na caminha dela no quato de binquedos. - disse respondendo a minha pergunta sobre o seu brinquedo favorito. 
Júnior: Que legal... - falei meio perdido e escutei a Júlia rir baixinho enquanto guardava a bandeja vazia dos sanduíche que a gente comeu. Quando fiz essa pergunta pra Malu pensei que a resposta seria só um simples "meu brinquedo favorito é uma boneca" e não estava pronto para ouvir a história toda sobre a boneca. Por que ganhou, como ela é, quem comprou, quantas roupas tem, como gosta de dormir, nome e etc. Acho que ter uma menina como filha não é a mesma coisa do que ter um menino, como eu pensava. Meu celular começou a tocar, peguei o mesmo no bolso e vi que era a Bruna. Até cogitei não atender, porém sei que se eu fizer isso ela irá ficar insistindo. 
Júnior: Oi!
Bruna: Oi? Só isso que você fala depois de ter ficado desde sábado sem me ligar? - já estava esperando por isso desde ontem quando estava a caminho de Madri, onde foi a primeira vez que lembrei dela desde sábado. Sábia que ela estaria uma fera, por isso não liguei quando lembrei. E porque não estava com a mínima paciência de lidar com a Bruna nesse momento, aliás, ainda não estou. 
Júnior: Não posso falar com você agora, Bruna. - suspirei olhando de relance para a Júlia que estava brincando com a Malu, mas tinha um sembrante sério no rosto.
Bruna: Não pode?! Já te avisei que não sou essas mulheres que ficam à disposição de homem, Neymar Jr. Você só liga para o que tu quer, e eu? E o que eu quero?
Júnior: Eu disse que não posso, não tem nada a ver com querer. - falei uma meia mentira.
Bruna: E não pode por quê? O que você tá fazendo?
Júnior: Bruna eu...
Malu: Olha mamãe, os passalinhos. - gritou me enterronpendo, apontando para alguns pombos que estavam no gramado a poucos passos da gente e a Júlia olhou. - Vamo bincar com eles... - levantou e puxou a mão da Júlia que levantou também. - Vem tabem, Xúninho! - pediu soltando a mão da Júlia e veio puxar minha.
Bruna: Júnior! Quem tá falando aí? - perguntou chamando minha atenção de volta pra ela.
Júnior: Preciso desligar, Bruna. Mais tarde te ligo, beijo! - desliguei e guardei o celular no bolso enquanto levantava e ia junto com a Malu e a Júlia até os pombos. 

                                     (...)

Voltamos para o nosso lugar quando a Malu cansou de correr atrás dos pombos, o que levou quase uma hora pra acontecer. 
Júlia: Quer iogurte, Malu?
Malu: Quelo! - respondeu e a Júlia pegou dentro da cesta junto com uma colher. - O Xúninho vai me dá na boca, mamãe.
Júlia: Tudo bem! - riu e me entregou. Tirei a tampa e comecei a dar pra Malu.
Júnior: Então, Princesa... Você sabia que agora ganhou mais dois avós? - toquei no assunto que queria falar desde cedo quando ela disse sobre os pais da Júlia, mas a ligação da Bruna interrompeu.
Malu: Poque? - perguntou com uma expressão confusa.
Júnior: Porque eles são meus pais e isso faz com que eles sejam avós seu e o Davi, igual os pais da sua mãe são seus.
Malu: Ummm... - disse pensativa. - Então, eu agola tenho um monte de vovó e vovô?
Júnior: Um monte não, só quatro! - ri. 
Malu: É verdade, mamãe? - olhamos para a Júlia que parecia tensa enquanto comia uma maçã e ouvia nossa conversa.
Júlia: É sim, amor! Não é legal?! - sorriu fraco.
Malu: É! Qual é o nome deles? Eles moram a onde? Vão ver eu igual voxê veio?
Júnior: Calma! - ri vendo sua euforia. - Sua vovó se chama Nadine e seu vovô Neymar. Eles moram no mesmo lugar que eu e estão muito ansiosos para te conhecer também. Tenho certeza que vão adorar, assim como eu. - expliquei e ela assentiu sorrindo. Ouvi um celular que não era o meu tocando, olhei para a Júlia e percebi que era o dela e a mesma já estava atendendo. 
Júlia: Oi, bonitão... - disse sorrindo e eu continuei dando o iogurte pra Malu e fingindo que não estava ouvindo sua conversa com o tal "Bonitão". - Não, tô aqui no Parque del Retiro... E aí, como foi?... Muito grave?... Sim, sei... Tá bom, passa lá em casa ou deixa com a Jéssica que ela vai pra lá hoje... Para, Daniel... - gargalhou. 
Malu: Mamãe, é o titio Dani? - perguntou depois que engoliu o iogurte.
Júlia: É, amor!
Malu: Deixa eu fala com ele um poquinho?
Júlia: A Malu quer falar contigo, Dan... - entregou o celular para a Malu. 
Malu: Oi, titio!... - disse sorrindo. - Não, eu tô no piquenique... Tô... A mamãe falou outo dia que voxê vai me dar outo usinho... Tá bom, tchau. - entregou o celular de volta para Júlia que continuou falando com o cara, porém dessa vez não prestei atenção. Esse momento me mostrou algo que eu só imaginava até agora. Tornou real minhas angústias sobre o quanto perdi da vida da minha filha. Tantas pessoas próximas a Júlia e a família dela conhecem a Malu e eu, que sou o pai, só estou conhecendo agora. Quantos namorados a Júlia já apresentou pra minha filha? Será que teve algum em que pensou que seria o pai dela? Não é justo eu não ser uma das primeiras pessoas que minha filha conheceu nos seus primeiros momentos de vida. 
Júlia: Júnior?... - me tirou dos pensamentos. - Tá tudo bem?
Júnior: Por que não estaria? - perguntei um pouco grosso e seu sembrante de preocupação sumiu.
Júlia: Desculpa! Só perguntei porque a Malu estava falando com você e você parecia estar desligado. - respondeu séria. 
Júnior: Estou bem! - respirei fundo tentando fazer com que a raiva da Júlia, por causa disso tudo, não reaparece-se agora. Estou aqui para conhecer a minha filha, não posso estragar isso por causa de algo que a mãe dela fez. 
Malu: Xúninho, outo dia voxê vai bincar de boneca comigo?
Júnior: Lógico que sim, princesa! - ri. - Vamos brincar de tudo que você quiser.
Malu: Oba! - bateu palmas sorrindo. É pra isso que estou aqui, para presenciar e compensar todos os sorrisos perdidos. 
Passei o restante da manhã conversando com ela sobre tudo. De assuntos aleatórios à assuntos sobre ela e sobre mim. Tentei ignorar o máximo possível a Júlia nesse tempo, para não fazer meus sentimentos ruins voltarem, e foi fácil porque a mesma fez questão de deixar o momento só nosso. A hora do almoço chegou voando e com isso a hora de se despedir também, pois tenho que voltar para Barcelona e descansar para o treino amanhã. 
Júnior: Princesa, tenho que ir embora agora.
Malu: Ah, masi poque Xúninho? - perguntou fazendo biquinho no final. Eu posso facilmente me acostumar com isso.
Júnior: Por que preciso descansar pra trabalhar amanhã. Mas não fica triste que rapidinho vou vir te visitar de novo, tá bom?
Malu: Tá!
Júnior: Vem aqui me dar um abraço então. - abri os braços sorrindo, ela se levantou e literalmente se jogou nos meu braços. Não entendo como posso ter uma sensação de que esse abraço era o que faltava em mim a vida inteira, sendo que só soube de sua existência agora. - Gostei bastante do nosso piquenique, ouviu?
Malu: Eu tabem, muito e muito! - disse sorrindo e eu me levantei da grama.
Júnior: Tchau, Júlia! Entro em contato com você pelo facetime pra falar com ela, ok? - perguntei olhando para ela que estava observando minha despedida da Malu.
Júlia: Tudo bem! - engoliu. - Tchau, Júnior.
Júnior: Te amo! - falei para a Malu enquanto me curvava e beijava sua testa. Logo depois disso fui para o estacionamento, onde o Big estava me esperando, e voltamos para Barcelona.

                                   (...)

Neymar pai: Oi, Júninho! Como foi lá com a menina? - perguntou assim que entrei no seu escritório, o primeiro lugar que eu fui quando cheguei em casa. 
Júnior: Oi, foi tudo bem! - respondi enquanto nos abraçamos. - Já sei o que vou fazer, pai.

Neymar Jr. OFF

Marcela: Me conta direito como foi lá. - pediu sentando ao meu lado no sofá. Já é fim de tarde e ela acabou de chegar do trabalho, me encontrando junto com a Malu na sala assistindo desenhos. Quer dizer, a Malu estava assistindo porque minha mente não conseguia focar em algo sem ser em tudo que aconteceu hoje de manhã. O jeito em que o Júnior e a Malu se deram bem de cara. A cumplicidade que existiu nas conversas. As reações do Júnior com cada novidade descoberta sobre a Malu. O modo como ele ligou com as situações. Esse primeiro encontro oficial entre eles não poderia ser melhor do que isso. Porém, o modo como terminou não foi esperado por mim. Foi como se tivesse dois Júnior presente. Um que estava nervoso no começo, mas que logo se soltou e transbordou gentileza e alegria. Esse foi o Júnior que eu conheci anos atrás. Logo depois esse Júnior deu lugar a outro que apesar de demostrar felicidade por fora enquanto conversava com a Malu, por trás aparentava estar sério e com mal humorado. Não sei o que fez com que ele muda-se assim, de uma hora pra outra. Depois que ele foi embora ainda fiquei um tempo tentando entender, mas depois deixei de lado e voltei para casa com a Malu, onde tivemos um almoço maravilhoso que a Rosa preparou. Nem preciso dizer que a Malu passou o tempo todo falando sobre o Júnior, né?! Só parou quando coloquei um de seus desenhos e sua atenção ficou somente nisso. 
Júlia: Aí mãe, graças a Deus foi melhor do que eu pensei que seria. - suspirei. Depois do almoço eu liguei para ela, meu pai e a Sarah e contei por alto como foi. - A Malu adorou o Júnior de cara.
Marcela: Eu percebi pela euforia que ela demonstrou quando abri a porta. - rimos olhando pra Malu que estava com os olhos focados na Marcha e o Urso. Nem parece que minutos antes estava contando sobre o Júnior para a vovó toda empolgada. - O Júnior disse como vai ficar as coisas?
Júlia: Não! Apenas disse para a Malu que iria vir ve-la de novo e me disse que iria ligar pelo facetime pra falar com ela. Ele chegou de um jeito e saiu tão estranho, mãe.
Marcela: Estranho como?
Júlia: Não sei! Em um momento o Daniel me ligou pra dizer que tinha atendido um paciente meu na emergência e que iria me mandar o prontuário para analisar. A Malu falou com ele um pouco e logo depois que eu desliguei percebi que o Júnior estava distraído. Perguntei se ele estava bem e ele me respondeu um pouco na grosseria, pela primeira vez desde quando chegou. Depois disse ele continuou conversando com a Malu, mas eu percebi que ele tinha mudado.
Marcela: Vai ver foi só coisa do momento, Júlia.
Júlia: É, pode ser. - respondi meio desacreditada. 
Marcela: E sobre aquele homem? O Júnior falou algo sobre?
Júlia: Não! Mas disse para a Malu que agora ela tem mais uma vovó e vovô. - contei lembrando do desprezo que senti quando o Júnior falou o nome daquele ser. - A parte da vovó eu não ligo, porque pelo o que o Júnior demonstrou quando o conheci a mãe dele é uma boa pessoa, mas a parte do vovô não é fácil de aceitar. Só de pensar que minha filha terá que conviver com ele me bate um desespero e vontade de fugir com ela...
Marcela: Infelizmente não podemos decidir isso. Só quem pode é o Júnior, se abrir os olhos e ver o tipo de homem que é o pai dele.
Júlia: É, mas não sei se isso acontecerá algum dia... - suspirei. 
Marcela: Deus queira que sim. - disse levantando do sofá e pegando sua bolsa. - Vou subir pra guardar essas coisas e me refrescar.
Júlia: Tá! Ah, a Jéssica tá vindo pra cá.
Marcela: Fazer o que?
Júlia: E desde quando precisa de algo para a Jéssica vir aqui?
Marcela: É verdade! - rimos e a campainha tocou.
Júlia: Olha ela aí... - levantei do sofá.
Marcela: Já tô voltando! - subiu e eu fui abrir a porta.
Jéssica: Hey, cheguei pra te agraciar com a minha beleza. - disse sorrindo. 
Júlia: Menos, queria! Beleza aqui só a minha. - rimos, nos abraçamos e logo depois fomos para a sala.
Jéssica: Princesinha da titia!
Malu: Titia Jés! - desceu do sofá e foi até a Jéssica que a pegou no colo. - Tô vendo Macha e o Uso, olha... - apontou para a tv. 
Jéssica: Tô vendo, meu amor! A titia vai conversar com a sua mãe e depois vai ver junto com você, tá bom?
Malu: Tá! - respondeu e voltou para o sofá assim que a Jéssica a colocou no chão de novo. 
Júlia: Filha, a mamãe vai subir com a Jéssica para o quarto, mas não vamos demorar muito, ouviu? Fica vendo seu desenho, qualquer coisa a Rosinha tá na cozinha.
Malu: Tá bom, mamãe! - disse sem tirar os olhos do desenho e eu fui para o meu quarto com a Jés. 
Jéssica: O Daniel me deu um prontuário pra te entregar. - disse se jogando na minha cama.
Júlia: É, ele me ligou e disse que ia dar a você. Cadê?
Jéssica: Tá na minha bolsa, pega aí. - apontou sem fazer o mínimo esforço pra pegar.
Júlia: Folgada! - falei abrindo sua bolsa e pegando.
Jéssica: É de quem isso?
Júlia: De um paciente meu que o Dani atendeu na emergência hoje. - sentei ao lado dela na cama e passei os olhos por cima pelo prontuário. - É de um deslocamento muscular.
Jéssica: Lá se foi todo o progresso.
Júlia: Exatamente! - suspirei e coloquei o prontuário na mesinha de cabeceira da cama para dar um analisada melhor mais tarde. - Como tava o hospital hoje?
Jéssica: Mais tranquilo que ontem, com a graça de Jesus!
Júlia: Amanhã vou estar lascada! Vou ter que atender os pacientes de hoje e de amanhã. - suspirei. - O dia vai ser longo.
Jéssica: Boa sorte, anja! Vou está de boa em casa, colocando o sono em dia. - rimos. 
Júlia: Cadela sortuda!
Jéssica: Sou, sim. - soltou beijo pra mim. - Me conta como foi com o pai da Malu.
Júlia: Correu tudo bem... - contei para ela. - Teve uma hora que a atriz ligou pra ele, acredita?
Jéssica: Mentira?! Ele falou com ela?
Júlia: Um pouco, mas falou! Ela parecia estar brava e ele fez de tudo para desligar logo dizendo que não podia falar no momento.
Jéssica: Ela tem muita cara de ser chata! - rimos.
Júlia: Talvez só aparenta ser mesmo.
Marcela: Oi, oi! - disse aparecendo na porta do meu quarto.
Jéssica: Oi, meu amor! Como vai? - sorriu.
Marcela: Bem! E você, como vai no trabalho?
Jéssica: Fora a correria, esta indo tudo bem também. Tô querendo dar uma passada lá na loja, hein tia. Renovar meu quarda-roupa para o fim do ano e tals... - rimos. 
Marcela: Pode passar mesmo. Chegou a última coleção desse ano e só tem peças bonitas.
Júlia: Como assim só tô sabendo disso agora, dona Marcela? - ela e a Jés riram. 
Marcela: Com tudo isso que está acontecendo, esqueci de te avisar, minha filha.
Jéssica: Vamos ver um dia pra gente passar lá, Júlia. - concordei.
Marcela: Vai ser ótimo porque tô precisando mesmo de modelos para fotografar com as peças e postar nas redes sociais da loja. - riu.
Júlia: Podemos ir lá na quinta depois do trabalho. Amanhã a Jés está de folga, mas não vai dar pra mim porque sei que o dia vai ser cheio e não vou ter hora pra chegar em casa.
Marcela: Espero vocês na quarta então. Vou descer! A Rosa fez um bolo divino e vou ir comer antes do ogro do seu pai chegar. - rimos.
Jéssica: Opa! Disse bolo, é comigo mesmo. - levantou da cama e saiu junto com a minha mãe. Fiquei mexendo no celular e resolvi postar uma foto que eu tinha tirado mais cedo no Parque.



SanchezJú: Look for peace in the nature! ♡


É lógico que não fiquei para ver os comentários e fui no rastro da minha mãe e a Jéssica, porque não ia ficar de fora né. 


Sexta, Novembro de 2014

 O restante da semana passou voando e com todos os dias sendo muita correria no hospital. Porém, eu sobrevivi! Apesar dos dias cheios, eu a Jéssica conseguimos passar na loja da minha mãe ontem e nos apaixonamos por todo a coleção de fim de ano. Fotografamos para a minha mãe e depois fizemos a festa. 
Nos meus tempo em casa a Malu só falava do pai, que ligou todo dia pelo facetime e os dois passavam um bom tempo conversando. Apesar de ligar para mim, o Júnior restringiu as conversas somente entre ele e a Malu, fazendo o possível para falar apenas o básico comigo. Entendi o lado dele e sei que se a história fosse ao contrário eu também estaria assim, porém essas atitudes junto com a falta de uma conclusão sobre como será as coisas daqui pra frente tem me causado um péssimo pressentimento. Pode ser só algo da minha cabeça, como a minha mãe vive me dizendo, mas eu não consigo parar de pensar nisso. 
Sarah: Ei, vamos no cinema mais tarde? A mamãe e o papai disseram que também vão. - falou entrando no quarto da Malu, onde eu estava organizando o closet dela e tirando algumas roupas que já estavam pequenas para ela. No momento é finalzinho de tarde e quando subi para cá tinha deixado meus pais, a Malu e a Sarah com o Felipe, que vieram passar o fim de semana aqui em casa, na sala. 
Júlia: Que horas? - perguntei continuando a olhar as roupas.
Sarah: Sei lá, umas sete horas. Depois a gente vai jantar em algum restaurante. 
Júlia: Sabe quais filmes está em cartaz? Porque se for pra ver um desses filmes horríveis que sempre está, eu nem vou. 
Sarah: Para de ser chata, garota! - bufou e começou a me ajudar dobrando algumas roupas. - Tem um filme de comédia brasileiro, eu acho.
Júlia: Ah bom! - continuamos a conversar sobre outros assuntos, terminamos de organizar tudo e descemos para a sala. - Tem algumas roupas da Malu lá no quarto dela para você colocar pra doação, dona Marcela. 
Marcela: Tá bom! Depois vou tirar algumas minhas também. 
Malu: Mamãe, eu não quelo dar as minhas loupas. - disse fazendo bico.
Júlia: Já te disse que você não tem querer, Maria! - respondi sério e sentei no sofá do lado do meu pai. 
Malu: Masi eu não quelo! - fez cara de choro.
Júlia: Vem aqui! - apontei para o espaço vago do sofá ao meu lado e ela sentou toda emburrada. - Me escuta, você não precisa mais daquelas roupas porque tem muitas outras. Mas tem gente que não têm quase nenhuma e por isso precisamos dar para elas. 
Malu: Masi poque elas não tem tabem? 
Júlia: Porque elas não tem como comprar. Aí quando a gente dar, elas ficam muito feliz com isso. Só gente ruim não faz isso e nós somos pessoas boas, não é?! 
Malu: Sim! - sorriu. - Posso dar um poquinho dos meus binquedos tabem? 
Júlia: Claro que Sim, meu amor! - respondi sorrindo.
Malu: Eba! Vovó, espela que eu vou pegar um poquinho dos meus binquedos pra voxê dá pra elas tabem. - disse descendo do sofá. - Masi a nina não, tá?! - todos nós rimos. Nina, a boneca!
Marcela: Tá bom, princesa da vó! - sorriu.
Sarah: A titia vai te ajudar, vamos! - deu a mão a ela e foram para o quarto de brinquedos.
Dennis: Essa menina... - disse sorrindo e balançando a cabeça. 
Marcela: Cada dia um novo aprendizado! 
Dennis: Minha princesinha tá crescendo. - suspirou e eu, minha mãe e o Fe rimos. 
Felipe: É assim mesmo, sogrão. Daqui à pouco te dou um netinho de presente.
Júlia: Se a Sarah ouvir isso te mata. - rimos. 
Dennis: Tá mais fácil a Júlia me dá mais um do que vocês dois. 
Júlia: Que isso, pai?! - eles riram. - Só se for do vento. 
Marcela: Mas é verdade, querida. Nunca vi uma pessoa correr tanto de filhos como a sua irmã. - rimos. - Felipe tá ferrado!
Felipe: Por enquanto tô na mesma página que ela, sou muito novo pra ser pai. - riu.
Dennis: Eu também era quando tive essas duas. Ah, se pudesse voltar atrás...
Marcela: Aé, Dennis?! - respondeu séria. 
Júlia: Tá vendo, mãe. Renegando as filhas...
Dennis: Vocês sabem que eu tô brincando. Não seria nada sem essas mulheres na minha vida! - disse rindo e me abraçou de lado.
Júlia: Muito fofinho! - beijei sua bochecha e escutamos a campainha tocar.
Dennis: Tão esperando visitas? - perguntou levantando do sofá. 
Marcela: Não! 
Dennis: Quem será então... - foi para o hall de entrada e voltou minutos depois com um sembrante sério. - Júlia, é pra você. 
Júlia: Pra mim?! - respondi confusa e fui até a porta.
Xxx: Júlia Medeiros Sanchez? - perguntou um homem de terno, que eu nunca tinha visto, com um envelope na mão. 
Júlia: Sim, sou eu! 
Xxx: Boa Tarde! Sou um oficial de justiça e a senhorita está sendo intimada a comparecer no Tribunal de Justiça da cidade de Barcelona. Assine aqui, por favor! - estendeu uma caneta junto com um comprovante. 
Júlia: C-claro! - respondi automaticamente, sem entender direito o que estava acontecendo. - P-posso saber o motivo da intimação? - perguntei com um tom tenso depois que assinei. 
Xxx: Os detalhes estão todos no envelope. - disse me entregando. - Obrigado pela atenção. - saiu. Fechei a porta com as mãos tremendo e voltei para a sala.
Marcela: Quem era?
Dennis: Júlia, o que houve? Tá branca. - chegou perto de mim e eu estendi o envelope para ele.
Júlia: A-abre pra mim...
Dennis: Tá bom! - disse fazendo o que eu pedi.
Marcela: Minha filha, o que aconteceu? - chegou perto de mim também. 
Júlia: E-era um oficial da Justiça de Barcelona. - murmurei olhando para ela que ficou surpresa depois de ouvir.
Marcela: Aí meu Deus! - olhamos para o meu pai que estava olhando a carta com uma expressão preocupada. - Diz o que é, Dennis. - ele olhou para a gente e engoliu em seco. Por favor, Deus! 
Dennis: O Neymar Jr. entrou com um pedido de quarda definitiva da Malu. - murmurou e logo depois que ele terminou minhas pernas cederam e eu já estava preparada para cair no chão, mas ele me segurou e me levou para o sofá. Ele fez isso! Eu sábia que algo ruim iria acontecer, sábia. Eu deveria ter fugido dele de novo. Eu deveria ter continuado a esconder a Malu. Mas fui burra e agora aquele homem fez a cabeça do Júnior e irá fazer o que prometeu. Eu sei que foi ele, o Júnior que eu conheci não faria isso. Por que você têm que acreditar nele, Júnior?! O que vou fazer da minha vida agora? Não posso perder a minha filha! 
Marcela: Júlia, por favor, olha pra mim! - disse me tirando do transe e olhar para ela me fez perceber duas coisas. Um, minha visão está embaçada e isso significa que eu derramei lágrimas sem perceber. E Dois, minha mãe também estava chorando assim como eu.
Felipe: Vou pegar água pra ela e dizer para a Sarah não trazer a Maluzinha aqui agora. 
Dennis: Vai lá! - ele foi é meu pai sentou do meu outro lado no sofá. 
Júlia: E-eu não posso perder a Malu, pai. - falei soluçando e ele me abraçou. 
Dennis: Você não vai, vamos lutar e ganhar isso. Fica calma! - beijou minha testa.
Marcela: C-como esse Júnior não consegue ver o homem que é o pai dele, meu Deus. - fungou. 
Júlia: Eu devia ter fugido com a Malu quando ele me viu. - meu choro se intensificou. - E-eu sábia que isso iria acontecer, meu Deus. É por isso que fiz tudo que eu fiz! 
Dennis: Respira, Júlia! Vai ficar tudo bem...
Júlia: Não vai pai! O-o Júnior e aquele monstro vão tirar minha filha de mim. - respondi me exautando. - E-eu não vou viver sem ela, não vou. 
Sarah: Ei... - disse entrando na sala com um copo de água na mão. - O Felipe me contou o que aconteceu. - se abaixou na minha frente. - Vai dar tudo certo, se acalme. - ofereceu a água e eu tomei um pouco. - O que está dizendo na intimação, pai?
Dennis: Que o advogado do Neymar Jr. entrou com o pedido à dois dias atrás...
Júlia: No dia que ele viu a Malu! - afirmei chorando baixinho. - Sábia que tinha algo errado. 
Dennis: É pra Júlia comparecer no Tribunal de Barcelona com o advogado na Segunda-Feira, às oito horas da manhã, para uma reunião inicial com o Juiz, o Neymar Jr. e o seu advogado. 
Marcela: Reunião inicial?
Dennis: Sim! O Juiz vai ouvir os dois e organizar tudo para uma audiência concreta. 
Júlia: C-como você acha que vai ser tudo, pai? Tenho chances de perder a Malu? - perguntei com o nervosismo me consumindo.
Dennis: Olha Júlia... - suspirou. - Não será fácil. Será um processo com muitas audiências, o Juiz vai procurar entender ao máximo os dois lados através de testemunhas e outras coisas para buscar o melhor para o menor em questão. Não vou dizer que não tem chances de você perder a guarda da Malu porque eu estaria mentindo, mas são raros os casos em que o Juiz tira um filho da mãe. Então, vai depender muito da interpretação do Juiz, filha.
Júlia: Isso não me faz ficar calma. - respondi tentando controlar as lágrimas. 
Dennis: Eu sei, mas pode ter certeza que vou fazer de tudo para que ninguém tire nossa princesa da gente. Ouviu? - assenti e ele me abraçou. Minha mãe e a Sarah também vieram e virou um abraço coletivo. Vou precisar de forças e apoio para aguentar passar por isso. Sei que eles vão manter meu pé no chão e empedir qualquer besteira que eu pense em fazer. Tipo fugir para bem longe disso tudo com a minha filha.



By Vic:
Temporada de tensão na história começou! Porém não sei se vou continuar com a fic pq como eu disse no poste anterior as visualizações estão boas, mas os comentários e as opiniões de vocês sobre a história não. Isso é como se eu tivesse no escuro sem saber se vocês estão gostando ou não e quem já teve uma fic sabe que isso desanima muito. 
Então, vai depender da minha animação e criatividade, principalmente, para continuar. Beijos! ♡











sábado, 29 de dezembro de 2018

Capítulo 11 -"Oi! Voxê é meu papai?"

(Recado no final.)

Domingo, Novembro de 2014

Neymar Jr. ON

 Chegamos em Barcelona quando já era noite. O Big passou pra deixar o Davi e a Carol no apartamento dela, já que ela disse que preferia não ir lá pra casa para não atrapalhar minha conversa com os meus pais e eu a agradeci por isso. Depois de deixar eles fomos para casa e quando eu junto com o Gil, Jota e João entramos, encontramos minha mãe na sala sozinha assistindo TV.
Jota: Chegamos, Dona Nadine! - disse indo até ela e beijando o seu rosto. O Gil e o João fizeram o mesmo.
Nadine: Oi, meus filhos. Já estava ficando preocupada com vocês. - sorriu.
Júnior: Tu fica preocupada atoa, meu amor. - sentei ao seu lado, passei meu braço pelo seu ombro e beijei sua testa. 
Gil: Verdade hein, tia.
João: Esses dias fomos comprar pão, não levamos UM minuto na padaria e você disse q ficou preocupada. - rimos.
Nadine: Podem parar! Não tenho culpa se não dá pra confiar em nenhum de vocês. - riu.
Jota: Que isso, mãmusca! Eu, um cara super responsável, o melhor do grupo...
Gil: Que bicho mentiroso! - rimos.
Júnior: Cadê o cabeça? - perguntei a minha mãe. 
Nadine: Tá no escritório, como sempre. - revirou os olhos. - E a Carol e o Davi? Ficaram em casa?
Gil: Ficaram! Deixamos eles no caminho...
Nadine: Ah sim. E como foi a viagem?
Júnior: Preciso conversar com você e o Cabeça sobre isso. - suspirei.
Nadine: O que foi? - me olhou com um ar confuso.
Júnior: Vamos lá no escritório do Cabeça e eu conto a vocês juntos. - ela assentiu e levantamos do sofá. O Gil deu uma batida no meu ombro quando passei por ele e os três ficaram na sala.
Neymar pai: Chegaram... - disse quando me viu entrando junto com a minha mãe, depois de ter batido da porta fechada do escritório. - Como foi lá na agência? Tudo direito?
Júnior: Foi tudo bem! Eai... - fui até ele e nos abraçamos. - Tá fazendo o que?
Neymar pai: Resolvendo algumas coisas da Nn.
Nadine: Diz logo, Juninho. Tô ficando preocupada já... - pediu sentando em uma das duas cadeiras em frente a mesa do Cabeça. 
Neymar pai: Dizer o quê? - perguntou ficando confuso.
Nadine: Não sei! Ele chegou todo misterioso dizendo que precisa contar para nós dois algo que aconteceu lá em Madrid.
Neymar pai: Tô sentindo que não vou gostar disso... Conta logo isso, Júnior. - disse sério e eu suspirei sentando na outra cadeira do lado da minha mãe. 
Júnior: Então... Eu descobri que sou pai... - fiz uma pausa me preparando para falar.
Nadine: É claro que é, menino. - disse rindo sem espera eu terminar de falar. - Pai do Davi. Isso a gente já sabe.
Neymar pai: Nadine... - disse chamando a atenção dela com uma expressão que sábia que eu não tinha terminado de falar.
Júnior: Eu sou pai de uma menina. - soltei direto. 
Nadine: O-o que? C-como assim? - perguntou surpresa e colocando a mão no peito.
Júnior: E-eu encontrei com uma garota que eu conheci no final de 2010, a Júlia de Ibiza que eu já tinha falado com vocês, e descobrir que ela ficou grávida naquela época.
Nadine: E o bebê é seu?
Júnior: É, as contas bate e a Júlia me confirmou quando a confrontei.
Neymar pai: Não tem como saber com certeza só com isso... - disse depois de ter ficado quieto só ouvindo a conversa. - Temos que pedir um exame de DNA.
Júnior: Não é necessário, Cabeça! Eu tenho certeza que a menina é minha, eu senti isso. - sorri um pouco.
Neymar pai: Júninho, você tem que entender que é uma pessoa pública e por isso não pode entrar em algo desse tipo sem ter a absoluta certeza que é realmente seu. Imagina se você assume, torna público e depois de um tempo descobre que você não era o pai?! - levantou da cadeira passando a mão pela cabeça. - Irá trazer uma polêmica, que poderia ter sido evitada se fizesse o exame de DNA, para nossa família.
Júnior: Tudo bem! - suspirei contrariado. Sei que ele não me daria descanso se eu não concordasse. - Vou fazer o exame.
Neymar pai: Melhor assim... - suspirou também. - Agora conta como aconteceu isso.
Júnior: Então... - contei para eles sobre meu primeiro encontro com a Júlia e a Malu quando fui buscar o Davi no parque e sobre a conversa com os moleques e a Carol que foi como eu comecei a desconfiar que eu poderia ser o pai.
Nadine: E depois disso o que você fez?
Júnior: Eu liguei para a Júlia e a obriguei a me encontrar pessoalmente por que eu queria olhar para a cara dela quando ela me conta-se a verdade. - engoli em seco. 
Neymar pai: E como foi? Ela foi mesmo? - perguntou sério com os braços cruzados parecendo tenso.
Júnior: Foi! Ela confirmou que a Malu era mesmo minha filha e me escondeu isso por todo esse tempo.
Nadine: Meu Deus, por que ela fez isso?
Neymar pai: Ela te contou? - me olhou com um ar de curiosidade e ansiedade.
Júnior: Sim! Disse que não me contou por causa de você, Cabeça.
Nadine: C-como assim? - disse confusa.
Neymar pai: De mim?!
Júnior: Sim... - confirmei. - Ela disse que quando descobriu que estava grávida me ligou, mas foi você que atendeu. Disse que o pai dela te contou e você não acreditou que o bebê era meu. Disse que tu ameaçou tirar a criança dela se fosse realmente meu e também ameaçou tornar um inferno a vida dela.
Nadine: Jesus... - exclamou incrédula. - Que história louca é essa?!
Neymar pai: Você acreditou, Júninho? - perguntou com um tom sério e tenso. 
Júnior: Como assim, você ainda me pergunta isso?! Claro que não, pai. Tá louco?
Neymar pai: Uumm... - suspirou parecendo estar aliviado. - E-eu só pensei que tu poderia ter acreditado por que ainda tem sentimentos por ela... Como era naquela época.
Júnior: Claro que não, quer dizer, eu não sei se ainda tenho sentimentos por ela. Ainda mais depois de tudo isso. Mas é claro que eu não acredito nessa história! Eu conheço você a minha vida toda, você é meu pai, já ela eu conheci por alguns momentos e só. Não sei se ela mudou nesse tempo todo, mas essa atitude dela só prova que ouve uma mudança e não foi para melhor. - suspirei passando as mãos pelo rosto. 
Neymar pai: Que bom que você pensa isso, meu filho. - deu um aperto no meu ombro.
Nadine: Por que essa menina iria inventar isso?
Júnior: Não sei, mãe.
Neymar pai: Deve ser para esconder o real motivo dela ter feito o que fez. - disse voltando a sentar na cadeira.
Nadine: É muita loucura... - ficou em silêncio parecendo estar tentando entender, assim como eu fiquei desde quando descobri tudo. - Quantos anos a menina tem, meu filho?
Júnior: Dois! Vai fazer três no começo do ano que vem.
Nadine: E o nome dela? Você a viu?
Júnior: Ela se chama Maria Luísa, Malu. Sim, eu vi ela... - sorri lembrando do momento. - É pequenininha, bonita e a coisa mais fofa, mãe.
Nadine: Aí meu Deus, tenho dois netinho agora. - disse incrédula e eu ri. 
Júnior: Ela e o Davi se conheceram também e mesmo sem saber que são irmãos, a Carol disse que se deram muito bem.
Nadine: Não sabem, mas já deve sentir no coração. - sorriu. 
Neymar pai: A criança já sabe que você é o pai dela?
Júnior: Não! Eu e a Júlia achamos melhor esperar um pouco para nos encontrar. Amanhã depois do jogo vou voltar para Madrid e na terça de manhã vamos se encontrar. Enquanto isso a Júlia tem tempo para conversar com ela.
Neymar pai: Júninho, tu sabe que a direção do Barcelona é muito rigorosa. Você tem treno na quarta feira de manhã e sabe que não pode se atrasar. Além disso, amanhã depois do jogo você vai estar cansado e precisa descansar para chegar bem no treno, não é atoa que eles dão um dia de folga depois do jogo.
Júnior: Eu sei, pai. Mas eu não posso esperar mais para conhecer a minha filha. Já passei três anos sem fazer parte da vida dela e agora que sei que tenho ela não quero perder mais. Você tem que entender meu lado...
Neymar pai: Ainda não temos certeza se é sua filha.
Júnior: Não importa, eu sei que ela é minha. Concordei com o teste para você saber, mas eu já sei que sou o pai dela.
Nadine: Deixa ele, Neymar. O Júnior sabe o que está fazendo e se ele sente isso é porque ela é mesmo filha dele.
Júnior: Obrigado, mãe! - beijei seu rosto. - Fica tranquilo que não vou fazer nada para irritar a direção do Barça. Na quarta de manhã já vou estar aqui descansado e mais aliviado por já ter conhecido minha filha.
Neymar pai: Tudo bem! - suspirou. 
Nadine: Já está tarde e depois dessa conversa e desses acontecimentos de hoje precisamos de um bom sono. Vamos subir?
Neymar pai: Vai indo, preciso falar algo rápido com o Júninho. - disse levantando e beijando a testa dela.
Nadine: Tá! Não demorem... Boa noite, filho. Vai ficar tudo bem e espero conhecer minha netinha logo... - sorriu e me abraçou. 
Júnior: Eu também, mãezinha. Boa noite! - ela saiu do escritório e o Cabeça olhou para mim.
Neymar pai: Já sabe o que vai fazer sobre essa história?
Júninho: Ainda não pensei nisso... - suspirei.
Neymar pai: Acho que devemos ir para a Justiça! - afirmou sério e firme.
Júnior: Não sei se é necessário, pai.
Neymar pai: Claro que é, Júninho. Essa Júlia te privou de conhecer a menina por três anos, algo que era um direito seu, sem motivos aparente já que essa história dela é claramente mentira. Se irmos para a Justiça com isso, juntando provas e testemunhas, temos grandes chances de ganhar a guarda da menina, se for comprovada a paternidade no DNA, lógico. O juíz mesmo irá pedir um exame.
Júnior: Eu não sei se quero fazer a Júlia passar por isso, Cabeça. Eu vi as duas e percebi que são muito apegadas uma na outra.
Neymar pai: Isso vai compensar o que ela fez com você, tá na hora de tu pensar no que perdeu por causa dela. Caso a gente ganhe a causa, você terá muito tempo para conhecer a menina e ir atrás do tempo perdido.
Júnior: Não sei o que fazer... - suspirei. Essa realmente não era minha primeira opção, sei que a Júlia ficaria arrasada só com a possibilidade de perder a guarda da Malu. Mas por outro lado, meu pai está certo. Eu teria mais tempo para compensar esses três anos com a minha filha. Eu realmente queria ter feito parte da vida dela quando ainda estava na barriga. Se a Júlia tivesse me dito naquela época eu ficaria muito feliz e assumiria o bebê, assim como fiz com o Davi. Claro que no primeiro momento que a Carol me disse que estava grávida eu fiquei com medo de isso interferir na minha carreira. Mas depois eu fui percebendo que conseguia vivenciar e ser feliz nas duas coisas. No começo não foi fácil, mas pelo caminho eu fui aprendendo. A Carol era minha amiga, então esse foi um fator muito importante para dar tudo certo. Nunca iria imaginar que a única vez que dormi com uma amiga, três meses antes de viajar para Ibiza, iria engravida-la. Também nunca imaginei que meses depois engravidei outra pessoa, uma mulher que virou meu mundo para baixo em uma semana. A vida nos direciona por uns caminhos loucos as vezes! 
Neymar pai: Júninho? - chamou minha atenção de volta para ele.
Júnior: Desculpa, tava só pensando nessa loucura que é minha vida. - sorri um pouco. - Sobre esse assunto que estamos conversando, vou pensar mais um pouco e te deixo saber o que vou fazer quando eu me decidir.
Neymar pai: Tudo bem! Mas fique sabendo que eu tenho certeza que deveríamos ir para a Justiça. - assenti. - Outra coisa, vamos deixar essa história escondida o máximo que puder até resolvemos tudo. Fala para os meninos e a Carol para não contar isso pra ninguém de fora e eu vou falar para a sua mãe.
Júnior: Penso o mesmo e já falei isso para eles. Até disse para a Carol não contar nada para o Davi e esperar tudo se acalmar para eu mesmo contar a ele.
Neymar pai: É o melhor mesmo. Vamos deixar a Rafa, a Bruna, os outros moleques e a nossa família sem saber também por enquanto. Pelo menos até alguns deles vier para cá ou a gente ir para o Brasil.
Júnior: Pode deixar! - levantei. - Não é como se eu estivesse ansioso para contar para a Bruna que tenho mais um filho. Já imagino o drama que será... - suspirei e saímos do escritório. 
Neymar pai: Ela vai entender porque gosta de você, mas você tem que entender o lado dela também. Não é fácil para ela...
Júnior: Não é fácil para mim... - murmurei enquanto subimos a escada, desejei boa noite para ele no corredor e entrei no meu quarto ansioso para dormir e esquecer tudo isso por algum tempo.

Neymar Jr. OFF

Segunda, Novembro de 2014

 Eu, a Sarah e a Malu acordamos na segunda cheias de alegria e farra na minha cama. Ontem à noite, depois da pizza e de desejar boa noite para a Dona Marcela e o Senhor Dennis, subimos para o meu quarto e terminamos nossa noite vendo filmes.
Júlia: Chega! Tenho que levantar pra agilizar as coisas ou vou chegar tarde no hospital. - falei parando com a luta de travesseiros com as duas e descendo da cama.
Malu: Aí, mamãe. Só maix um poquinho... - fez bico.
Júlia: Não dá, meu amor. A mamãe tem que trabalhar agora.
Sarah: Outra hora a gente brinca mais, princesa. A tia também tem que voltar pra casa! - disse descendo da cama também e a Malu aceitou continuando a pular na cama sozinha. 
Júlia: Vai trabalhar ainda hoje? - perguntei pegando o meu celular e olhando as mensagens que eu tinha recebido.
Sarah: Vou, mas só de tarde. E aí, como você vai fazer para ir no negócio amanhã? Vai estar de folga? - falou, me lembrando da bagunça que está a minha vida no momento.
Júlia: Não! - suspirei. - Vou ir na direção do hospital hoje e explicar que vou precisar chegar um pouco mais tarde.
Sarah: Será que vai correr tudo bem lá com vocês e o Júnior?
Júlia: Não sei, Sarah. Eu espero que sim... - guardei o celular e fui abrir as janelas do quarto.
Sarah: Vai dar, se Deus quiser. - sorriu. - Qualquer coisa me liga, ouviu?! - assenti. - Vou lá no meu quarto tomar banho e depois vejo vocês no café da manhã antes de eu ir pra casa.
Júlia: Vai lá. Vou deixar a Malu lá em baixo com quem tiver disponível e subir de volta para tomar o meu também. - chamei a Maria, saímos do meu quarto, a Sarah entrou no dela e descemos as escadas. A Rosinha tava na cozinha e disse que nem minha mãe e nem meu pai tinham descido ainda. Então deixei a Malu com ela e voltei lá pra cima para se arrumar. 

                                 (...)

 O dia no hospital foi corrido! E eu agradeço a Deus por isso, pois assim não tive tempo para pensar muito na minha vida. Porém, só foi chegar o final do meu expediente pra tudo voltar como era antes e lembrar das provações que eu estava passando.
Jéssica: Olá, florzinha! - disse entrando na minha sala, onde eu estava arrumando minhas coisas para ir pra casa. - Nem te vi hoje.
Júlia: Oi, amiga! Passei o dia todo atendendo e também não te vi. - murmurei ainda com a atenção no que estava fazendo.
Jéssica: O que aconteceu? - perguntou chegando perto de mim.
Júlia: Por que tá perguntando? - a olhei.
Jéssica: Porque tu tá falando toda desanimada e você não é assim, ué.
Júlia: Pode ser só por causa do cansaço depois do dia de hoje...
Jéssica: Mas não é né?!
Júlia: Não! - suspirei. - Veio de carro?
Jéssica: Não e tô aqui agora pra te pedi carona. - rimos.
Júlia: Sábia! - peguei minha bolsa e fui andando para a porta. - Vamos, no caminho te conto a bagunça que está minha vida no momento. - fomos para o estacionamento, entramos no meu carro, dei partida e fui o caminho todo até a casa dela dividindo a atenção entre o trânsito e a conversa. 
Jéssica: Meu Deus, Júlia! Por que você não me ligou? - perguntou quando eu parei o carro na frente do seu prédio e terminava de contar como foi meu final de semana maluco. 
Júlia: Foi mal, mas fiquei meio aéria depois disso tudo. - suspirei.
Jéssica: Nossa, eu imagino. A direção do hospital permitiu você chegar mais tarde amanhã?
Júlia: Na verdade eles me deram uma folga.
Jéssica: Que bom, então! E a Maluzinha? Reagiu bem quando você explicou pra ela?
Júlia: Sim, na medida do possível né! Ela ainda é muito pequena pra querer saber os detalhes, graças a Deus, então eu expliquei por alto e ela aceitou. - meu celular apitou com uma mensagem, fui ver e era o Júnior querendo saber se eu já tinha visto em qual restaurante iríamos nos encontrar. - O Júnior quer saber em qual restaurante vamos nos encontrar amanhã. - falei para a Jés. 
Jéssica: Ele deve estar bem ansioso!
Júlia: Sim, deve mesmo! O pior é que ainda não tive tempo de ver algum lugar... - suspirei.
Jéssica: Tem que ser um mais tranquilo né?!
Júlia: Sim! Eu realmente não sei como vai ser esse encontro... - respondi tensa. 
Jéssica: Acho que será difícil achar um restaurante tranquilo e reservado pra vocês não serem encomendados.
Júlia: Você acha?
Jéssica: Sim! - ficamos pensando um pouco. - Porque você não marca algo tipo um piquenique em algum Jardim daqui de Madri? É mil vezes mais tranquilo e a Malu irá gostar mais ainda.
Júlia: É, posso até marcar em uns dos Jardim do Parque del Retiro que fui com a Carol e que o Júnior já sabe onde é.
Jéssica: Lá é um bom lugar! Bem espaçoso e por isso vocês vão poder conversar tranquilos.
Júlia: É, vai ser lá mesmo. - peguei meu celular e avisei ao Júnior que vamos nos encontrar lá. - Jés, tenho que ir agora. Preciso agilizar tudo.
Jéssica: Vai lá, amiga! Talvez quando eu sair do trabalho amanhã passo lá na sua casa, tá bom?
Júlia: Passa lá mesmo! Beijos... - nos abraçamos, ela desceu do carro e eu fui para casa. Quando entrei não achei ninguém na sala, coloquei minha bolsa no sofá, fui para a cozinha e a Rosa estava lá. - Oi, meu amor!
Rosa: Oi, Júlinha! - sorriu e eu beijei o rosto dela.
Júlia: Cadê a Maria? - perguntei indo até a geladeira e me servindo um copo de água. 
Rosa: Sua mãe saiu cedo do trabalho e quando chegou foi com a Maluzinha no mercado. Ainda não voltaram...
Júlia: Ata! - lavei o copo que usei e sequei as mãos. - Rosinha, monta uma cesta de piquenique pra amanhã de manhã pra mim, por favor?
Rosa: Claro que faço, minha filha. O que você quer pra comer?
Júlia: Sei lá, coloca algumas frutas picadas que a Malu gosta, queijo, suco natural, pão e outras coisas que tiver...
Rosa, Pode deixar! Vou aprontar tudo hoje a noite e deixar agilizado pra amanhã.
Júlia: Obrigada, meu amor! Vou lá em cima tomar banho, tô morrendo de cansaço. - peguei uma maçã da fruteira. - Avisa a Dona Marcela que já cheguei quando ela voltar.
Rosa: Aviso sim... - antes de subir para o meu quarto, passei na sala e peguei minha bolsa. Deixei ela na cadeira perto da minha cama, fui para o banheiro, me despi, entrei no box e tomei um banho bem demorado e quentinho. Quando terminei fui para o closet, vesti um conjunto de moletom, prendi o cabelo no alto e voltei para o quarto. Peguei meu celular, saí para a sacada, deitei na espreguiçadeira e fiquei mexendo nas minhas redes sociais enquanto comia minha maçã. Quando enjoei, tirei uma foto e postei no insta.



SanchezJú: Mantenha a fé em todas as horas e lugares. ♡

mylifejulia: Linda, meu amor ♡
sanchezsarah: Te amo!
livia_ac: Olha essas unhas @laila_ac
boounzueta: Sua maravilhosa!
lionsouza: Que gata
jujubasfc: Lindas @SanchezJú @SanchezSarah
daniel_brito: Maloqueira!
sanchezjú: Te amo @SanchezSarah e também te amo, seu idiota @Daniel_Brito 

 Continuei olhando os comentários até ouvir barulhos de passos no corredor e logo depois a porta do meu quarto sendo aberta.
Malu: Mamãe? - chamou do quarto.
Júlia: Tô aqui na sacada, meu amor. - respondi e segundos depois ela apareceu com a minha mãe atrás dela.
Malu: Oi, mamãe! Eu tava no mecado com a vovó. - disse subindo no meu colo e eu beijei sua testa.
Júlia: Oi, princesa! Que legal, comprou o que pra mim? - sorri.
Malu: Nada! A vovó só compou vedulas... - fez bico e eu e a mãe rimos. 
Júlia: Só verduras, Dona Marcela?! - falei olhando para ela e a mesma veio me da um beijo na bochecha.
Marcela: Oi, minha filha! Chegou a muito tempo?
Júlia: Faz um pouco de tempo sim... Chegou cedo da loja por que? - mexi no cabelo da Malu. 
Marcela: Porque tava a fim... - rimos.
Júlia: Ser sua própria chefe tem suas vantagens.
Marcela: Ô, se tem! E como foi lá no hospital?
Júlia: Corrido e cansativo. Mas achei bom, me distraí um pouco... - sorri.
Marcela: A Rosa disse que você pediu pra ela montar uma cesta de piquenique.
Júlia: Pedi! A Jéssica me deu a idéia de fazer o encontro com o Júnior nos jardins do Parque del Retiro pra ser mais tranquilo. Você sabe que é difícil achar algum restaurante aqui em Madri tranquilo, né?!
Marcela: Sei e gostei da idéia dela. É melhor até pra Maluzinha que ama um piquenique. - riu.
Malu: Mamãe, a genti vai fazer piquenique?
Júlia: Vamos, amor! Lembra que eu falei que você e seu pai vão se encontrar? - ela assentiu. - Então, vai ser amanhã, ele vai participar do piquenique.
Malu: Oba! - exclamou alegre e minha mãe riu.
Marcela: Já avisou a ele?
Júlia: Já!
Marcela: Ah sim! Vamos ir na barraca aqui da rua tomar açaí, Maluzinha?
Malu: Vamo! Masi eu quelo sovete, vovó. - disse descendo do meu colo.
Marcela: Tá bom! Vamos Júlia?
Júlia: Tô com preguiça, mãe.
Malu: Bola, mamãe! A vovó vai compar pra voxê tabem... - pediu puxando minha mão. 
Júlia: Ah se é assim eu vou! - levantei colocando o celular no bolso.
Marcela: É muito pão dura mesmo. - rimos e saímos do meu quarto.

                                       (...)

Terça - Feira, Novembro de 2014

Xxx: Júlia, acorda! - escutei alguém falando através do meu sono, porém não fui capaz de identificar quem era. - Júlia!
Júlia: Aann... - abri um olho e vi que era a minha mãe. - O que foi?
Marcela: Levanta logo! - começou a abrir a porta da sacada. 
Júlia: São que horas? - perguntei ainda do mesmo jeito que estava.
Marcela: Quase sete...
Júlia: Pô mãe, tá muito cedo! Me deixa dormir... - murmurei fechando o olho.
Marcela: Júlia, não vou falar mais. Eu e seu pai queremos te ver antes de ir para o trabalho. E que horas você marcou com o Júnior?
Júlia: Oito e meia. - respondi sentando, já que o sono tinha evaporado só por lembrar que o primeiro encontro oficial do Júnior e da Malu é hoje. - A Maria já acordou?
Marcela: Não! Quer que eu a acorde para se arrumar?
Júlia: Não, deixa ela dormir mais um pouco. Enquanto isso vou me arrumar para adiantar as coisas.
Marcela: Tá bom! Se arruma e desce ou seu pai não vai conseguir te esperar. - assenti e ela saiu do meu quarto. Hoje a Malu vai conhecer o pai e o Júnior vai conhece-la também. Não sei se estou preparada para isso. Afinal, eu sou a culpada por isso só está acontecendo agora. Mas hoje não é sobre mim e sim sobre eles. Ontem, antes de dormir, pedi a Deus para abençoar o dia de hoje e torna especial para eles. Que tudo ocorra bem! 
 Tomei um banho super rápido e escolhi uma calça jeans e uma blusa de manga soltinha para vesti. De calçado escolhi um tênis confortável, escovei meu cabelo, passei um pouco de maquiagem no rosto e perfume, peguei meu celular e saí do quarto indo direto para a cozinha onde estava meus pais e a Rosa.
Júlia: Bom dia!
Dennis: Bom dia, meu amor! - cheguei perto dele e o mesmo beijou minha bochecha.
Rosa: Bom dia, Júlinha! A cesta que você pediu ontem está pronta. - sorriu apontando. 
Júlia: Obrigada, Rosinha. Você é 10! - sorri.
Marcela: Não vai comer nada aqui?
Júlia: Não, porque vou perder a fome. Mas vou tomar um copo de suco. - sentei junto com eles na mesa e me servi um pouco de suco de laranja.
Dennis: Como você tá?
Júlia: Um pouco tensa, mas bem. - respondi entre goles do suco. 
Dennis: Ele já deu algum sinal de vida?
Júlia: Não! A última vez que falei com ele foi para dizer o local do encontro.
Marcela: Será que ele já está aqui em Madri?
Júlia: Não sei, mas ele disse que iria vir ontem de tarde.
Dennis: Já deve ter chegado, então. Bom... - levantou da cadeira. - Já está na minha hora, preciso ir. Qualquer coisa me liga, Júlia. Mais tarde irei ligar pra saber como foi. - eu assenti e ele beijou minha testa. 
Marcela: Eu também tenho que ir e a mesma coisa serve para mim, hein Júlia.
Júlia: Tá bom! Vou deixar vocês saber de tudo... - eles se despediram de mim e da Rosa e foram para o trabalho. - Vou lá acordar a Maria, Rosinha. - falei levantando e ela assentiu. Fui para o quarto da Malu e a mesma ainda estava dormindo tranquilamente. Deu até dó de acorda, mas não tem outro jeito. - Amor, vamos acorda! - beijei sua cabeça. 
Malu: Mamãe... - murmurou sonolenta ainda sem abri os olhos.
Júlia: Oi, princesa! Bom dia! - passei a mão pelo cabelo dela.
Malu: Dia... O piquenique é agola? - abriu os olhos e me olhou.
Júlia: Sim, só falta você acordar pra gente ir.
Malu: Masi eu já acodei, olha. - se espreguiçou e eu ri.
Júlia: Então vamos tomar banho e se arrumar. - ajudei ela a descer da cama e fomos para o banheiro. 
Malu: Nós vamo comer futinhas? - perguntou enquanto eu tirava suas roupas e fralda. 
Júlia: Vamos! - coloquei ela dentro do box e comecei a dar banho nela que não parou de falar.  
 Depois que terminamos e ela já estava pronta, arrumei nossas coisas e fomos para a cozinha. 
Malu: Bom dia, tia losa!
Rosa: Bom dia, Maluzinha! - beijou o rosto dela. - Já estão indo?
Júlia: Já! - peguei a cesta do balcão. 
Rosa: Vão com Deus e vai correr tudo bem, minha filha.
Júlia: Que ele te ouça, Rosinha. - beijei o rosto dela e peguei a mão da Malu. 
Rosa: Coloquei uma mantinha na cesta pra você forrar na grama.
Júlia: É por isso que te amo, mulher. - rimos, saí de casa com a Malu, abri a porta traseira do meu carro, prendi ela na cadeirinha, deixei a cesta do seu lado, entrei no banco do motorista e quando estava prestes a dar partida meu celular começou a tocar. Peguei o mesmo e depois que vi que era a Sarah atendi. - Olá!
Sarah: Oi! E aí, já tá com o Júnior? Como está sendo?
Júlia: Calma! Não estou com ele ainda...
Sarah: Aff! Tá fazendo o que então?
Júlia: Estava prestes a dar partida para o parque se você não tivesse me ligado.
Sarah: Ah! O Júnior já está lá?
Júlia: Não sei! Não falo com ele desde ontem...
Malu: Mamãe, coloca desenho!
Júlia: Coloco sim amor... - comecei a procurar um desenho aleatório em meio a bagunça que estava o meu carro.
Sarah: Será que ele desistiu, Júlia?
Júlia: Pra quem queria tanto isso, eu acho difícil. - coloquei o DVD que logo começou a tocar.
Sarah: Vai ver ouve algum emprevisto.
Júlia: Acho que ele iria avisar se tivesse acontecido algum, né. Pelo menos eu espero isso.
Sarah: É, né! E a Maluzinha, tá de boa?
Júlia: Muito! Acho que com essa idéia do piquenique ficou mais fácil. Você sabe o quanto ela ama coisas ao ar livre, onde ela possa correr a vontade. - rimos. 
Sarah: Sei bem! Então tá, vou deixar vocês irem. Mais tarde eu ligo pra saber como foi...
Júlia: Ok, beijos!
Sarah: Beijo! - desligamos e eu dei partida no carro.
 Um pouco mais de 15 minutos chegamos no Parque del Retiro e percebi que estava bem tranquilo. Graças a Deus só costuma encher de gente nos finais de semana. 
 Depois de estacionar o carro, tirei a Malu, pequei a cesta é minha bolsa, fechei o carro e travei o alarme. Andei pelo parque com a Malu tagalerando até achar um lugar lindo e reservado, em baixo de uma árvore gigante, pra gente ficar. Estendi a manta, que a Rosa colocou e depois de colocar a cesta e a minha bolsa em cima, sentei junto com a Malu. 
Malu: Eu posso comer umas futinhas, mamãe?
Júlia: Pode! - sorri. - Mas não podemos comer tudo ainda porque temos que esperar o Júnior ou ele ficará triste, Ok?!
Malu: Tá bom! - disse concordando. Abri a cesta e olhamos para as frutas que a Rosa colocou. 
Júlia: Você quer qual?
Malu: Uva! - peguei a bandeja e coloquei do lado dela que não esperou um segundo para atacar. Meu celular começou a tocar, peguei e dessa vez era o Júnior. 
Júlia: Oi! - falei atendendo. 
Júnior: Oi... Já está no Parque?
Júlia: Sim, estamos.... Cadê você, desistiu?!
Júnior: Nunca! - exclamou sério. - Me atrasei um pouco, mas cheguei aqui agora. Em qual lugar você tá?
Júlia: Na mesma direção que eu e a Carol estávamos... - expliquei mais um pouco pra ele e depois desligamos. Menos de 5 minutos depois ele apareceu todo lindo, vestindo uma bermuda, moletom e tênis. Preciso se concentrar apenas na Maria Luísa e estar ao lado dela para explicar qualquer dúvida que aparecer. Isso fará com que tudo ocorra bem e é o mínimo que eu posso fazer, para ela e o Júnior, depois de tudo.

Neymar Jr. ON

 Não dar para ninguém imaginar o tamanho do meu nervosismo nesse momento. Pra piorar ainda mais a minha situação, cheguei para o meu primeiro encontro com a minha filha atrasado por causa do meu pai que me ligou minutos antes de eu sair do hotel dizendo que queria vir para Madrid agora de manhã e me acompanhar no encontro. É logo que eu não quero ninguém junto comigo nesse momento. Eu quero vivenciar isso sozinho, necessito disso! Não foi atoa que vim pra cá ontem só com o Big.
 Depois de passar quase meia hora fazendo ele entender isso, consegui ir ao encontro da minha filha com alguns minutos de atrasaso.
Agora eu estou aqui, olhando para ela e a Júlia sentadas em uma manta na grama com uma cesta ao lado. Se as coisas fossem diferentes eu seria um cara sortudo por ter essas duas meninas lindas comigo. Mas não são, infelizmente! 
Júnior: O-oi! - falei com um tom nervoso quando cheguei perto delas. A Júlia já estava olhando para mim antes mesmo de eu chegar perto, com um sembrante tão tenso quanto o meu. Mas a Malu só tirou a atenção das uvas que estava comendo e olhou para mim quando ouviu minha voz.
Júlia: O-oi, Júnior! - sorriu um pouco e olhou para a nossa filha. - Filha, esse aqui é o Júnior. Dá "Oi" pra ele...
Malu: Oi! Voxê é meu papai? - perguntou na lata, me fazendo ficar surpreso e sem palavras por alguns segundos. Olhei para a Júlia e a mesma também demonstrava um pouco de surpresa e parecia estar esperando a minha resposta assim como a Malu.
Júnior: S-sim, sou seu pai! - respirei fundo. - E eu estou muito feliz por isso.
Malu: Eu tabem! - sorriu e o meu sorriso depois disso foi automático. Acabei de descobrir uma das coisas que a Júlia disse que ela herdou de mim: O sorriso! - Voxê quer uva? - pegou uma na mãozinha e me mostrou. - A mamãe disse que se eu comer tudo, voxê ia fica tiste. - eu ri e olhei para a Júlia que estava sorrindo olhando pra gente.
Júnior: É claro que eu vou querer, eu amo uva e por causa disso iria ficar triste se você comesse tudo.
Malu: Masi eu não comi tudo. Eu deixei pra voxê, óh... - apontou para a bandeja que ainda estava cheia. - Senta aqui pra voxê come tabem. - bateu no espaço ao seu lado e eu sentei com um sorriso gigante na cara. A tensão e nervosismo foi para o espaço. A Júlia fez um ótimo trabalho e criou uma menina simpática e gentil. Apesar de sentir raiva por não ter participação nisso, não posso negar que ela mandou bem. - Toma! - me deu uma uva assim que eu sentei e pegou uma também. 
Júnior: Obrigado! - coloquei na boca. - Nossa, tá muito boa essa uva.
Malu: Cuidado! Não podi goli os caloços...
Júnior: Quem falou que não pode? - perguntei sorrindo.
Malu: A mamãe! Ela disse que podi machuca os dentinhos e fazer mal pra baiga.
Júnior: Ah! - olhei rindo para a Júlia. - Agora vou ter cuidado para não engolir mais, tá bom?
Malu: Tá bom! - respondeu comendo outra uva. - Eu te vi no outo dia, voxê me viu tabem?
Júnior: Eu vi sim! Você tava muito bonita, assim como hoje. - ela sorriu.
Malu: Voxê tabem é boito!
Júnior: Obrigado! - ri e a Júlia também. 
Malu: Voxê é papai meu e do Davi, né?
Júnior: Sou!
Malu: A mamãe disse que eu e o Davi somos imãozinho, como ela e a titia Salah.
Júnior: Sim, vocês são irmãos. Ele vai ficar muito feliz por isso! - sorri. Sou o cara mais feliz do mundo por ter esses dois como filhos.
Malu: Igual eu poque agola a xente vai se vê muto e bincar tabem. - disse sorrindo e eu ri.
Júnior: É muito legal né?! - ela assentiu. - Vou levar vocês em todos os parques que quiserem e vamos brincar muito,  você quer?
Malu: Quelo! - exclamou empolgada, do mesmo jeito que eu estava por dentro. - Eu vou ter que chama voxê de papai igual o Davi?
Júnior: Ahn... - olhei para a Júlia pensando o que vou responder. - V-você pode chamar, mas só se tiver vontade....
Júlia: Ninguém vai te obrigar, amor. Você pode chamar ele do que estiver a vontade. - disse me ajudando e entrando na conversa pela primeira vez. - Você pode chamar ele de Júnior...
Júnior: Ou Júninho! Todo mundo me chama de Júninho... - sorri. É lógico que eu ficaria super feliz se ela me chama-se de pai, mas crianças têm que fazer as coisas que tiver vontade. Pode ser que algum dia ela se acostuma e me chame de pai, pode ser que não. Só Deus sabe!
Malu: Xúninho! - sorriu. 
Júnior: Isso aí. - ri.
Júlia: Vocês tão afim de comer algo mais do que uvas? Porque eu tô morrendo de fome. - disse abrindo a cesta.
Malu: Eu quelo, mamãe! Voxê quer, Xúninho? - me olhou.
Júnior: Claro q sim. Também tô morrendo de fome. - sorri passando a mão na barriga.
Malu: O Xúninho tabem quer, mamãe.
Júlia: Vamos ver o que tem aqui... - falou olhando dentro da cesta. - Tem sanduíche, vão querer?
Júnior&Malu: SIM! - dissemos ao mesmo tempo e nós dois e a Júlia rimos. 
Júlia: Tudo bem! - tirou uma bandeja cheia de sanduíches da cesta, colocou no meio da gente e depois tirou duas garrafas pequenas e um copo rosa de criança com suco de laranja. Deu o copo para a Malu, uma garrafinha pra mim e ficou com o outro. 
Malu: Pode comer?
Júlia: Pode comilona. - respondeu rindo e depois disso atacamos os sanduíches. Essa pequena parece mais comigo do que eu imaginava. A felicidade não cabe no meu peito só por estar aqui, passando esse tempo com ela. Não vou parar de repetir o quanto é inacreditável que eu tenha uma filha tão bonita e abençoada como ela. 
Enquanto comíamos aproveitei para enche-la de perguntas sobre as coisas que ela gostava de fazer. Quis saber sobre tudo! Me disse sobre as coisas que gosta de brincar, sobre os desenhos favoritos, comida, doces e etc. Enquanto a gente conversava, a Júlia só observava e falava algumas coisas ou outra que a Malu pedia.


By Vic: 
Hey, povo! Feliz Natal atrasado e Feliz Ano Novo adiantado. ♡
Próximo capítulo já está pronto, porém postarei quando tiver uma boa quantidade de comentários nesse capítulo. Beijos!

Ps: Era pra ter postado esse capítulo dias atrás, porém os poucos comentários que teve no capítulo anterior me desanimou e só consegui terminar esse agora. A fic está tendo uma quantidade boa de visualizações, mas comentários muito pouco.